Sábado, 11 de Julho de 2009
o tempo muda, e nós também
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
quem não sabe quem é, não sabe o que diz
que vivem no silencio de quem não usa a palavra para se fazer passar por quem não sabe que é.
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
sou-te, és-me
- quem é?
- sou eu!
- eu quem...?
- eu tu!
- mas eu não sei quem sou...
- então não sou ninguém.
- se não és ninguém como te oiço bater?
- porque se calhar és alguém...
- serei...? mas se for, já aqui estou...
- podes ser o aqui e o ali e ainda onde vais estar. és para onde fores, e ai não há lugar...
- então sou-me a mim e sou-te a ti, seja aqui ou vá para ali?
- somos nós e somos mais. somos tudo, somos todos e não somos nada iguais.
- mas disseram-me que devia ser só um!
- e és. um conjunto de ti próprio...
- então posso ser quem me aparece, ser aqui e ser-te a ti e a quem mais me apetece?
- não podes, és. se te achas que não, padeces de uma pobre ilusão pura que nem sempre se cura.
- só imagino que não estou?
- sim. imaginas. tu na verdade és.
- ah! então sou o isto, o aquilo e ainda o que não sei que sou. sou o agora, o depois e aquilo que já passou?
- sim!
- e mudo de sitio porquê..?
- para poderes descobrir que te podes libertar.
- livrar de quê?
- daquilo que esperam que estejas, aprisionado a um só lugar na desilusão feita de te enganar.
- então faz-me um favor, não fiques à porta, deixa-me entrar. quero ser feliz, quero-te ser meu, deixa-me ser tu, ajuda-me a ser eu!
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
foi o que é
Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
Festival Silêncio. Em torno da Palavra Dita.

Leitura, Musica, Vídeo. Uma partilha de artes oferecida por artistas conceituados Portugueses, Franceses e Alemães para a qual foram escolhidos espaços a condizer cm esta iniciativa que se promete, no mínimo, culturalmente interessante. Para fazer download da programação ou saber mais informações, clicar aqui!
Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
Infinito para sempre
Vão-se sem necessariamente que as deixemos ir. Vão por ir, sem que voltem. Movimento este que nos costuma deixar em pensamento recordante, à procura de não esquecer. Formas, traços, risos e sorrisos. Lágrimas e abraços. Olhares. Pratos quentes e bebidas frias. Férias, a infância. Musicas de Natal. O crescer e a família. O toque, o cheiro e a melodia de cada voz. Nós próprios enquanto um todo. Quando se pensa, recorda-se tudo, ou quase tudo porque há sempre o muito que já foi esquecido.
O importante fica, na mesma forma. Inalterável é a emoção do que se sente mesmo que o objecto já não seja presente.
E há coisas que duram para sempre não há?
Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Ponto de Vista daqui do Lado

«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»
Jordi Joan, La Vanguardia
cEgo lEgo
(inacabado)
Sábado, 2 de Maio de 2009
Sábado, 25 de Abril de 2009
vai e vem nada sem
Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
presente sempre pretérito
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
EREMITÉRIO
nenhum olho de tinta iridescente pressagia
o destino deste corpo
os dedos cintilam no húmus da terra
e eu
indiferente à sonolência da língua
ouço o eco do amor há muito soterrado
encosto a cabeça na luz e tudo esqueço
no interior dessa ânfora alucinada
desço com a lentidão ruiva das feras
ao nervo onde a boca procura o sul
e os lugares dantes povoados
ah meu amigo
demoraste tanto a voltar dessa viagem
o mar subiu ao degrau das manhãs idosas
inundou o corpo quebrado pela serena desilusão
assim me habituei a morrer sem ti
com uma esferográfica cravada no coração
Al Berto
Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Quarta-feira, 1 de Abril de 2009
"don't fight for slavery, fight for liberty"
Onde estás tu, ó essência, para poder votar em quem faz de ti, as suas acções?
Sábado, 28 de Março de 2009
Eu cá, ia.

Não fosse encontrar-me em pleno Alentejo, estaria neste preciso instante a ligar para o numero 21 817 08 28 para confirmar a minha presença na estreia do "African Screens" - Novos Cinemas de África, a decorrer de 27 de Março a 17 de Maio, no cinema S. Jorge em Lisboa. Infelizmente perco este fim-de-semana de ofertas cinematográficas interessantes mas felizmente posso redimir-me para o próximo!
E não é que...
Sábado, 14 de Março de 2009
não sou uma rosa assim tão importante

que INCOMODATIVO!!!
"why do some people think the sun will only shine in others life and forget that they also can have a sun AND a life of their own...?"
Sexta-feira, 13 de Março de 2009
eu, tu, nós, Alice

"Nesta direcção", disse o Gato, girando a pata direita, "mora um Chapeleiro. E nesta direcção", apontando com a pata esquerda, "mora uma Lebre de Março. Visite quem você quiser quiser, são ambos loucos."
"Mais eu não ando com loucos", observou Alice.
"Oh, você não tem como evitar", disse o Gato, "somos todos loucos por aqui. Eu sou louco. Você é louca".
"Como é que você sabe que eu sou louca?", disse Alice.
"Você deve ser", disse o Gato, "Senão não teria vindo para cá."
Alice no Pais das Maravilhas
Segunda-feira, 9 de Março de 2009
dia da mulher
Terça-feira, 3 de Março de 2009
ás vezes penso...
o Amor não é assim qualquer coisa mais ou menos?
Domingo, 1 de Março de 2009
Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009
Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
Ainda acerca das minhas preocupações...
Brevemente "Che" Nois
E por falar em preocupações...
Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009
Expliquem-me...
"We think too much and feel too little.
Charlie Chaplin "
Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
Ryuichi Sakamoto
...ou apenas...
...genial?
Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009
Arménio Marques França- Take 1
Não sei se repararam, mas o Arménio tem um tique nervoso nas sobrancelhas...
Arménio Marques França- Take 2
contei 3.589.098.463 vezes, "eu quero", mas se calhar foram 3.589.098.464
tou na dúvida...
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
Palavras Escritas
As palavras
Escritas ou faladas
Complexas ou singelas
Ondeiam enfeitiçadas
Leio e oiço nelas
Sentenças encantadas
...
Belos, eles
Ensejos guardados
Vividos perdidos
Em traços incertos
Somente sentidos
Contos encantados
Para sempre escritos
by me...
Sábado, 17 de Janeiro de 2009
Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009
Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
Domingo, 11 de Janeiro de 2009
Egoségo
Pronto e agora, já sou uma verdadeira capitalista?
Não...Não sou...
"Quem tudo quer, tudo perde!"
Ah, agora sou!
Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009
The bright side
by me hoje depois de uma valente discussão com um ser de outro planeta mental
Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009
To think about it
-Steve Jobs
Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008
I wish we all keep on Dreaming
Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008
Domingo, 28 de Dezembro de 2008
Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008
Vazio
Domingo, 14 de Dezembro de 2008
Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008
Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008
Distancia Calada
Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
Ao meu querido Mr. T.
Beijo, deste mau feitio tão parecido com o teu.
b
Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
"Se"
Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
Domingo, 9 de Novembro de 2008
e o teu sapo não é o meu
Sábado, 25 de Outubro de 2008
Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008
Av. Do Brasil, N 53
Com um agradecimento muito especial ao anfitrião, Sandro Resende, Pintor e Director Cultural do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa que gentilmente me proporcionou tão interessante visita.
