Sábado, 11 de Julho de 2009

o tempo muda, e nós também

perdida andei. sem destino, errei. dei voltas à vida, vagueava adormecida. não perguntei. ouvi e falei, nunca procurei. um dia parei, e percebi. compreendi que não era ninguém. não era tão pouco uma marca no tempo. não era história. não tinha sido momento. não era gente, nem sequer vento. quem era eu? vagabunda descrente. tinha passado mas nunca fiquei, e sem ter tirado, também nunca dei. nem acreditei. não me enganou a vida, enganei-me eu.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

quem não sabe quem é, não sabe o que diz

escuto palavras ditas da boca para fora. oiço-as atiradas ao ar, leves pesadas. rápidas, paradas. palavras que nada me querem dizer. torno a ouvir e continuo sem perceber o porquê. o porquê do uso de palavras expressas de alma tão pouca que nem se vê. palavras usadas num jogo demente que partiu dum desígnio que já nasceu doente. palavras de verdades fingidas em ecos soltos onde não se encontram saídas. perdidas, como a natureza de quem a diz, brotadas de um rasgo sem qualquer raiz. já poucos há aqueles que se sabem quem são. que não usam as palavras do pé para a mão. que não se levam a sério, nem para onde vão. que se querem ver livres desta alucinação.

que vivem no silencio de quem não usa a palavra para se fazer passar por quem não sabe que é.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

e porque não tem que ser tudo sério

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

sou-te, és-me

toc...toc...
- quem é?
- sou eu!
- eu quem...?
- eu tu!
- mas eu não sei quem sou...
- então não sou ninguém.
- se não és ninguém como te oiço bater?
- porque se calhar és alguém...
- serei...? mas se for, já aqui estou...
- podes ser o aqui e o ali e ainda onde vais estar. és para onde fores, e ai não há lugar...
- então sou-me a mim e sou-te a ti, seja aqui ou vá para ali?
- somos nós e somos mais. somos tudo, somos todos e não somos nada iguais.
- mas disseram-me que devia ser só um!
- e és. um conjunto de ti próprio...
- então posso ser quem me aparece, ser aqui e ser-te a ti e a quem mais me apetece?
- não podes, és. se te achas que não, padeces de uma pobre ilusão pura que nem sempre se cura.
- só imagino que não estou?
- sim. imaginas. tu na verdade és.
- ah! então sou o isto, o aquilo e ainda o que não sei que sou. sou o agora, o depois e aquilo que já passou?
- sim!
- e mudo de sitio porquê..?
- para poderes descobrir que te podes libertar.
- livrar de quê?
- daquilo que esperam que estejas, aprisionado a um só lugar na desilusão feita de te enganar.
- então faz-me um favor, não fiques à porta, deixa-me entrar. quero ser feliz, quero-te ser meu, deixa-me ser tu, ajuda-me a ser eu!

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

foi o que é

conta-me como foi o que já não é. sentido invertido sem ponta de fé. fala comigo, diz-me outra vez, uma por uma, foram mil vezes dez. palavras reescritas, de ponto sem nó, dispersas no acaso como partículas de pó. malandras, malditas, pousaram-se no pé, sujaram-me a alma sem saber o porquê. de um lado para o outro sacudia-as daqui. digo-te que não. disseste que sim. conta e reconta e mais outra vez, conta-me como foi o que já não é. destino caminho de palavras a ré, saem-te ariscas, teimosas até, elas que ditas, não contam o que é.

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Festival Silêncio. Em torno da Palavra Dita.


Leitura, Musica, Vídeo. Uma partilha de artes oferecida por artistas conceituados Portugueses, Franceses e Alemães para a qual foram escolhidos espaços a condizer cm esta iniciativa que se promete, no mínimo, culturalmente interessante. Para fazer download da programação ou saber mais informações, clicar aqui!

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Infinito para sempre

Por vezes as coisas escapam-se-nos. Dos pés, das mãos, da vida.

Vão-se sem necessariamente que as deixemos ir. Vão por ir, sem que voltem. Movimento este que nos costuma deixar em pensamento recordante, à procura de não esquecer. Formas, traços, risos e sorrisos. Lágrimas e abraços. Olhares. Pratos quentes e bebidas frias. Férias, a infância. Musicas de Natal. O crescer e a família. O toque, o cheiro e a melodia de cada voz. Nós próprios enquanto um todo. Quando se pensa, recorda-se tudo, ou quase tudo porque há sempre o muito que já foi esquecido.

O importante fica, na mesma forma. Inalterável é a emoção do que se sente mesmo que o objecto já não seja presente.


E há coisas que duram para sempre não há?

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

baby b set for download

baby b April set aqui

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Ponto de Vista daqui do Lado


«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»

Jordi Joan, La Vanguardia

cEgo lEgo

Sempre em desconstrução, alimenta a ilusão, faz mal à consciência e embai a existência. Peça a peça, arquitecta uma aparência sem qualquer consideração.

(inacabado)

Sábado, 2 de Maio de 2009

just for a start

BLISS
Kissing

Sábado, 25 de Abril de 2009

vai e vem nada sem

E eu sei lá eu. Não sei. O que? Nada, tudo, qualquer coisa mais ou menos. De tudo um pouco. Assim, assim. Assado. Nada, outra vez. Para quê? O fim não existe para alem de uma interrupção do que se cegue. Não se vê, nem se crê. Não se sabe, nem vai saber. Acontece repetidamente sem que sirva para o que for. Acaso desacaso a que ninguém faz caso. Passa, vazio. O silêncio sente-se frio. Quente, doente. Dura, sem cura. Fim. Principio outra vez. Nada. Não sei. Recebo o que dou. Vou, não fico. Quero. Zero. Começa outra vez. Acaba onde não vês. Horizonte. Atravesso esta ponte. Queres que te conte? Não me lembro. Já não sei. Amor, foi o que te dei...?

Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

presente sempre pretérito

E o mundo gira, e o tempo passa, e eu fico aqui onde nunca estou sem esperar por nada, e deixo-me ir. Leva-me o vento quente para onde, não sei. E deixo-me ir. Sinto-me tudo por onde passo e nunca fico. E não sinto nada. Sinto-me diferente. Sinto que não sei. Sinto-me eu. Sinto-me bem.

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

EREMITÉRIO

mais nada se move em cima do papel
nenhum olho de tinta iridescente pressagia
o destino deste corpo

os dedos cintilam no húmus da terra
e eu
indiferente à sonolência da língua
ouço o eco do amor há muito soterrado

encosto a cabeça na luz e tudo esqueço
no interior dessa ânfora alucinada

desço com a lentidão ruiva das feras
ao nervo onde a boca procura o sul
e os lugares dantes povoados
ah meu amigo
demoraste tanto a voltar dessa viagem

o mar subiu ao degrau das manhãs idosas
inundou o corpo quebrado pela serena desilusão

assim me habituei a morrer sem ti
com uma esferográfica cravada no coração

Al Berto

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Her Morning Elegance

Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

"don't fight for slavery, fight for liberty"



Onde estás tu, ó essência, para poder votar em quem faz de ti, as suas acções?

Sábado, 28 de Março de 2009

Eu cá, ia.


Não fosse encontrar-me em pleno Alentejo, estaria neste preciso instante a ligar para o numero 21 817 08 28 para confirmar a minha presença na estreia do "African Screens" - Novos Cinemas de África, a decorrer de 27 de Março a 17 de Maio, no cinema S. Jorge em Lisboa. Infelizmente perco este fim-de-semana de ofertas cinematográficas interessantes mas felizmente posso redimir-me para o próximo!

E não é que...

...tive uma visita do Arménio Marques França em pessoa, o fundador do movimento "minha-pátria-amada" . Assunto comentado uns quantos posts abaixo, no passado dia 3 de Fevereiro. Arménio, tenho que admitir, tens muito "fair play". Obrigada pela tua visita!

Sábado, 14 de Março de 2009

não sou uma rosa assim tão importante

há pessoas sem vida própria que vivem obcecadas pela dos outros.

que INCOMODATIVO!!!

"why do some people think the sun will only shine in others life and forget that they also can have a sun AND a life of their own...?"

Sexta-feira, 13 de Março de 2009

eu, tu, nós, Alice


"Nesta direcção", disse o Gato, girando a pata direita, "mora um Chapeleiro. E nesta direcção", apontando com a pata esquerda, "mora uma Lebre de Março. Visite quem você quiser quiser, são ambos loucos."

"Mais eu não ando com loucos", observou Alice.

"Oh, você não tem como evitar", disse o Gato, "somos todos loucos por aqui. Eu sou louco. Você é louca".

"Como é que você sabe que eu sou louca?", disse Alice.

"Você deve ser", disse o Gato, "Senão não teria vindo para cá."

Alice no Pais das Maravilhas

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

dia da mulher

Ao fim ao cabo, é um dia como outro qualquer.
Por aqui e por ali, todos os dias existem coisas bem mais
importan
tes a serem lembradas para que nunca sejam
esquecidas. A fome, é só uma delas.


Terça-feira, 3 de Março de 2009

ás vezes penso...

...que deve ser impossível gostar de alguém mais do que te aceito a ti.
o Amor não é assim qualquer coisa mais ou menos?

Domingo, 1 de Março de 2009

In Regina's Spirit

Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

In Katie's Spirit

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Ainda acerca das minhas preocupações...

Será caso para chamar o "super Sá Fernandes", o novo herói insurgido no combate aos mascarados?

Brevemente "Che" Nois


Numa altura em que já não se acredita na tranquilidade da ordem vigente, há quem acredite que comece a haver lugar para os grandes ideais. Ai vem ele talvez, ou não, em tom de inspiração. Chegada aos cinemas prevista para 19 de Março.

E por falar em preocupações...



...desde o escândalo generalizado por causa da famosa capa sem roupa interior, que o tema "Freeport" deixou de estar na "blogobaila". Mais um eterno pendente a juntar aos demais que teimam em não se esclarecer? Não é estar a abusar da nossa estupidez? Ficamos-nos, é isso?

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Expliquem-me...

Se temos quase tudo, o que é que nos pode fazer assim tanta falta para não nos conseguirmos sentir felizes?

"We think too much and feel too little.
Charlie Chaplin "

Hã...?

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Our Little "Mr.BiG"

Não é....


LINDO...?

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Can We..?

Ryuichi Sakamoto

Lúcido...

...ou apenas...

...genial?

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Arménio Marques França- Take 1



Não sei se repararam, mas o Arménio tem um tique nervoso nas sobrancelhas...

Arménio Marques França- Take 2



contei 3.589.098.463 vezes, "eu quero", mas se calhar foram 3.589.098.464
tou na dúvida...

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Palavras Escritas

Belas, elas
As palavras
Escritas ou faladas
Complexas ou singelas
Ondeiam enfeitiçadas
Leio e oiço nelas
Sentenças encantadas
...

Belos, eles

Ensejos guardados
Vividos perdidos
Em traços incertos
Somente sentidos
Contos encantados
Para sempre escritos

by me...

Sábado, 17 de Janeiro de 2009

If I was a Stair

I would be this one.



















Up or Down
Never Around

Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Happy Bday Martin L. King

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Nneka - Africans




bom...muito, muito bom

Domingo, 11 de Janeiro de 2009

Egoségo

"Mais vale ter tudo que não ter nada"
Pronto e agora, já sou uma verdadeira capitalista?
Não...Não sou...
"Quem tudo quer, tudo perde!"
Ah, agora sou!

Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

The bright side

" A única vantagem de termos pessoas estúpidas à nossa volta, é a de nos podermos sentir um pouco menos."

by me hoje depois de uma valente discussão com um ser de outro planeta mental

Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

To think about it

“.. almost everything – all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure - these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.”

-Steve Jobs

Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

I wish we all keep on Dreaming

Estive quase sem saber o que desejar neste contexto tão conturbado em que hoje vivemos de era digital e humanidade capital. Estes últimos dias reflecti sobre o que faria sentido não deixar de (vos) querer e fiquei-me por 3 desejos. Desejo Saúde, porque sem ela nada se goza, ultrapassa ou aprecia. Desejo Amor, com um A muito grande, e muito nas nossas vidas. E desejo que continuemos TODOS a Sonhar, porque é de sonhos que somos feitos.

FELIZ 2009 (e 10 e 11 e 12 e por ai em diante...)


Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Coisas de Avós Passadas



Meu anjinho que estais no céu,

Minha Luz, minha companhia,
Guiai a minha alma,
De noite e de dia

Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Quem acredita, pratica.

.
"Deixe o mundo mudar você e você poderá mudar o mundo"
Che Guevara
.

Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Vazio

O vazio é um tudo cheio de nada. É uma ilusão enganada que começa acabada. É um espaço livre que se pode encher com tudo aquilo que nos apetecer. Dêem-me um vazio para eu poder viver.

Domingo, 14 de Dezembro de 2008

So What?



(imagem retirada de um blogue por onde passei)

Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Kid Loco @ Casino Estoril


bloomproject

Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Distancia Calada

O silencio também serve de resposta. Muda. O silêncio é a distancia da ignorância contaminada pela especulação, presa à expectativa de poder ser quebrada por um qualquer pronuncio sonoro de aproximação. É um vazio com eco de perguntas sem resposta que se diluem no fundo do tempo até deixarem de se ouvir. O silêncio é frio como uma manhã gelada de uma boca calada. E no silêncio me fico. Não me apetece dizer mais nada.

Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Ao meu querido Mr. T.

Passei agora no teu blogue, onde não nos deixas fazer comentários. Todo ele és tu e aquilo que te conheço. Vi o post de dia 22 e perguntei-me o porquê. Lembrei-me das nossas longas conversas até às tantas da manhã e dos chazinhos ao final da tarde com vista sobre Lisboa. Agora apetecia-me falar contigo. Porcaria de coisas que não precisamos para nada e nos tiram tanto tempo. Nesta verdade feita de mentiras relativas, a única certeza está no que nos é permitido sentir. E eu senti, saudades tuas, muitas.