Para quem não saiba como lá chegar, aqui deixo as indicações, Av. Do Brasil, N 53, Hospital Júlio de Matos. A programação é anual pelo que podem visitar-se as mais variadas exposições de artistas mais, ou menos conceituados.
o blogue: http://pavilhao28.blogspot.com/
Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
O diário de Anica Bouquet
Domingo, 5 de Outubro de 2008
os delírios da senhorita Palin
Será que confundiu...
....Obama...
...com.......Osama...?

Sei...dá para enganar...deve ser da cor do fundo.
E são estas, as coisas interessantes que a candidata republicana à vice-presidência dos Estados Unidos da América tem para dizer ao povo americano e a nós outros que lemos os jornais e ouvimos as noticias.
Acho que vou de seguida escrever-lhe uma carta a perguntar o que é que ela entende por terroristas. Tenho a certeza que terei direito a uma resposta esclarecedora!
(Como é que eu nunca tinha pensado nisto antes?)
Resta-me agradecer à senhorita Palin, sem políticos como ela, a arte de governar jamais seria a anedota que é. Sendo que a táctica é ineficaz, pelo menos temos a vantagem de nos fazer rir, mesmo que o façamos para não chorar. Entretanto pelo meio havia uma campanha qualquer, ouvi dizer...?
Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008
Up in the Sky
Up in the sky
Feeling the lightness
Of an enchanted fly
Guided by brightness
Mirrored on those brave seas
Winds full of happiness
Gust sweet fantasies
Up in the sky
In pure harmony
I felt how perfect
A moment can be
by me...
Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008
Inevitávelmente Evitável
“Na física, a causalidade é a detecção da origem do fenómeno físico, mor das vezes pela aplicação da terceira das leis de Newton segundo a qual a toda acção, corresponde uma reacção de igual intensidade e em sentido contrário.” (wikipédia)
Espiritualizando um bocado o contexto, incluo aqui a definição de Karma:
"Este termo, na física, é equivalente a lei: "Para toda acção existe uma reacção de força equivalente em sentido contrário". Neste caso, para toda acção tomada pelo Homem ele pode esperar uma reacção. Se praticou o mal então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou o bem então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado.” (wikipédia)
Resumindo e concluindo, o que Vai inevitavelmente Vem?
Há quem acredite que sim. Eu não tenho essa certeza. Acredito que existem coisas que quando se vão, não voltam. Por isso, quando não quero que algo se vá, faço tudo por não o deixar ir enquanto ainda o tenho. Umas vezes dá resultado, outras nem por isso. Mas com um certeza me fico, tentei.
Quanto à forma como as coisas vão, vêm, ficam, voltam ou são, aproveito para me auto-citar numa frase que costumo repetir vezes sem conta à minha filha, " se queremos que nos tratem bem, devemos tratar os outros assim também". E com esta me fui...
Terça-feira, 23 de Setembro de 2008
b We
Vivo num mundo só onde é mau envelhecer. As marcas são feias do tempo passar. Tudo é permitido desde que não seja sabido. Onde tudo se quer e pouco se dá. Onde muitos procuram ser o que não são. Ilusão, desilusão. Contradição. Pessoas que não sabem no que acreditar neste mundo dos porquês. Gente. Somos gente. Cara, nariz, boca, olhos mas também coração. Usem-no. Imperfeitos como somos talvez um dia ainda desapareça. Novos corpos evoluídos, sem emoções nos sentidos.
“Think global, act local”, existe sempre alguém que está mesmo ao nosso lado. Cadeia alimentar de sentimentos. Karma, Darma. Verdade ou consequência. Palavras soltas, ideias loucas. Pessoas poucas, ou talvez não. Afinal de contas, posso nem ter razão. O Mundo é grande e eu, muito pequena.
Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
bday
Acabei de ler o presente mais bonito do MUNDO
e dizia
"Amo-te"
love U too
forever and ever and ever
b
.
Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008
Lua minha...
Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008
Beco sem saída
Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
can't stop listening to it!
with a B kiss from babi bi jing
xxx
Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
Frases de quem já não as diz
" A vida que levámos", era o que o avô lhe costumava responder.
E eu, eu não digo mais nada. Não há mais nada para dizer.
Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008
resposta continuada
Que não pára de seguir sem ti o seu caminho"
(SMB)
Através do meu coração passaste tu,
E sem ti espera-me um futuro que não adivinho
Através de ti, sinto-me a mim,
Longa demora sem vista de fim
Palavras que brilham no espaço distante,
Ouvidas num sonho de voz sussurrante
Barco que vem, sem saber onde vai,
Envolvente travessia que na agua se esvai.
(me)
Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
conversa de botão
“Mas botão”, respondeu-lhe o pensamento, “eu quando falo contigo, não estou à espera que fiques a pensar, afinal de contas és só um botão e eu sou o tudo. Sou o tudo e sou o nada, sou o vazio cheio de muito e com espaço para mais , sou o que sou até deixar do o ser porque estou sempre a mudar, permeável às experiências do engano na procura da verdade. Vou e venho e torno a voltar até desaparecer na hipótese de nunca me esquecer”.
“Mas pensamento, ai é que acho que estás enganado, eu não sou só um botão, sou aquele que te vê, que te ouve e que faz com que esta prosa possa existir. Encostas-te a mim e sou eu que te empurro numa outra direcção, eu sou a origem do movimento a que chamas de reflexão. Sem mim pensamento, serias uma ideia diluída nela própria sem o poder da transformação.
É por isso que me confundes pensamento, depois de tantas coisas em que já te tornaste e pela multiplicidade que já experimentaste, espanta-me apurar que ainda não tenhas entendido que a tua existência não passa de uma ilusão criada pelo involuntário da imagem de quem te lê.
Ao que parece, pensamento, dependemos de mais alguém para podermos deixar de ser ninguém”.
Segunda-feira, 21 de Julho de 2008
Sábado, 19 de Julho de 2008
Ataque palavreado
Hoje por exemplo, logo no começo do dia, recebi um sms com uma forma de linguagem que não entendi e vinda de um ser de outro planeta, só podia ser. Li, reli e voltei a ler as palavras no ecrã do telemóvel, sem conseguir chegar ao apuramento do sentido daquilo que poderia ter dado origem àquela lógica sem nexo algum. Pus em acção o meu leigo conhecimento sobre a linguagem dos outros planetas e liguei de volta, sim, liguei, na tentativa de compreensão, é suposto os monólogos escritos de vez a vez, serem mais demorados e causarem o risco de tendinites! Mas mais uma vez percebi que ainda tenho muito que aprender sobre formas de linguagem que me são estranhas. Nivel -1, ainda não sou como os seres avançados que ao meio-dia ainda as andam a apanhar do ar, resta saberem eles o que andam a tentar apanhar, gambuzinos com certeza, vindos lá daquele mundo, do dito imaginário.
E é assim, cada um como cada qual e eu, sou básica, muito básica, a maçã é só uma simples maça que quanto muito serve para se comer e o caroço para tentar plantar uma macieira que dê novos frutos, já que os outros deixaram de existir. Alguém andou refastelado à sombra da macieira a comer as maçãs todas, ora bem se depois, não sobrou nenhuma.
What´s a girl to do?
Ia, eu, ia eu,
Contente trabalhar
Quando recebo um sms
Que me fez parar
Impávida e serena
Pensei eu cá p’ros meus botões
“Mas o que é esta cena ?”
Fui atacada por ... falsas conclusões!
E assim quase que começou o meu dia. Quase. Afinal de contas era quase meio-dia.
Domingo, 13 de Julho de 2008
passado presente, gravado no céu
Ter acreditado no infinito.
No presente para sempre.
Num amor que é bonito.