Beijo, deste mau feitio tão parecido com o teu.

b

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

"Se"

.
Se tanto me dói que as coisas passem

É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Richard Dorfmeister no Casino do Estoril


LOL!!!

Para os que me conhecem, podem gozar à vontade, de resto é mesmo verdade, Sábado, dia 29 de Novembro, o salão Preto e Prata do casino do Estoril vai transforma-se numa glamourosa pista de dança.

(blOOmproject em parceria com Stess Less)

Domingo, 9 de Novembro de 2008

e o teu sapo não é o meu

Não não é. Cada um interpreta a, ou as, coisa(s) à sua maneira Afina de contas, alguém me consegue explicar para que é que serve a porcaria do dicionário? No sentido prático. Teorias, dispensam-se.

Sábado, 25 de Outubro de 2008

9 am

waiting for Maria...


...for a walk in our bikes

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Av. Do Brasil, N 53

Sexta-feira que passou tive que ir a Lisboa para uma reunião. Se o destino é um dos que foge às minhas rotas habituais, acontece-me sempre a mesma coisa, perco-me. E claro, para não fugir à regra, perdi-me. Tinha saído atrasada da reunião anterior e quanto finalmente cheguei, já tinha passado uma hora da prevista para a chegada. Deixei o carro estacionado à “papo-seco” em cima do passeio enquanto o meu anfitrião me dava pelo telemóvel, as indicações quanto à direcção a tomar dentro do recinto. Enquanto falávamos, contemplei toda aquela área e apercebi-me que nunca tinha realizado em como era tão grande. Havia dois portões de entrada e entrei pelo primeiro que dava à escola de enfermagem. Tínhamos combinado que me apanhava num pavilhão mais acima e fui andando apressadamente enquanto ia olhando á minha volta. Vi imensa gente, maioritariamente estudantes. Os pavilhões nem os consegui contar, eram muitos, todos eles de traça igual, própria da época do Estado Novo. Eram todos da mesma cor, cor-de-rosa velho, altos e imponentes. Lá dentro podia circular-se de carro pelas vias alcatroadas e os largos passeios eram todos ladeados por árvores, o que me permitiu o passeio à sombra. A sensação que tive foi de estar num espaço agradável, verde, amplo e sossegado. O ar que ali se respirava não cheirava a cidade. Chegada finalmente ao ponto de encontro, entrei para dentro do alfa-romeu que apareceu quase ao mesmo tempo e seguimos para outra zona de pavilhões onde estacionámos mesmo à frente de um, idêntico a todos os outros. Enquanto íamos entrando, explicou-me que haviam três pavilhões destinados à área da cultura mas àquela hora, só aquele é que estava aberto. Subimos uns pequenos degraus e passada a porta da entrada, cumprimentámos um senhor que estava sentado num amplo átrio atrás de um balcão. Eram evidentes os anos passados por aquelas paredes já sem tinta e o chão agora em cimento que íamos pisando. O meu interlocutor ia-me pondo a par dos trabalhos ali expostos assim como das mais variadas funcionalidades do espaço. Tudo ali sugeria serenidade em forma de Arte. Os inúmeros compartimentos outrora usados para tratar, serviam agora de poiso às diversas formas de expressão artística sobre um único tema. Apesar da evidente recuperação do local, este foi deixado sob a estrutura pura de um tosco harmonioso. Nada era novo, para além da tinta em algumas das paredes que não tinha por objectivo anular o tempo passado. Vista a exposição, dirigimos-nos à outra ala ainda por recuperar. Parámos numa sala onde quase não havia chão e as paredes tinham várias manchas de humidade. Tinha a forma da proa de um barco e na ponta existia a única janela que tinha uma bonita vista de verde, aproada para a copa das árvores. Era linda aquela sala. Acabámos lá a nossa conversa, agradável, tanto quanto o espaço que me deixou com uma única vontade, a de lá voltar.

Com um agradecimento muito especial ao anfitrião, Sandro Resende, Pintor e Director Cultural do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa que gentilmente me proporcionou tão interessante visita.

Para quem não saiba como lá chegar, aqui deixo as indicações, Av. Do Brasil, N 53, Hospital Júlio de Matos. A programação é anual pelo que podem visitar-se as mais variadas exposições de artistas mais, ou menos conceituados.

o blogue: http://pavilhao28.blogspot.com/

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

O diário de Anica Bouquet

Anica perguntou-se sobre quem seria aquela estranha. Pareciam-lhe irreais aqueles episódios lembrados numa história perdida de quem nunca se encontrou. Inclinou-se numa tentativa de reconhecimento daquele rosto, cujo olhar familiar a fixava intensamente. Olhos que lhe falavam sem que tivesse pedido. Aquela sensação estava a começar a incomoda-la. Procurou as semelhanças do que há muito teria reconhecido. Não, pensou, não podia ser, aquela não era ela. Era só uma representação retratada no espelho da imaginação. Ela jamais se deixaria levar por enganos escondidos em promessas feitas de sentenças vãs. Desviou o olhar e saiu da frente do espelho em que tinha estado a observar aquela imagem onde não se reconhecia. Onde não se queria reconhecer. Foi até à janela e deixou-se guiar pela candura da paisagem em direcção à perspectiva. Viu toda a espécie de caminhos, entradas e saídas, cruzamentos e encruzilhadas. Caminhos sem saída em que é preciso voltar atrás. Viu o movimento do ir e do voltar. Viu as infinitas hipóteses do mudar de direcção, do começar. Ao virar-se, observou o reflexo no vidro da janela. Sim, pensou, agora já se parecia ela .

Domingo, 5 de Outubro de 2008

os delírios da senhorita Palin

Obama cúmplice de terroristas?

Será que confundiu...
....Obama...
...com....

...Osama...?
Sei...dá para enganar...deve ser da cor do fundo.
E são estas, as coisas interessantes que a candidata republicana à vice-presidência dos Estados Unidos da América tem para dizer ao povo americano e a nós outros que lemos os jornais e ouvimos as noticias.

Acho que vou de seguida escrever-lhe uma carta a perguntar o que é que ela entende por terroristas. Tenho a certeza que terei direito a uma resposta esclarecedora!

(Como é que eu nunca tinha pensado nisto antes?
)

Resta-me agradecer à senhorita Palin, sem políticos como ela, a arte de governar jamais seria a anedota que é. Sendo que a táctica é ineficaz, pelo menos temos a vantagem de nos fazer rir, mesmo que o façamos para não chorar. Entretanto pelo meio havia uma campanha qualquer, ouvi dizer...?

Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

Up in the Sky

I’m just like Lucy,
Up in the sky
Feeling the lightness
Of an enchanted fly

Guided by brightness
Mirrored on those brave seas
Winds full of happiness
Gust sweet fantasies

Up in the sky
In pure harmony
I felt how perfect
A moment can be

by me...