Lembro-me de um dia
Ter olhado mais alem
Sem a razão ou fantasia,
De uma alma sem ninguém.
Lembro-me de um dia
Em que o nada não existia
Onde nas pequenas coisas
O tudo prevalecia
Lembro-me de um dia
Em que a noite era o dia
E ontem era o hoje
Pois o tempo não existia
Lembro-me todos os dias
Que as palavras escritas
Lidas em voz alta
Gravam-se no espaço
E tornam-se infinitas.
Sábado, 5 de Julho de 2008
Definição da teoria da relatividade.
by me num ataque de uma mania qualquer....
Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
Segunda-feira, 23 de Junho de 2008
(ainda sem)
Estórias de enfeitiçar
Sorrisos do tempo
Em que ir era voltar
Leves dizeres
Doces agitações
Infinitos prazeres
Felizes divagações
Contos relidos
Olhares a dois
Instantes perdidos
No tempo que foi
Segunda-feira, 16 de Junho de 2008
Com preto jamais me ...comprometo!
Esta é pelos vistos uma nova formatação, a do ”easy comes, easy goes”, resta saber se veio para ficar como a comida que se tornou “fast”.
Se é certo ou errado não faço a mínima ideia pelo que os processos de desenvolvimento surgem em consequências de factores como a busca da felicidade, da paz e da harmonia, poderá isto querer dizer que o ser o humano os tem vindo a encontrar na forma do singular, o plural passa a ser ocasional, constante na relação de quem tem filhos, com os filhos, claro está!
Cá para mim, acho que existem várias formas de se ser feliz, observo uma tendência crescente mas não uso classifica-la de negativa ou positiva. Como dizia uma das únicas duas sobreviventes casadas do nosso grande grupo da altura de adolescentes ainda uma destas tarde à beira da piscina, “a verdade é que todas as pessoas que eu vejo que se separaram, estão bem...” .
Eu cá não acho nada, a não ser que todos temos direito a tentarmos ser felizes.
Certo?
Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
Ponto de Interrogação
Não me interessa tentar adivinhar o futuro, só aprender a saber viver melhor o presente.
Momento global.
Acção com reacção que nem sempre se prevê.
Vida.
Assim como ela é.
Um grandessíssimo ponto de...?nterrogação.
.
Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
Sábado, 24 de Maio de 2008
desacasos que geram acasos e na vida está sempre tudo a mudar
E quando o que era suposto acontecer, não acontece e acontece o que não se suporia que acontecesse? A mim, está-me sempre a acontecer. Pequenas ou grandes surpresas, transformadas em oportunidades de futuro que vieram do passado e são celebradas no momento. Aprecio-as quando acontecem sem nunca as tomar como certas, embora que quase me poderia atrever a considera-las como inevitáveis, por causa do querer. Acasos do destino, ou forças da vontade?
E tudo muda, está sempre a mudar.
.
Sábado, 10 de Maio de 2008
Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
manhãs
Terça-feira, 6 de Maio de 2008
Paz
Trrrrim…Trrrrim….
Quem é? - “É a liberdade” – respondem as palavras escritas conforme vão sendo lidas.
Sorrio, rio, leio e releio para ter a certeza que não me enganei, mas não, é mesmo verdade o que as palavras me dizem. Sou livre, finalmente LIVRE.
É curioso o poder de transformação em forma de papel escrito. E apenas com papel e tinta se pode mudar uma vida. A minha mudou assim, hoje.
Definitivamente, “it was a very special day”, e foram as palavras, umas escritas e outras faladas. Chegaram e saíram, todas elas em forma de paz.
Sinto-me bem, sinto-me leeeeeeeeve.Domingo, 4 de Maio de 2008
Limites
Não é greve, é uma espécie de falta de espaço mental para a criatividade.
Vejo tudo de pernas para o ar, até eu estou ao contrário, ou do avesso, sei lá, já não sei.
Deixo-me estar presa à espera da tão desejada liberdade que em breve há-de vir.
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008
Terça-feira, 22 de Abril de 2008
Segunda-feira, 21 de Abril de 2008
Vai, vem, vai, não vem.
O que vem, vai. E algumas coisas nunca voltam, por isso é que se queremos que fiquem, devemos fazer com que não se vão. E se forem, se forem e não voltarem...é porque "acabarem"...!
Fim
Sábado, 19 de Abril de 2008
Empty
Às vezes não me apetece apetecer. Não me apetece ouvir falar, apetece-me somente nada dizer. Não me apetece conversar.
Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
O diário de Anica Bouquet
Anica sentou-se e deixou-se ficar a olhar para nada, para absolutamente coisa nenhuma. Estava perdida nos seus pensamentos, deambulava por entre interrogações do porquê. Porque é que há coisas que acontecem, porque é que as pessoas fazem mal, porque é que as pessoas fazem mal umas às outras, porque é que fazem mal a si próprias? Ali sentada reflectia. O mal é inevitável que exista num mundo onde existe tudo, até os opostos, era o que ela se respondia vezes e vezes sem conta àquelas perguntas que eram sempre as mesmas. Ela própria reconhecia já ter feito mal a si e aos outros, claro, se fazia parte da natureza humana é claro que também ela teria o seu quê de maldade, de má. A diferença, pensava, talvez estivesse na consciência de cada um. Ela por exemplo, sempre que fazia mal a alguém, sentia-se triste. E sempre que se sentia triste sentava-se e ficava de olhar perdido numa qualquer tentativa de toma de consciência, para não se esquecer que também ela tinha sido má. Anica gostava de acreditar que é possível não se ser mau.
Sorriu e olhou para o mar sentada na areia. O sol já se estava a pôr lá ao fundo no horizonte e o vento não deixava quietos os seus compridos cabelos ondulados. Repousou a cabeça nos joelhos dobrados e deixou-se ficar sossegada até o sol desaparecer por baixo do seu próprio reflexo.
Começavam a ser horas ir para casa. Levantou-se, e de passo lento fez o caminho de volta para o carro. Procurou no céu a estrela que lhe oferecia um desejo, a primeira a brotar no céu eu se ia tornar estrelado. Fechou os olhos enquanto o pedia, com um sorriso a espreitar, era quase sempre o mesmo e às vezes acontecia, mesmo que não durasse para sempre. A lua estava grande de cheia, esplendorosa, perfeita, ia estar uma noite linda. Uma bela noite de luar.
“O diário de Anica Bouquet”, by me.
Quarta-feira, 16 de Abril de 2008
Terça-feira, 8 de Abril de 2008
Tonta de prazer
ele começa a girar à nossa volta.
E não para!
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2008
Domingo, 30 de Março de 2008
Identidade
Quem sou eu, afinal quem eu sou?
Impermanente, é o que somos todos nós. Pontos de interrogação por vezes alternados por estados de exclamaçao.
.
...dedicado ao João...
Terça-feira, 18 de Março de 2008
Krystian Zimerman

De fazer parar tudo, menos a nossa atenção. Aconselho, a quem tenha o maior gosto por ouvir tocar piano. Na Gulbenkian.
.
Domingo, 16 de Março de 2008
Tibete
Sábado, 15 de Março de 2008
O que somos nós...?