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

American..Tie

Evolution of the American Dream

(IOL Diário Portugal)

And The Worldwide Consuming Life Style

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Inevitávelmente Evitável

Hoje recebi a sugestão para reflectir acerca do tema, a causalidade da perda. Ora bem, vamos cá analisar esta questão a começar pela definição do termo:

“Na física, a causalidade é a detecção da origem do fenómeno físico, mor das vezes pela aplicação da terceira das leis de Newton segundo a qual a toda acção, corresponde uma reacção de igual intensidade e em sentido contrário.” (wikipédia)

Espiritualizando um bocado o contexto, incluo aqui a definição de Karma:

"Este termo, na física, é equivalente a lei: "Para toda acção existe uma reacção de força equivalente em sentido contrário". Neste caso, para toda acção tomada pelo Homem ele pode esperar uma reacção. Se praticou o mal então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou o bem então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado.” (wikipédia)

Resumindo e concluindo, o que Vai inevitavelmente Vem?

Há quem acredite que sim. Eu não tenho essa certeza. Acredito que existem coisas que quando se vão, não voltam. Por isso, quando não quero que algo se vá, faço tudo por não o deixar ir enquanto ainda o tenho. Umas vezes dá resultado, outras nem por isso. Mas com um certeza me fico, tentei.

Quanto à forma como as coisas vão, vêm, ficam, voltam ou são, aproveito para me auto-citar numa frase que costumo repetir vezes sem conta à minha filha, " se queremos que nos tratem bem, devemos tratar os outros assim também". E com esta me fui...

Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

b We

Não sou uma pessoa. Sou uma simples coisa que vive no mundo dos objectos. Uso e deixo-me usar. É um sonho. Não, um pesadelo. Às vezes acordo gente. Sinto-me e aos outros. Rio e sorrio, dou e recebo. Cresço e envelheço. O que conta é o Amor. Companhia e amizade. Nós e os outros. Todos. Humano. Humanizar. Acreditar. Ser sem querer parecer. Natureza. Família e Amigos. Pureza. Harmonia. Evolução. Sonho mau. Vazio cheio de nada. Querer. Ter. Superficial. Mais. Ego. Satisfação. Aparência. Confusão. Prazer. Ponto de interrogação.

Vivo num mundo só onde é mau envelhecer. As marcas são feias do tempo passar. Tudo é permitido desde que não seja sabido. Onde tudo se quer e pouco se dá. Onde muitos procuram ser o que não são. Ilusão, desilusão. Contradição. Pessoas que não sabem no que acreditar neste mundo dos porquês. Gente. Somos gente. Cara, nariz, boca, olhos mas também coração. Usem-no. Imperfeitos como somos talvez um dia ainda desapareça. Novos corpos evoluídos, sem emoções nos sentidos.

“Think global, act local”, existe sempre alguém que está mesmo ao nosso lado. Cadeia alimentar de sentimentos. Karma, Darma. Verdade ou consequência. Palavras soltas, ideias loucas. Pessoas poucas, ou talvez não. Afinal de contas, posso nem ter razão. O Mundo é grande e eu, muito pequena.

Aceitam-se respostas...

E quando deixamos de ser aquilo em que acreditamos, passamos a ser o QUÊ?

Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

bday

.
Acabei de ler o presente mais bonito do MUNDO
e dizia
"Amo-te"

love U too
forever and ever and ever
b
.

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Lua minha...

Vi palavras na Lua, que de mim ela tirou. Revi no reflexo em que sou sua, o brilho que me enfeitiçou. Eco, directo, ego. Instinto fascinador. Escrita de luar errante que chama para onde vou. Li que podia ser Tua, mas Lua minha, eu de ninguém Sou.

Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Beco sem saída

Verde beco sem saída com vista para o mar. Caminhos de terra sem vontade para o voltar. Leve brisa de fim de tarde que se sente ao parar. Cheiros sentidos, toques fundidos , olhares celebrados em rasgos de sol. O mundo que se esquece enquanto entardece . Perfeita linguagem sentida. Momento comungado, infinitamente inacabado. Verde. Ar. Mar. Céu.

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

can't stop listening to it!

...dedicada a quem me deu a conhecer...



with a B kiss from babi bi jing
xxx

Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Frases de quem já não as diz

"Sabes o que é que o meu avô me dizia?", perguntou-me ele às duas da manhã, de copo na mão e encostado ao balcão com o seu ar tranquilo. Fiz um aceno negativo com a cabeça e esperei que continuasse." Neto, sabes o que levas desta vida?". Balançou os olhos sorridentes nos meus com ar de quem espera. "A nós próprios?", arrisquei eu.

" A vida que levámos", era o que o avô lhe costumava responder.


E eu, eu não digo mais nada. Não há mais nada para dizer.

Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

b...ack


a litle bit (much) diferent site


Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Hollidays @ S.Bento


Estou aqui e só regresso para a semana!

Será...?

Será que ... existe um vazio cheio de nada, livre de tudo e isento de mim?
.

Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

dedicated to "you know hwo"

.
SMB


I LOVE you!
.

Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

resposta continuada

"Através do meu coração passou um barco,
Que não pára de seguir sem ti o seu caminho"
(SMB)


Através do meu coração passaste tu,
E sem ti espera-me um futuro que não adivinho

Através de ti, sinto-me a mim,
Longa demora sem vista de fim

Palavras que brilham no espaço distante,
Ouvidas num sonho de voz sussurrante

Barco que vem, sem saber onde vai,
Envolvente travessia que na agua se esvai.
(me)

Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

conversa de botão

“Pensamento, estou indeciso”, disse-lhe o botão, “quanto mais me dizes, menos claro fico”.

“Mas botão”, respondeu-lhe o pensamento, “eu quando falo contigo, não estou à espera que fiques a pensar, afinal de contas és só um botão e eu sou o tudo. Sou o tudo e sou o nada, sou o vazio cheio de muito e com espaço para mais , sou o que sou até deixar do o ser porque estou sempre a mudar, permeável às experiências do engano na procura da verdade. Vou e venho e torno a voltar até desaparecer na hipótese de nunca me esquecer”.

“Mas pensamento, ai é que acho que estás enganado, eu não sou só um botão, sou aquele que te vê, que te ouve e que faz com que esta prosa possa existir. Encostas-te a mim e sou eu que te empurro numa outra direcção, eu sou a origem do movimento a que chamas de reflexão. Sem mim pensamento, serias uma ideia diluída nela própria sem o poder da transformação.

É por isso que me confundes pensamento, depois de tantas coisas em que já te tornaste e pela multiplicidade que já experimentaste, espanta-me apurar que ainda não tenhas entendido que a tua existência não passa de uma ilusão criada pelo involuntário da imagem de quem te lê.

Ao que parece, pensamento, dependemos de mais alguém para podermos deixar de ser ninguém”.

Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

sentido invertido

Há dias difíceis que podiam ter sido tão fáceis.

Sábado, 19 de Julho de 2008

Ataque palavreado

Confesso viver num planeta diferente de muitos daqueles que me rodeiam, assim como vivo no mesmo mundo de outros tantos com quem partilho sobretudo, entendimento. Sempre que me confronto com ideologias fundamentadas vindas de seres habitantes dos outros planetas com quem tenho enormes dificuldades em conseguir dialogar, sinto-me totalmente incapacitada e completamente ineficaz perante as tentativas falhadas e frustradas de comunicação. Episódios estes que emergem sobre as mais diversas formas, sejam elas conversas faladas, ou mesmo os monólogos escritos, como os e-mails ou as vulgares e corriqueiras mensagens telefónicas.

Hoje por exemplo, logo no começo do dia, recebi um sms com uma forma de linguagem que não entendi e vinda de um ser de outro planeta, só podia ser. Li, reli e voltei a ler as palavras no ecrã do telemóvel, sem conseguir chegar ao apuramento do sentido daquilo que poderia ter dado origem àquela lógica sem nexo algum. Pus em acção o meu leigo conhecimento sobre a linguagem dos outros planetas e liguei de volta, sim, liguei, na tentativa de compreensão, é suposto os monólogos escritos de vez a vez, serem mais demorados e causarem o risco de tendinites! Mas mais uma vez percebi que ainda tenho muito que aprender sobre formas de linguagem que me são estranhas. Nivel -1, ainda não sou como os seres avançados que ao meio-dia ainda as andam a apanhar do ar, resta saberem eles o que andam a tentar apanhar, gambuzinos com certeza, vindos lá daquele mundo, do dito imaginário.

E é assim, cada um como cada qual e eu, sou básica, muito básica, a maçã é só uma simples maça que quanto muito serve para se comer e o caroço para tentar plantar uma macieira que dê novos frutos, já que os outros deixaram de existir. Alguém andou refastelado à sombra da macieira a comer as maçãs todas, ora bem se depois, não sobrou nenhuma.

What´s a girl to do?

Ia, eu, ia eu,
Contente trabalhar
Quando recebo um sms
Que me fez parar

Impávida e serena
Pensei eu cá p’ros meus botões
“Mas o que é esta cena ?”
Fui atacada por ... falsas conclusões!


E assim quase que começou o meu dia. Quase. Afinal de contas era quase meio-dia.

Domingo, 13 de Julho de 2008

passado presente, gravado no céu

Lembro-me de um dia,
Ter acreditado no infinito.
No presente para sempre.
Num amor que é bonito.

Lembro-me de um dia
Ter olhado mais alem
Sem a razão ou fantasia,
De uma alma sem ninguém.

Lembro-me de um dia
Em que o nada não existia
Onde nas pequenas coisas
O tudo prevalecia

Lembro-me de um dia
Em que a noite era o dia
E ontem era o hoje
Pois o tempo não existia

Lembro-me todos os dias
Que as palavras escritas
Lidas em voz alta
Gravam-se no espaço
E tornam-se infinitas.

Sábado, 5 de Julho de 2008

Definição da teoria da relatividade.

A teoria da relatividade é a linha intelectual condutora da acção que em prol do tudo não nos leva a nada, abrangentemente vazia de qualquer sentido único que não seja ela própria, e concreta, tal como qualquer simples objecto. Preenchida por vazios do absoluto e cheia pelas probabilidades do infinito.

by me num ataque de uma mania qualquer....


Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

Chick Habit

E por fim...
...já é assim que eles nos vêm...?
LOL

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

(ainda sem)

Palavras ao vento
Estórias de enfeitiçar
Sorrisos do tempo
Em que ir era voltar

Leves dizeres
Doces agitações
Infinitos prazeres
Felizes divagações

Contos relidos
Olhares a dois
Instantes perdidos
No tempo que foi

Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

Com preto jamais me ...comprometo!

E andamos quase todos assim. Junho tem vindo a revelar-se o mês das separações. A meio do mês e já vamos no quarto casal desfeito. Tenho vindo a constatar a cada vez menor disposição para o compromisso. As relações passaram a ser descomprometidas, isto quando chegam ao ponto de existir. Tudo serve desde que não seja obrigatório os votos profundos de seja o que for que obrigue à partilha do espaço total ou parcial.

Esta é pelos vistos uma nova formatação, a do ”easy comes, easy goes”, resta saber se veio para ficar como a comida que se tornou “fast”.

Se é certo ou errado não faço a mínima ideia pelo que os processos de desenvolvimento surgem em consequências de factores como a busca da felicidade, da paz e da harmonia, poderá isto querer dizer que o ser o humano os tem vindo a encontrar na forma do singular, o plural passa a ser ocasional, constante na relação de quem tem filhos, com os filhos, claro está!

Cá para mim, acho que existem várias formas de se ser feliz, observo uma tendência crescente mas não uso classifica-la de negativa ou positiva. Como dizia uma das únicas duas sobreviventes casadas do nosso grande grupo da altura de adolescentes ainda uma destas tarde à beira da piscina, “a verdade é que todas as pessoas que eu vejo que se separaram, estão bem...” .

Eu cá não acho nada, a não ser que todos temos direito a tentarmos ser felizes.
Certo?

Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Ponto de Interrogação

.
Não me interessa tentar adivinhar o futuro, só aprender a saber viver melhor o presente.


Momento global.
Acção com reacção que nem sempre se prevê.
Vida.
Assim como ela é.

Um grandessíssimo ponto de...?nterrogação.
.

Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

kiss, kiss...bang, bang

Sometimes we feel like kiss...

.

...others we feel like Bang!!!

Sábado, 24 de Maio de 2008

desacasos que geram acasos e na vida está sempre tudo a mudar

E quando o que era suposto acontecer, não acontece e acontece o que não se suporia que acontecesse? A mim, está-me sempre a acontecer. Pequenas ou grandes surpresas, transformadas em oportunidades de futuro que vieram do passado e são celebradas no momento. Aprecio-as quando acontecem sem nunca as tomar como certas, embora que quase me poderia atrever a considera-las como inevitáveis, por causa do querer. Acasos do destino, ou forças da vontade?

E tudo muda, está sempre a mudar.
.

Sábado, 10 de Maio de 2008

tentam...tentam...

...fazer-me inveja com o meu prato favorito...

...e conseguem!

:o)

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

"recuerdos"

...recordações...


vão e e vêm à lembrança
no entanto perduram, mesmo que adormecidas, na memória

momentos que ficam
aqui e ali
escritos ou pensados
ditos ou fotografados
aqui


manhãs


...riding on my bike, watching how all around and above me looks like, listening to the music...
just perfect

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Paz

Trrrrim…Trrrrim….

Quem é? - “É a liberdade” – respondem as palavras escritas conforme vão sendo lidas.

Sorrio, rio, leio e releio para ter a certeza que não me enganei, mas não, é mesmo verdade o que as palavras me dizem. Sou livre, finalmente LIVRE.

É curioso o poder de transformação em forma de papel escrito. E apenas com papel e tinta se pode mudar uma vida. A minha mudou assim, hoje.