Sou uma céptica quanto ao sistema em que vivemos embora acredite que neste ponto da história da Humanidade, o mesmo já se tenha tornado imprescindível à nossa continuidade enquanto raça. Vigora a lei da selva urbana com os índices demográficos a aumentar e os recursos a esgotarem-se. Para sobrevivermos é impossível fazê-lo na quantidade em que nos vamos tornando. Somos demais e a aumentar a um ritmo alucinante. Demais para este planeta, por isso, ou continuamos a procriação noutro, ou se permanecermos neste vamos acabar por o “comer”. Nenhum recurso será o suficiente. Talvez a taxa de crescimento um dia inverta e deixemos de aumentar a este ritmo, talvez a disparidade entre a minoria e a maioria se atenue, ou talvez sejamos afinal uma raça de instinto tão perfeito enquanto sobreviventes, que até criemos outros, agressivos o suficiente para aumentarem a nossa ambição ao ponto de queremos tudo, mesmo aquilo que não necessitamos, com a horrenda consequência da falta escrúpulos perante a aniquilação de outros tantos seres, simplesmente iguais a nós e que para sobreviver precisariam somente de uma pequena parte daquilo que nós pura e simplesmente não precisamos para nada.
Perfeitos ou imperfeitos, afinal de contas o que somos nós?
Sexta-feira, 14 de Março de 2008
Temporáriamente off...
Voltarei depois de uma breve visíta à loja da Vodafone.
Até...já...?
Quinta-feira, 13 de Março de 2008
Yuuuuuupi!
Quarta-feira, 12 de Março de 2008
Hoje estava assim...
Sade - "Lovers Rock"
Um dia houve alguém que me ofereceu este álbum de presente. Há quem oiça no tom uma certa nostalgia, a mim, transporta-me a um leve estado de harmonia.
Aconselho pois, não fosse a Sade uma das minhas cantoras favoritas!
Segunda-feira, 10 de Março de 2008
Para recordar, apeteceu-me.
Acredito que esta Liberdade
Não passa de uma Ilusão
Vendida como os produtos
Através da televisão
Vivemos num universo
Altamente manipulador
Num sonho disperso
Sem verdade e pouco Amor
Num jogo de poder
Sem escrúpulos nenhuns
Onde cansaço tira o saber
A quase todos e menos alguns
Mudar é improvável
Mas talvez ainda possível
Como uma energia renovável
O Homem é altamente imprevisível
Tudo pode acontecer
Podemos acordar
Podemos querer saber
E do saber vem o mudar
Acredito nas coisas boas
Mesmo que existam muitas mas
Acredito nas pessoas
Acredito no Infinito
Acredito na Liberdade
Acredito no que é
Acredito no que é Verdade
A Verdade esta no Sentir,
O Amar no Coração,
Não há lógica a seguir,
Vai para alem da Razão
Amar é sentir,
Sentir é viver,
Viver são todas as coisas.
Muito mais que uma só coisa, pessoa ou ser.
02-06-06
Domingo, 9 de Março de 2008
Deixar ou não deixar, acreditar ou não acreditar...Fazer, deixar fazer, ou resmungar?
.
Não tendo este blogue qualquer intenção de se tornar numa plataforma de opinião politica, a verdade é que também esta é uma área do meu interesse. Tal como outra qualquer que tenha uma forte influência na maneira como nos é permitido a todos levar a nossa vida.
Desde que na terça-feira de manhã, vi na televisão o ex – Alto-Comissário para Imigração e Minorias Éticas, Rui Marques, a anunciar um novo partido designado por Movimento Esperança Portugal, tenho procurado descobrir quais as suas intenções quanto à forma que se propõe a governar este país. Fui ao site do referido Movimento (www.mep.pt - observação engraçada é que está sempre a ser renovada a informação), naveguei por já nem sei quantos espaços blogosféricos de opinião politica, e fiquei confusa.
A taxa de abstenções, dos votos em branco e a moda do “vou votar no partido X para o partido Y não ter maioria absoluta”, já nos fizeram a todos chegar à conclusão que somos um povo “em regime de orfandade crescente e não se revê na oferta partidária existente”, como afirma Rui Cerdeira
Faz-me uma imensa confusão este fim sem remédio aparente em que todos se prostram à sombra dos resmungos e das reclamações sem sequer tentarem fazer alguma coisa para mudar, e eu no fim de tanta leitura, já começo a perceber o porquê. Porque não é suposto acreditar, porque não está instituído ser-se positivo. Grande parte do povo português tornou-se numa espécie de Júlio César de polegar sempre virado para baixo. Quem tem ideias vai imediatamente, não para a casa da partida pô-las em acção, mas sim para a arena, lutar contra as duvidas, as negações, o escárnio e o descrédito. Tal como na antiga Roma se lutava contra os leões. O desfecho é semelhante porque sobreviver é quase impossível quando à partida existem tantas forças da vontade para o contrário.
Não sei o que se passa connosco para nos desvalorizarmos tanto. Portugal nos últimos anos tem sido palco de descobertas inovadoras. Na saúde, nas energias renováveis ou outras áreas importantes para o bem-estar e a sobrevivência da Humanidade. A nossa história está repleta de feitos épicos à conta de sonhadores que foram atrás do que só eles acreditavam, e que conseguiram! Mas já ninguém sonha? Já ninguém quer fazer nada? Já ninguém quer deixar fazer nada? Por isso é que eu, independentemente das crenças, tenho uma admiração especial por quem tem a coragem, a persistência e a resistência necessárias para se fazer existir. A si, às suas ideias ou aos seus projectos.
Quanto ao partido, também eu ainda tenho muitas dúvidas relativamente ao programa político, visto não existir nenhum e algumas informações serem de carácter generalista mas a verdade é que o conceito humanista saliente neste projecto partidário me atrai bastante. Acho que a qualquer acção, independentemente da sua natureza ou propósito, que nasça deste conceito, deve ser dada a oportunidade de existir. Nem mais que seja, para nos conseguir mostrar no que é que consiste na prática. Quanto às pessoas, governantes ou não, temos que lhes dar a todas uma oportunidade, ou só nós é que a merecemos?
Fica em reflexão a pergunta:
Se não acreditarmos que é possível, como é que vamos algum dia mudar seja o que for?
Quinta-feira, 6 de Março de 2008
b...ack
Domingo, 17 de Fevereiro de 2008
babies&Johnny...the night!

Foi assim a noite inteira, ficámos por um “pingue-pongue” harmonioso, cada um ao seu estilo e numa fusão muito natural de equilíbrio entre eles, daquelas coisas que acontecem como se tivessem sempre acontecido, embora fosse esta a nossa 1ª vez juntos. Babies&Johnny, perfeita combinação. Imperssionante!
Não foi só a musica que fez a noite, foram os amigos que por lá apareceram e ficaram a noite inteira, foram os elogios de satisfação que ouvimos pela noite fora, foi podermos também dançar, rir e conversar com quem lá estava. Foi tudo.
Acalmou-me depois a conversa até sei lá eu a que horas da manhã, pois passaram-se muitas horas até finalmente chegar a vontade de ir para a cama descansar. Do princípio ao fim, não podia ter sido melhor. Adorei, claro.
Resta-me ainda agradecer ao melhor professor do mundo, Dj Pena, cujas ensaboadelas me permitiram os resultados.
A repetir, isso sem qualquer sombra de duvida!
Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
Saimos na le cool...GANDA pinta...!
Domingo, 10 de Fevereiro de 2008
sexta-feira de manhã

Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008
Hoje, quinta-feira, no café.
Conhecia já a amiga com quem me tinha ido encontrar, contou-me ela que se tinham conhecido por ali. Ficámos na conversa os três, eu ouvi mais do que falei, estava fascinada, confesso, e também curiosa.
Um homem bonito, com um charme próprio de quem não está para se preocupar com coisas que não interessam para nada. Pela conversa, conclui que devia ser a pessoa que conhecia mais gente que eu alguma vez conheci na vida, acho que não estou enganada, incrível, os pais, os filhos, os netos, sabia os nomes todos e os porquês. Mas não foi isso o que me deixou magnetizada, o que me deixou tão absorvida por aquele homem foi o desprendimento ao preconceito, a imensidão da sua liberdade, a graciosidade do trato e a sua vivacidade. E sim, inteligente.
Ficámos ali os três, talvez uma hora, a conversar de forma leve sobre os outros e de certa forma directa e por vezes indirecta, sobre aquilo que somos na realidade. Falámos do bom que seria um mundo sem preconceitos, onde as pessoas não tivessem medo de falar umas com as outras. Um mundo sem “ninguéns” ou alguéns”, onde alguns se acham melhores que outros.
Enfim, postos os preconceitos e as vergonhas de lado, podemos conseguir conhecer pessoas que valem a pena por o muito que nos ensinam de uma forma tão inesperada e em tão pouco tempo.
Mais curioso ainda foi horas mais tarde chegarmos à conclusão que somos uma espécie de primos afastados, e esta hein?
Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
sugestão "tardia"
Onde, no Op Art.
A que horas, a partir das 15h.
Com quem, com os sorrisos em alta e seus Dj's.
Para quem, para quem lhe apeteca ir.
NOTA: podem-se levar filhos, cães e fumadores...uau!!!!
Mais infos@ http://sorrisosemalta.blogspot.com/
Apetece, não apetece...?
Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
Honestidade legislativa
Vejam só como o legislador foi honesto !!!
Todos sabemos a clara diferença entre a) e b)"
Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
Babies&Johnny Provider
Dia 15 de Fevereiro no Europa, desta vez eu e a Vinhas. Babies é o nome escolhido para esta actuação já que nos falta a Blindim. Como as Babies gostam sempre de ter companhia, convidámos o nosso amigo João Coruche e lá vamos três, mais uma vez para uma noite em grande, afinal de contas é a sexta-feira dos namorados. Romântico, não é?
Sábado, 26 de Janeiro de 2008
Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008
Sentidos

Há já alguns bons pares de anos que me rendi ao facto de quem nem sempre tudo tem obrigatoriamente que fazer sentido. Ás vezes, é no poder do deleite, do sabor, do gosto, do cheiro ou da cor onde encontramos o sentido a algumas coisas com que nos cruzamos ou se cruzam connosco. A capacidade expressiva de uma imagem ou mesmo a representativa das palavras, talvez até de palavras como estas que podem ser lidas num sussurro para que depois as leve o vento. Com ou sem sentido os momentos vivem-se efémeros de plena sumptuosidade. Momentos que vêm, momentos que vão e, alguns deles, vivem para sempre como a infinita melodia de uma bela canção que nunca mais se esquece.
Recebe-se o que se dá…será?
Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008
E tenho dito!
Neste mundo cada vez mais “copy-paste”, esta é uma frase que subscrevo e ainda mais, aconselho a que a pratiquem o mais possíve!!!
E tenho dito.
Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008
A Felicidade, essa que se perde na confusão.
Não há regra para pertencer ao grupo dos queixosos, de uma forma geral são mais os que se queixam do que os que acham que vivem felizes. E de uma forma geral, todos acham que esta condição está intrinsecamente ligada à falta daquilo que não têm e que acham que precisam de ter.
É no TER onde de alguma forma, se procura a felicidade nos dias de hoje.
A meu ver, a busca da felicidade tornou-se numa espécie de prática de consumo. O único senão e que ao que parece, toda a gente se esquece, é que a felicidade não está à venda nos supermercados, numa imobiliária, ou muito menos, numa garrafa de coca-cola.
A felicidade para ser comprada tem que ser substituída pelo prazer, afinal de contas até que pode ser bastante fácil confundi-las. Se conseguirmos comprar ou conquistar sucessivos momentos de puro prazer, então quase que se poderia dizer que o estado seria semelhante ao da felicidade. Mas seria isso mesmo, semelhante, jamais o prazer pode ser confundido com a felicidade. A felicidade, está no interior enquanto que o prazer, se encontra no exterior.
Pondero que toda esta confusão terá de alguma forma a haver com as influências da política de consumo desmedido em que estamos inseridos e sujeitos. Perderam-se os valores da família e das causas humanas, vale tudo até mesmo quase arrancar corações. Vale não pensar nos outros e também não pensarmos em nós. Os sentimentos a ponderar devem ser sobretudo os dos nossos desejos e salve-se quem puder!
O mundo em geral está numa grande confusão, quem é que o pode negar? Quando as pessoas deixam de olhar umas para as outras como semelhantes ou iguais, tudo se transforma num grande conceito individualista que de humano pouco tem.
A felicidade passa sempre pela condição humana, pelos sentimentos, pelo amor, pela aceitação e por sabermos dar valor essencialmente às pessoas que nos rodeiam e que gostam de nós. Seja lá qual for o caminho, esse terá sempre a haver connosco e com a nossa relação com aquilo que nos rodeia, principalmente as pessoas.
Afinal de contas o que é que nos aconteceu para chegarmos ao ponto de querermos vender ou comprar felicidade aos golos?
Infelizmente não tenho remédio para estas coisas todas mas talvez praticar o pensamento quanto aos outros como se de nós próprios se tratasse, ajudasse a começar alguma coisa. Acredito sinceramente que é da consciência que nasce a mudança, e acredito mais ainda que é possível mudar. Quando…talvez hoje se assim o desejarmos. Enquanto há vida…há esperança!
E quanto à felicidade, essa meus caros, anda sempre por ai, quem não a quiser confundir com outra coisa qualquer ainda se arrisca a encontra-la…!
Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008
Foi o que "me saiu" hoje...
Cheirei o que não toquei,
Tocou-me o que não estava ali,
Tudo aconteceu e na realidade,
Nada se passou…
Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008
Enjoy it!
Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008
Help..ou melhor...Ajuuuuuda!!!
Milmilhões de agradecimentos a quem o conseguir fazer....:o)
Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008
2008 de Liberdade
Parece-me que este dois mil e oito me encaminha a um estado de liberdade, 2007 foi sem dúvida, um dos anos mais difíceis da minha vida, não me dou nada bem na prisão da estagnação.
A liberdade paga-se cara e é preciso ter a coragem de lutar por ela, de a querer conquistar. Nem sempre nos é possível desfrutar da lucidez de sabermos quem somos e assim termos alguma, mesmo que pouca, noção daquilo que queremos. Para sermos livres precisamos de ir para além das camadas do “parecer”, das mascaras que usamos para nos disfarçar daquilo que às vezes nem sabemos que somos, das pressões da educação e da necessidade de sermos aceites nem sabemos às vezes pelo quê. É muito trabalhosa a luta connosco próprios e sai-nos cara porque o apego é o pior hábito que existe, despegar-nos (ou mesmo "despRegarmo-nos") seja lá do que for requer muita força de vontade. Mas não há nada melhor que a sensação de ser livre. O corpo sente, cheira, vê e envolvem-se os nossos sentidos com o do cosmos. O que é que pode ser melhor do que esta espécie de embriaguez constante, desta sensação de estarmos dissolvidos naquilo que nos rodeia?
A liberdade nunca é estática e podemos deixar-nos levar...acreditam no destino?
Não sei bem se existe um único predefinido, acredito melhor que o vamos fazendo numa luta ocasional e por vezes constante com o apego às coisas aparentemente confortáveis mas que não nos levam a lado algum. Talvez o objectivo não seja o fim mas sim o caminho que escolhemos para “lá” chegar, esse caminho a que chamamos VIDA, será?