Definitivamente, “it was a very special day”, e foram as palavras, umas escritas e outras faladas. Chegaram e saíram, todas elas em forma de paz.

Sinto-me bem, sinto-me leeeeeeeeve.

Domingo, 4 de Maio de 2008

Limites

Não é greve, é uma espécie de falta de espaço mental para a criatividade.

Vejo tudo de pernas para o ar, até eu estou ao contrário, ou do avesso, sei lá, já não sei.

Deixo-me estar presa à espera da tão desejada liberdade que em breve há-de vir. E espero, e espero, e espero…espero que acabe de uma vez por todas para poder finalmente começar. Há coisas que nos obrigam a ultrapassar-mo-nos, não há?

.

Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Happy...!


Há dias que me sinto com um sorriso do tamanho exactamente igual a este!

.

Terça-feira, 22 de Abril de 2008

bOOOOOm



Não há grande coisa a acrescentar, só que é BOM, é mesmo bom!
E sabe ainda melhor.
.

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Vai, vem, vai, não vem.

O que vem, vai. E algumas coisas nunca voltam, por isso é que se queremos que fiquem, devemos fazer com que não se vão. E se forem, se forem e não voltarem...é porque "acabarem"...!


Fim

Sábado, 19 de Abril de 2008

Empty

Às vezes não me apetece apetecer. Não me apetece ouvir falar, apetece-me somente nada dizer. Não me apetece conversar.

Às vezes, pode ser que me volte a inspiração.


Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

O diário de Anica Bouquet

Anica sentou-se e deixou-se ficar a olhar para nada, para absolutamente coisa nenhuma. Estava perdida nos seus pensamentos, deambulava por entre interrogações do porquê. Porque é que há coisas que acontecem, porque é que as pessoas fazem mal, porque é que as pessoas fazem mal umas às outras, porque é que fazem mal a si próprias? Ali sentada reflectia. O mal é inevitável que exista num mundo onde existe tudo, até os opostos, era o que ela se respondia vezes e vezes sem conta àquelas perguntas que eram sempre as mesmas. Ela própria reconhecia já ter feito mal a si e aos outros, claro, se fazia parte da natureza humana é claro que também ela teria o seu quê de maldade, de má. A diferença, pensava, talvez estivesse na consciência de cada um. Ela por exemplo, sempre que fazia mal a alguém, sentia-se triste. E sempre que se sentia triste sentava-se e ficava de olhar perdido numa qualquer tentativa de toma de consciência, para não se esquecer que também ela tinha sido má. Anica gostava de acreditar que é possível não se ser mau.

Sorriu e olhou para o mar sentada na areia. O sol já se estava a pôr lá ao fundo no horizonte e o vento não deixava quietos os seus compridos cabelos ondulados. Repousou a cabeça nos joelhos dobrados e deixou-se ficar sossegada até o sol desaparecer por baixo do seu próprio reflexo.

Começavam a ser horas ir para casa. Levantou-se, e de passo lento fez o caminho de volta para o carro. Procurou no céu a estrela que lhe oferecia um desejo, a primeira a brotar no céu eu se ia tornar estrelado. Fechou os olhos enquanto o pedia, com um sorriso a espreitar, era quase sempre o mesmo e às vezes acontecia, mesmo que não durasse para sempre. A lua estava grande de cheia, esplendorosa, perfeita, ia estar uma noite linda. Uma bela noite de luar.

“O diário de Anica Bouquet”, by me.

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Patience

I'm loooooooooooooooooooooooooosing I'T.
.
...grrrr...

(desabafo)

...pode ser que passe...
.

Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Tonta de prazer

Quando finalmente percebemos que somos nós que giramos à volta do mundo,
ele começa a girar à nossa volta.
E não para!
.

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

alfredo sitting

passeio matinal

o terrívelo nosso convidado de honra por dois dias,
ora digam lá se não é lindo...?
.


Domingo, 30 de Março de 2008

Identidade

Permanece na profundeza dos meus pensamentos uma dúvida que não me deixa por vezes descansar. Corrói-me a serenidade num suspiro de fátua ansiedade que por ali se fica. Cansa-me. Luto na tentativa resposta e quando embaída, penso que a derrotei, ela não se dá por vencida. Renasce e sempre outra vez. Acorda quando julgo que está a dormir. Oiço-a num murmúrio ao ouvido como um trejeito de ternura de quem regressa para o pé do pretendido. Atormenta-me a pergunta que nunca chega a ter resposta, sem saber se algum dia a terei.

Quem sou eu, afinal quem eu sou?

Impermanente, é o que somos todos nós. Pontos de interrogação por vezes alternados por estados de exclamaçao.
.

...dedicado ao João...

Terça-feira, 18 de Março de 2008

Krystian Zimerman


Único, incomparável, indescritível e com certeza, inesquecível. Este soberbo pianista tem o dom de nos enfeitiçar, cada nota é uma revelação sensitiva prodigiosa, o conjunto é no mínimo, sublime.

De fazer parar tudo, menos a nossa atenção. Aconselho, a quem tenha o maior gosto por ouvir tocar piano. Na Gulbenkian.
.

Domingo, 16 de Março de 2008

Tibete


"Dez pessoas morreram em confrontos na capital Lhassa durante os protestos dos monges budistas, anunciou a agência oficial Nova China, mas o governo tibetano no exílio afirma que foram uma centena de manifestantes."
(Jornal Expresso)



E vocês, acreditam em QUEM...?

Sábado, 15 de Março de 2008

O que somos nós...?

Sou uma céptica quanto ao sistema em que vivemos embora acredite que neste ponto da história da Humanidade, o mesmo já se tenha tornado imprescindível à nossa continuidade enquanto raça. Vigora a lei da selva urbana com os índices demográficos a aumentar e os recursos a esgotarem-se. Para sobrevivermos é impossível fazê-lo na quantidade em que nos vamos tornando. Somos demais e a aumentar a um ritmo alucinante. Demais para este planeta, por isso, ou continuamos a procriação noutro, ou se permanecermos neste vamos acabar por o “comer”. Nenhum recurso será o suficiente. Talvez a taxa de crescimento um dia inverta e deixemos de aumentar a este ritmo, talvez a disparidade entre a minoria e a maioria se atenue, ou talvez sejamos afinal uma raça de instinto tão perfeito enquanto sobreviventes, que até criemos outros, agressivos o suficiente para aumentarem a nossa ambição ao ponto de queremos tudo, mesmo aquilo que não necessitamos, com a horrenda consequência da falta escrúpulos perante a aniquilação de outros tantos seres, simplesmente iguais a nós e que para sobreviver precisariam somente de uma pequena parte daquilo que nós pura e simplesmente não precisamos para nada.

Perfeitos ou imperfeitos, afinal de contas o que somos nós?

Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Temporáriamente off...

Não faço a mais pequena ideia porque é que a placa de rede deixou de funcionar, mas é um facto que deixou. Resultado...temporáriamente off. Sugestão...podem ir lendo os posts antigos...:o)

Voltarei depois de uma breve visíta à loja da Vodafone.