Seja lá o que for, espero conseguir ter sempre a coragem necessária para me contrariar, quando por vezes a ilusão me engana e desse tal caminho me quer desviar. "En garde" Barbarela, liberta-te daquilo que não te interessa.
E viva este 2008 que me parece começar bem!
Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008
"Amor é..."
Hoje em dia pouco se fala do Amor. Falam-se das relações, ralações e da convivência. É o Amor um sentimento ou vai mais para além disso?
Passei por blogues desconhecidos, conversas com amigos, li livros, revistas e naveguei pela internet à procura de uma resposta.
Aqui vão algumas das reflexões com que me deparei:
"O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direcção" - Antoine de Saint-Exupéry
"Amor: sentimento de afecto profundo, paixão(…)!" - Dicionário da Língua Portuguesa: Porto Editora
"Amor: Como ser Esperto o Suficiente para Entender, Paciente o Suficiente para Procurar e Burro o Suficiente para Encontrar!" - Douglas Adams: livro Fictício
"O amor? Começa com grandes palavras, continua com palavrinhas, termina com palavrões." - Édouard Pailleron: Revista Caras, Edição 664
"Gostamos de alguém porque; amamos alguém apesar de". - Henry de Montherlant
"Amor é fogo que arde sem se ver". - Luís Vaz de Camões
"Ao toque do amor, qualquer um vira um poeta". - Platão
"O amor é um sentimento tão delicioso porque o interesse de quem ama confunde-se com o do amado". - Stendhal
“Amor é uma atração afetiva ou física que, devido a certa afinidade, um ser manifesta por outro.” - wikiquote
O Amor ao fim ao cabo, não passa de um sentimento, influenciado para o bem ou para o mal, através de acções, gestos ou mesmo a falta deles, que acabam por determinar a sua capacidade do “Para Sempre”. Simplesmente complexo, sem uma formula absoluta mas muito permeável ao que consiste cada ser que ama e cada um que é amado.
Acabei as minhas pesquisas a relembrar uns cromos muito presentes na minha infância, não sei se alguém ainda se lembra desta pequena BD de auditoria de Kim Casali, que em muito me influenciou as minhas referências quanto ao que hoje defino como aquilo que “o Amor é”.

Só me resta desejar, a todos os visitantes, um 2008 com muito, muito AMOR!
Sábado, 22 de Dezembro de 2007
Mail ao Sr. Primeiro-Ministro
"Exmo. Sr. Primeiro-Ministro,
Começo por agradeçer-lhe a atenção dispensada à minha pessoa.
Tenho dentro das minhas possibilidades horárias, acompanhado os debates sobre a Flexisegurança. Sou trabalhadora por conta de outrem e é um assunto que me preocupa bastante embora que concorde com a necessidade de simplificar o código laboral.
Uma das grandes preocupações demonstradas por vossa Exa., tem sido a do aumento da natalidade, uma preocupação que partilho enquanto cidadã e mulher. Dai esta minha necessidade, se me permite, de o sensibilizar, porque embora concorde com a necessidade da simplificação, em alguns aspectos as propostas apresentadas parecem-me por em risco o desenvolvimento e equilíbrio das famílias.
Pelo que tenho podido constatar, tem-me parecido que a grande preocupação da maior parte das entidades empregadoras é de fazer com que a produtividade e rentabilidade das suas empresas aumente indo contra o desenvolvimento e estabilidade da unidade familiar.
É impossível criar-se filhos se não existem as condições para os acompanhar. Deixar crianças em creches durante 12 horas seguidas não me parece de todo ser uma boa alternativa e muito menos uma solução convidativa ou impulsionadora para se querer ter filhos ou mais filhos.
As crianças e adolescentes precisam de acompanhamento e as famílias para se manterem unidas precisam de tempo juntas para se consolidarem e unirem. Cada vez existe menos tempo, cada vez há mais cansaço e falta de esperança no futuro, num futuro que vise a componente humana, aquela que nos faz mais felizes e consequentemente mais predispostos e produtivos.
Na Flexisegurança observam-se muito as alterações legais entidade empregadora/empregado e porque não também o inverso, empregado/entidae empregadora?
Os maus gestores, como podemos combate-los, especialmente se forem do sector privado?
Observo muitas vezes os trabalhadores a sofrer consequências de más decisões e a serem feitas exigências sem que sejam facultadas as condições para as cumprir. Acho que se poderia também simplificar a justa causa por parte dos trabalhadores.
Trabalho na area de R.H. e tenho constatado que nas pequenas e médias empresas é rara uma boa gestão de recursos humanos, tratam-se maioritariamente os empregados num despachado autoritarismo, visando a desconfiança abusiva por parte dos empregadores e concludentemente surgem as equipas pouco produtivas, desinteressadas e desrespeitadoras.
Tenho a certeza absoluta de que uma competente gestão de R.H. aumenta os laços de confiança entra as duas entidades, empregada e empregadora, o bem-estar no trabalho e consequentemente aumenta a vontade de trabalhar e obviamente os resultados produzidos. Porque é que não é obrigatória uma formação qualificada por parte dos gestores das empresas médias ou pequenas na area de R.H?
Não me parece errado também pensar que se o trabalho for uma fonte de problemas, os empregados passarão a maior parte do tempo a pensar em como resolver esses problemas em vez de pensarem em como fazer bem e melhor o seu trabalho. Se o trabalho for uma fonte de soluções, nenhum empregado vai querer perder o seu emprego!
Muitas vezes, Sr. Primeiro-ministro, aplicam-se normas por pessoas que nunca vão sofrer as suas consequências, o que por certo influenciará a incapacidade do cumprimento destas.
Sr. Primeiro-ministro, fiz questão em transmitir-lhe estas minhas ideias e pensamentos que humildemente lhos apresento na esperança que sejam motivo de reflexão e quem sabe, nos possam ajudar a todos a procurar melhores resultados?
Mais uma vez agradeço a atenção que me dispensou,
Com os melhores cumprimentos,
Bárbara Noronha Soares"
Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007
É quase Natal
Adoro o Natal porque é precisamente nessa época que temos oportunidade de nos juntarmos todos. É aliás a única tradição que mantemos, a da família. Os presentes são só para as crianças mas de ordem simbólica pois gostamos de simular a chegada do Pai Natal, mas o que se transmite sobretudo é a alegria de podermos estar todos juntos, da hora de refeição, das gargalhadas que se soltam pelas piadas atiradas para o ar e que são uma constante. Pregam-se partidas, contam-se as mesmas estórias, partilham-se as tarefas, cultiva-se a vivência e não se fazem cerimónias de qualquer espécie.
Espero que a minha filha possa vive-lo também sempre assim, sem achar que as prendas são mais importante que as pessoas.
Esta maldita televisão é um facto que não me ajuda mesmo nada!
Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007
dá gozo...lá isso dá
Foi a Blindim que se saiu com o nome enquanto fazíamos o jantar em casa dela e ouvíamos as musicas que queríamos levar para a nossa 1ª missão. “Descolada, sabem, como dizem os brasileiros e que não consigo traduzir? “, perguntou-nos ela, a mim e à Vinhas acerca de qualquer coisa que estávamos a falar e dai a achar que era exactamente o nosso espírito de dj’s maçaricas, foi uma milésima de segundo!
Lá fomos nós, muito “descoladas” (qualquero coisa como “soltas”) para a nossa 1ª noite e adorámos. Se vai haver mais, não sabemos pois vai depender do que nos apetecer, quando nos apetecer e se nos apetecer, mas que foi engraçado, lá isso foi.
Ok, admito, dá gozo!