Até...já...?

Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Yuuuuuupi!

Isto é uma espécie de comemoração. Bem vindas meninas, este blogue também, é para vocês!!! Desculpem-me os leitores mas tinha que fazer o registo, a verdade é que durante as minhas navegações pelo mundo dos blogues já tinha constatado o facto do sexo oposto não ter quaisquer tabus em deixar comentários nos blogues independentemente da natureza do autor e já as meninas, deixam maioritariamente comentários nos blogues dos meninos. Isto estava a intrigar-me à séria!!! Fiquei contente, contente por aqui não ser assim, YES, e obrigada!!!

Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Hoje estava assim...

...o mar ia e o mar vinha, e a espuma das ondas rodopiava, espalhada pelo ar, como se de mil bolinhas de algodão doce se tratasse, estava lindo. Esta dedico-a a ti, Paulo, em memoria dos teus tempos de passeios de bicicleta, adoro esta praia, não me canso de gostar dela.

Sade - "Lovers Rock"

Um dia houve alguém que me ofereceu este álbum de presente. Há quem oiça no tom uma certa nostalgia, a mim, transporta-me a um leve estado de harmonia.

Aconselho pois, não fosse a Sade uma das minhas cantoras favoritas!

Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Para recordar, apeteceu-me.

Acredito que esta Liberdade
Não passa de uma Ilusão
Vendida como os produtos
Através da televisão

Vivemos num universo
Altamente manipulador
Num sonho disperso
Sem verdade e pouco Amor

Num jogo de poder
Sem escrúpulos nenhuns
Onde cansaço tira o saber
A quase todos e menos alguns

Mudar é improvável
Mas talvez ainda possível
Como uma energia renovável
O Homem é altamente imprevisível

Tudo pode acontecer
Podemos acordar
Podemos querer saber
E do saber vem o mudar

Acredito nas coisas boas
Mesmo que existam muitas mas
Acredito nas pessoas
Nas boas, que por ai há

Acredito no Infinito
Acredito na Liberdade
Acredito no que é Bonito
Acredito no que é Verdade

A Verdade esta no Sentir,
O Amar no Coração,
Não há lógica a seguir,
Vai para alem da Razão

Amar é sentir,
Sentir é viver,
Viver são todas as coisas.
Muito mais que uma só coisa, pessoa ou ser.

BNS

02-06-06

Domingo, 9 de Março de 2008

Deixar ou não deixar, acreditar ou não acreditar...Fazer, deixar fazer, ou resmungar?

Estou confusa, tenho de o admitir.
.

Não tendo este blogue qualquer intenção de se tornar numa plataforma de opinião politica, a verdade é que também esta é uma área do meu interesse. Tal como outra q
ualquer que tenha uma forte influência na maneira como nos é permitido a todos levar a nossa vida.

Desde que na terça-feira de manhã, vi na televisão o ex – Alto-Comissário para Imigração e Minorias Éticas, Rui Marques, a anunciar um novo partido designado por Movimento Esperança Portugal, tenho procurado descobrir quais as suas intenções quanto à forma que se propõe a governar este país. Fui ao site do referido Movimento (www.mep.pt - observação engraçada é que está sempre a ser renovada a informação), naveguei por já nem sei quantos espaços blogosféricos de opinião politica, e fiquei confusa.

A taxa de abstenções, dos votos em branco e a moda do “vou votar no partido X para o partido Y não ter maioria absoluta”, já nos fizeram a todos chegar à conclusão que somos um povo “em regime de orfandade crescente e não se revê na oferta partidária existente”, como afirma Rui Cerdeira Branco no seu blogue "Adufe 4.0" . Mas, mais grave que a falta de identificação com a oferta partidária, tendo em conta a tendenciosa inclinação para o centro onde hoje em dia os dois maiores partidos portugueses se tocam sem já conseguirmos perceber lá muito bem onde estão as diferenças, é a falta de credibilidade nas pessoas que os governam. Já ninguém acredita em ninguém. Os governantes são maus, pronto e acabou! Acabou, acabou porquê...?!?

Faz-me uma imensa confusão este fim sem remédio aparente em que todos se prostram à sombra dos resmungos e das reclamações sem sequer tentarem fazer alguma coisa para mudar, e eu no fim de tanta leitura, já começo a perceber o porquê. Porque não é suposto acreditar, porque não está instituído ser-se positivo. Grande parte do povo português tornou-se numa espécie de Júlio César de polegar sempre virado para baixo. Quem tem ideias vai imediatamente, não para a casa da partida pô-las em acção, mas sim para a arena, lutar contra as duvidas, as negações, o escárnio e o descrédito. Tal como na antiga Roma se lutava contra os leões. O desfecho é semelhante porque sobreviver é quase impossível quando à partida existem tantas forças da vontade para o contrário.

Não sei o que se passa connosco para nos desvalorizarmos tanto. Portugal nos últimos anos tem sido palco de descobertas inovadoras. Na saúde, nas energias renováveis ou outras áreas importantes para o bem-estar e a sobrevivência da Humanidade. A nossa história está repleta de feitos épicos à conta de sonhadores que foram atrás do que só eles acreditavam, e que conseguiram! Mas já ninguém sonha? Já ninguém quer fazer nada? Já ninguém quer deixar fazer nada? Por isso é que eu, independentemente das crenças, tenho uma admiração especial por quem tem a coragem, a persistência e a resistência necessárias para se fazer existir. A si, às suas ideias ou aos seus projectos.

Quanto ao partido, também eu ainda tenho muitas dúvidas relativamente ao programa político, visto não existir nenhum e algumas informações serem de carácter generalista mas a verdade é que o conceito humanista saliente neste projecto partidário me atrai bastante. Acho que a qualquer acção, independentemente da sua natureza ou propósito, que nasça deste conceito, deve ser dada a oportunidade de existir. Nem mais que seja, para nos conseguir mostrar no que é que consiste na prática. Quanto às pessoas, governantes ou não, temos que lhes dar a todas uma oportunidade, ou só nós é que a merecemos?

Fica em reflexão a pergunta:

Se não acreditarmos que é possível, como é que vamos algum dia mudar seja o que for?

Quinta-feira, 6 de Março de 2008

b...ack

"Prejudicar, não resolve"
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Voltei, com esta espécie de mínima que é uma máxima (minha), mas que por alguma razão que me escapa totalmente, tenho reparado que cada vez mais há menos gente que a usa, e ainda menos que a aplica. Este mundo está às avessas, e as pessoas, ainda mais. Verdade, ou consequência…?
.
Esperança, é o que tenho, de que um dia queiramos todos voltar a ser humanos.

Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Bat for Lashes...bom demais.

babies&Johnny...the night!