Terça-feira, 27 de Novembro de 2007
30 Novembro@Tuatara
Multiplicidade
Por vezes vivo assim, de olhar fixo num mundo do imaginário, da minha imaginação, do que me vai na alma e também no coração.
Talvez haja quem sonhe um sonho único, quem viva uma única razão mas eu não sou assim, identifico-me com muito mais que algumas coisas. Sou isto e sou aquilo, e ainda o que não sei que sou. Sou agora e o depois e aquilo que já passou.
Por vezes dou por mim a voar num mundo que pode ser o dos sonhos, livre do preconceito, do medo e das retaliações. Voo para lá das imposições, das necessidades e obrigações. Pouso onde me apetece, num aterrar descomprometido. Experimento o que acontece, sem necessidade de sentido. Sou totalmente livre. Livre de tudo e de todos. Livre de mim.
E assim sou eu, um misto de tudo isto. Qualquer coisa como uma sonhada acordada. E com muita imaginação.
Voltarei…dentro de em breve.
Domingo, 25 de Novembro de 2007
Inverno
O que mais gosto do inverno é que dure pouco, mas enqunto dura, poder passa-lo assim no quente das pessoas, com a intensidade dos cheiros e envolvida por algumas das suas unícas cores.
Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007
Complexo que não tem Nexo
No meu dia-a-dia penso, penso muito, penso mais do que o que faço, mas também faço. Como mulher tenho a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo e bem. Sou complicada mas tenho direcção, mesmo que a mude para voltar a mudar e ainda outra vez. Gosto do rumo, do ir, do pensar em como lá chegar. Gosto do nexo na vida mesmo quando é muito complexo.
Faz-me confusão o não saber e a falta de vontade. Faz-me confusão não saber usar a cabeça com as mãos e as mãos com a cabeça. Não suporto o pensamento de achar que não passo de uma ideia, de uma hipótese, de um imaginário.
Gosto do sentido que me faz ir, onde quer que seja que vá parar. Gosto da vida.
Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
"O diário de Anica Bouquet"
Sorte a da Rosa porque tinha tido direito a um cobertor quente na cama dela, Anica encolheu-se e deixou-se ficar quieta à espera de aquecer, mesmo antes de um fechar de olhos final ainda mandou um ultimo sms:
“Vou-me deitar agora. Estamos todos num hotel que é de alterne. O Padre, que é nosso amigo, ficou num quarto que se entra pela garagem e tem Jacuzzi. Foi inspirador, do especial que pode ser uma vida a dois. Pena que não tenhas estado cá para ver. Dorme bem. Beijo.”
Contada a estória podia ser bastante mal interpretada. Deu-lhe vontade de rir e assim adormeceu no meio de um suspiro resignado de satisfação. Não é nem todos os dias e muito menos meses ou anos que se tem oportunidade de desfrutar de um casamento assim. Amanhã teria de agradecer ao noivo, foi o ultimo pensamento que teve mesmo antes de adormecer.
Terça-feira, 23 de Outubro de 2007
Hoje, 4a Feira no LUX
Talvez alguns de vós já estejam familiarizados com as noites JAZZ às 4as no LUX, hoje é mais uma delas e para mim destaca-se com este lançamento do álbum de Júlio Resende “Da Alma” que quem não conhece e gosta de Jazz, devia aproveitar esta oportunidade que além do mais tem entrada LIVRE, para passar a conhecer os músicos que hoje no LUX vão tocar.
http://www.julioresende.com/
Começa e acaba cedo, a horas muito decentes para aqueles que trabalham de manhã no dia seguinte.
Só vos posso dizer mais uma coisa...VÃO!
A...conselho
http://blogempalco.blogs.sapo.pt/
Aproveitem a oportunidade e dêem asas ao vosso poder criativo...:o)
Domingo, 21 de Outubro de 2007
Iniciativa artistica, ou talvez não?
Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007
Momentos

Talvez pelo facto de ter vivido toda a minha vida à beira-mar não me canso da praia, adoro estes dias de Outono em que as praias já não estão tomadas por mais pessoas do que eu consigo suportar por cada metro quadrado. Espero sempre pelo fim do Verão para poder começar com os meus passeios de fim-de-semana no pardão e hoje foi um desses dias. Estava um belo dia, ao contrário do que podia parecer de manhã quando me levantei. Lá fomos de bicicletas e afins, eu a Carolina e a Carlota, dar o nosso passeio que muito bem nos fez e ainda mais nos soube.
Sentei-me na areia enquanto elas apanhavam conchinhas à beira-mar. Deixei-me estar por ali, a tentar pôr algumas ideias no lugar, sem pressa para nada, nem sequer para elas, as ideias. É uma das muitas razões porque adoro a praia, esta capacidade quase única de me por ao “ralenti”. Talvez a imensidão do mar me faça perceber de como sou pequena ou o vai e vem das ondas me tenha sempre presente que o que vem, vai e o que vai, vem. Tudo passa, mesmo que volte.
Venha o que vier mas que possa sempre ter a areia, as ondas, o sol e o mar.
06-10-2007
Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007
30 e mais...alguns.
Do tempo que já passou, do tempo que talvez ainda vá passar e até mesmo do tempo que o tempo tem…
Pode ser uma percepção muito útil, isto é se não entrarmos naquele tipo de “crises” com consequências de comportamentos desviados e por vezes muito desadequados à nossa maturidade, num ápice de histeria e esquecendo que ainda podemos ficar por cá muito tempo ou daquilo que realmente queremos, possuídos de uma ávida vontade do experimentar seja lá o que for desde que se aja…sem pensar.
Conseguimos numa outra vertente, aproveitar esta nova consciência para ponderar, escolher, aprender a saborear, aproveitar sem desperdiçar cada segundo, cada momento, cada hipótese de recordação com ou sem arrependimento. O que importa é sentir que se sente a vida.
Acho que posso dizer que estou a viver assim estes trinta e mais alguns, numa espécie de viver o dia-a-dia por vezes com muitos contratempos mas com uma noção diferente do passar das coisas e da consciência do passageiro que tudo é.
Estamos sempre sujeitos a mudanças. Estamos sujeitos a mil e uma coisa que nunca imaginámos. Estamos sujeitos ao desgosto e também à felicidade.
Seja lá o que for ou como for, sinto-me bem. Comigo e com os outros e pelo facto de querer viver. Simplesmente…isto.
19/09/07
Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007
Parabéns!!!



Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007
Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
E era uma vez...

Ao fim de certo tempo a menina começou a ficar com medo de nunca conseguir encontrar aquilo que realmente desejava e pensou que a sua história poderia ficar sem o fim que tanto procurava.
Resolveu então parar de procurar e olhar para dentro de si para tentar perceber o que é que lhe faltava. Ficou espantada ao ver a desarrumação em que tudo se encontrava, todas as lembranças, os sentimentos como a felicidade ou a tristeza, as realizações e as frustrações, o amor, a paixão, o medo, o carinho, a segurança e mesmo a falta dela, tudo estava misturado, baralhado, magoado, triturado. Sentiu uma enorme vontade de chorar, queria saber como é que ia conseguir arrumar tudo outra vez dentro das suas caixinhas onde há muito tempo atrás tinha tudo estado tão bem arrumado, mas não sabia, aliás, não fazia nem ideia de como é que tudo tinha chegado aquele pandemónio tão grande e por isso até os lugares que antes estavam tão bem organizados, agora estavam também todos trocados.
Saiu daquela floresta que a estava a sufocar, andou, andou, andou e foi dar a um grande pontão. Descalçou-se e sentiu a pedra fria debaixo dos seus pés, respirou fundo e olhou em volta. Àquela hora não havia mais ninguém a passar. O mar, esse estava calmo, tão calmo que o contraste dos seus sentimentos lhe deixou um arrepio de insegurança.
De olhos fechados, deixou-se levar por aquele momento que num prolongamento a deixou descansar. Naquele silêncio de perguntas conseguiu finalmente ouvir o que o mundo tinha para lhe dizer, ouviu as ondas que chegavam à areia e partiam de novo, deixando apenas a musica de quando se tocavam, ouviu as gaivota que voavam em gritos de felicidade por aquela liberdade sem destino. O Cheiro da maresia misturava-se com o da humidade, ouviu o bater do próprio coração.
Abriu os olhos e o nascer do sol deu-lhe a sensação de um novo começo, ela sorriu e entendeu a mensagem. Levantou-se e foi caminhando pela areia sem nunca mais largar aquele sentimento de PAZ"
11/09/96
Há quase 11 anos minha irmã querida que me ofereceste esta linda "estória" de presente de aniversário, que ainda hoje guardo e de vez em quando leio. Acabo-a sempre da mesma maneira...com um suspiro, em paz, descansada e com um sorriso feliz a pensar que é tão bom ter-te assim sempre tão perto.
Um beijinho muito grande da mana mais velha que também gosta muito de ti!
Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007
3 segundos...
Hoje ao fim da tarde apeteceu-me falar com alguém especial, que me lembra o mar e sol a pôr-se.
Há coincidências, ou lá como lhes queiram chamar, já ele me tinha tentado ligar hoje. É sempre assim, talvez a coincidência do diminutivo, somos 2 B's afinal. Há também pessoas que nos são muito especiais e nunca estão longe, mesmo que o aparentem geograficamente. Nestes casos o físico não conta, não existem distâncias na comunicação quando somos realmente próximos de alguém. E foi assim, uma conversa com pouco mais de 3 segundos, num ultimo bocadinho de sol que se pôs num belo final de tarde. Mais uma recordação que me fica para toda a vida e de que me vou lembrar com um sorriso muitas, muitas vezes. Sabe-se lá afinal, em quantos segundos este momento se vai reverter ...
O que sei é que é bom, muito bom.
:o)
Sexta-feira, 27 de Julho de 2007
Reflexos...ou...Instinto?
Não sou uma pessoa de raciocínio simples, pôr-me em causa é uma constante numa ilusória busca da perfeita justiça. Penso, penso e continuo a pensar mas no fundo acho que acabo por agir quase sempre num reflexo em função daquilo que quero, ou para evitar o que não quero.
Pensar é essencial à evolução, está certo, mas no meu humilde entender já começo por achar que aqui o simples ser humano que também é um animal, não está assim tão bem preparado para tanta informação. Cada vez vejo mais pessoas que já não sabem o que pensar, isto claro, se não se defenderem atrás de uma postura conservadora e tradicional que é uma excelente defesa “de imitação” (qualquer coisa como os macaquinhos de imitação…será?) onde só entra e sai informação “tipo”, já formatada na sua maior parte desde a anterior geração, assim não se pensa muito e imita-se melhor e com mais certezas.
Quanto aos restantes que se deixam vaguear para além das imposições e regras estipuladas, acabam por ser uma espécie de novos descobridores…mentais. Num mundo de infinitas hipóteses vão-se descobrindo novos conceitos, formas de estar, de pensar e de acreditar, pelo caminho fica o seguro que talvez tenha morrido de velho, "qui ça"?
E neste contexto tão diferente talvez possamos ver para além, para além do cinzento que se apelida do nada ou do talvez porque com tanta aparente incerteza talvez nos seja dada uma nova oportunidade de voltarmos usar o que também acredito que seja o nosso melhor meio: o instinto.
Reflexo ou instinto, qual deles será que me leva?
E Mana…não te entusiasmes demais pois explicações extensas em palavras que poucos desconhecem o real significado…podem baralhar!!! Desculpa lá minha querida mas não resisti…:o)
Terça-feira, 12 de Junho de 2007
A certeza da Incerteza
Tenho que admitir que detesto nesta geração, onde me incluo, esta moda do “abstracto”. Não me considero fundamentalista, esforço-me para ser moderada e não radical, mas confesso que nem sempre é fácil e que às vezes não consigo deixar de o ser.
Talvez seja demasiado apegada aos valores e ao concreto. Provavelmente estou “descontextualizada” desta actual forma de viver onde não se é nem se deixa de ser, o que permite não assumir coisa alguma, caso nos faça jeito.
Não se faz aquilo que se diz que se quer fazer. Não se diz o que se pensa e pensa-se o que não se diz. Há muita teoria e muito pouca prática. A informação deixa-nos presos às nossas ideias, no mundo do que devia ser ou gostaria que fosse. No mundo das ideias e ideais, num mundo que não existe porque não se constrói, no mundo onde só se pensa em como construi-lo.
As lutas deixaram de ser em honra de seja lá o que for e as coisas fazem-se à medida da preguiça e da vontade que houver. A consequência passou a ser azar e o infinito não interessa para nada, já que se existir, o mesmo se deveu à sorte, aquela que dizem ser pouca ou má.
O que parece interessar é o momento, mesmo que depois não seja sequer lembrado.
Poucos são os que parecem saber o que querem. Pratica-se o “tudo quero” em prol do “com alguma coisa me hei-de identificar”, mas infelizmente, nesta panóplia de roletas-russas de desejos desmedidos, incertos ou confusos, não existem muitos vencedores.
E assim andam muitos de nós, por ai e por ali, a tudo querer mas a pouco ou nada ter. Pergunto-me se uma mudança de estratégia para qualquer coisa mais simples e menos pretensiosa não teria mais sucesso?
Mas deve ser difícil tentar, neste mundo tão cinzento, onde é quase impossível conseguir perceber onde é que começam as cores.
Sábado, 9 de Junho de 2007
Quando se tem muito para dizer...
E foi o que me acabou de acontecer, com tanta coisa para dizer acabei por não conseguir dizer nada.
Voltarei, já de ideias organizadas.
Quinta-feira, 26 de Abril de 2007
sapos
O teu “sapo” pode muito bem não ser o meu é uma daquelas coisas que já todos sabemos e muito bem mas que como muitas das coisas que “já todos sabemos e muito bem”, também todos nos esquecemos e por vezes “muito bem”.
É possível que aconteça mais frequentemente em momentos de exaltação ou excitação, como preferirem chama-los, tanto faz. A verdade é que acontece.
Pelo menos a mim acontece-me. Ainda ontem à noite me aconteceu. Exaltei-me por causa de um sapo e acabei por atirar com outro. C’est la vie, é verdade mas que é chato é e preferia que não tivesse acontecido. Mas aconteceu e à conta desta “onda” de sapos pus-me cá a pensar nos milhares de sapos que por ai andam sempre a “voar”, de um lado para o outro, de umas pessoas para as outras, de uns interesses para os outros e até mesmo de uns países para os outros. Afinal isto são sapos demais para poderem ser ignorados! Pelo menos foi o que eu cá pensei, ha bocado quando me começou a insónia e assim surgiu esta “bloguideia”, foleira ou não, isso já depende da opinião de cada um. Surgiu e é para todos. Dedicado aos sapos da vida e a todos que os quiserem aqui comentar e também ao meu namorado, vitima do meu sapo de ontem logo a seguir a me ter vitimado com o seu.
E vivam os sapos que nos trazem sempre assunto para falar!





