Decidimos por tocar em “pingue-pongue”, 2 musicas cada um, por isso começou a baby Vinhas, seguida pelo João no seu estilo progressivo, para mim, uma grande responsabilidade, o João tem muito mais experiência do que eu, e não só, é muito melhor, claro, mas a sequência de estilos pareceu-me bem, por isso aceitei de imediato a sugestão da Vinhas quanto à ordem. Mal tinha aberto o Europa e já lá estavam bastantes pessoas, pessoas não, amigos, a melhor claque do mundo. Era a minha vez, 1,2,3,4…1,2,3,4; a batida já estava acertada, comecei devagarinho e lá estava ela a entrar na perfeição, 1,2,3,4…1,2,3,4. Foi lindo, consegui na maior das descontracções e quando acabei a 2ª mistura sentia-me como que atravessada por um relâmpago de energia, puuuuuuuuura adrenalina!!! Tive que ir logo para a pista.

Foi assim a noite inteira, ficámos por um “pingue-pongue” harmonioso, cada um ao seu estilo e numa fusão muito natural de equilíbrio entre eles, daquelas coisas que acontecem como se tivessem sempre acontecido, embora fosse esta a nossa 1ª vez juntos. Babies&Johnny, perfeita combinação. Imperssionante!

Não foi só a musica que fez a noite, foram os amigos que por lá apareceram e ficaram a noite inteira, foram os elogios de satisfação que ouvimos pela noite fora, foi podermos também dançar, rir e conversar com quem lá estava. Foi tudo.

Acalmou-me depois a conversa até sei lá eu a que horas da manhã, pois passaram-se muitas horas até finalmente chegar a vontade de ir para a cama descansar. Do princípio ao fim, não podia ter sido melhor. Adorei, claro.

Resta-me ainda agradecer ao melhor professor do mundo, Dj Pena, cujas ensaboadelas me permitiram os resultados.

A repetir, isso sem qualquer sombra de duvida!

Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Saimos na le cool...GANDA pinta...!

Clicar no link abaixo e ver a programação para esta 6ª feira (pag. 3/3), e sim, somos nós!!!
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UAU

Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

sexta-feira de manhã


Levei uma maçã, um livro e uma manta. Meditei, olhei, ouvi, cheirei e Senti. Comi a maçã mas não li o livro. Quando cheguei à praia estava quase deserta, quando sai não estava lá ninguém. Cheguei a dormitar naquela paz. Ouvi o barulho das ondas e também o som alegre de uns passarinhos que por ali voavam, a chilrear só para mim. Foram algumas horas de pura e idílica paz. Não houve um bocadinho que eu não aproveitasse. Perfeito, se é que se pode considerar seja o que for, assim.

Recomendo, a qualquer um!

Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Hoje, quinta-feira, no café.

Sentada à mesa do café, dei por mim a observar a leveza descomprometida na postura daquele homem que acabava de conhecer. Desde o sorriso, à forma como me olhava, a mim e às outras pessoas. Não foi preciso muito para perceber que era um excelente comunicador, conhecia todas as pessoas que ali estavam ou por ali passavam, cumprimentou-as todas exactamente do mesmo jeito, com um sorriso aberto, e com palavras para além de um cumprimento, “adoro conhecer pessoas”, disse, “adoro poder saber de que forma pensam…”, achei engraçadas as palavras pois podiam perfeitamente ter sido minhas e não dele, quantas vezes já não repeti eu o mesmo, pensei.

Conhecia já a amiga com quem me tinha ido encontrar, contou-me ela que se tinham conhecido por ali. Ficámos na conversa os três, eu ouvi mais do que falei, estava fascinada, confesso, e também curiosa.

Um homem bonito, com um charme próprio de quem não está para se preocupar com coisas que não interessam para nada. Pela conversa, conclui que devia ser a pessoa que conhecia mais gente que eu alguma vez conheci na vida, acho que não estou enganada, incrível, os pais, os filhos, os netos, sabia os nomes todos e os porquês. Mas não foi isso o que me deixou magnetizada, o que me deixou tão absorvida por aquele homem foi o desprendimento ao preconceito, a imensidão da sua liberdade, a graciosidade do trato e a sua vivacidade. E sim, inteligente.

Ficámos ali os três, talvez uma hora, a conversar de forma leve sobre os outros e de certa forma directa e por vezes indirecta, sobre aquilo que somos na realidade. Falámos do bom que seria um mundo sem preconceitos, onde as pessoas não tivessem medo de falar umas com as outras. Um mundo sem “ninguéns” ou alguéns”, onde alguns se acham melhores que outros.

Enfim, postos os preconceitos e as vergonhas de lado, podemos conseguir conhecer pessoas que valem a pena por o muito que nos ensinam de uma forma tão inesperada e em tão pouco tempo.

Mais curioso ainda foi horas mais tarde chegarmos à conclusão que somos uma espécie de primos afastados, e esta hein?

Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

sugestão "tardia"

Musica, gente gira, sol (foi convidado também) e VIOLINOS, ora aqui está uma sugestão para sábado à tarde que me perece ser bastante convidativa.

Onde, no Op Art.
A que horas, a partir das 15h.
Com quem, com os sorrisos em alta e seus Dj's.
Para quem, para quem lhe apeteca ir.

NOTA: podem-se levar filhos, cães e fumadores...uau!!!!

Mais infos@ http://sorrisosemalta.blogspot.com/

Apetece, não apetece...?

Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

Honestidade legislativa

Recebi este mail hoje, achei que merecia ser "postado"....!


"Subject: A proibição de fumar
Vejam só como o legislador foi honesto !!!


Todos sabemos a clara diferença entre a) e b)"


LOL!!!

Valeu a pena ou não....?
(mais vale rir que chorar...)

Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

Babies&Johnny Provider


Fomos convidadas, outra vez!

Dia 15 de Fevereiro no Europa, desta vez eu e a Vinhas. Babies é o nome escolhido para esta actuação já que nos falta a Blindim. Como as Babies gostam sempre de ter companhia, convidámos o nosso amigo João Coruche e lá vamos três, mais uma vez para uma noite em grande, afinal de contas é a sexta-feira dos namorados. Romântico, não é?

Sábado, 26 de Janeiro de 2008

Estou "aqui"

Fui considerada "sugestão da semana"
.
.
.
YES!!!

Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Sentidos



Há já alguns bons pares de anos que me rendi ao facto de quem nem sempre tudo tem obrigatoriamente que fazer sentido. Ás vezes, é no poder do deleite, do sabor, do gosto, do cheiro ou da cor onde encontramos o sentido a algumas coisas com que nos cruzamos ou se cruzam connosco. A capacidade expressiva de uma imagem ou mesmo a representativa das palavras, talvez até de palavras como estas que podem ser lidas num sussurro para que depois as leve o vento. Com ou sem sentido os momentos vivem-se efémeros de plena sumptuosidade. Momentos que vêm, momentos que vão e, alguns deles, vivem para sempre como a infinita melodia de uma bela canção que nunca mais se esquece.
.
Dá-se o que se recebe,
Recebe-se o que se dá…será?
.
Seja como for, prefiro pensar que existem sentimentos, mesmo que sem sentido, duram para sempre. Não sei o porquê mas acredito no infinito.

Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

E tenho dito!

“You were born an original, don’t die as a copy”


Neste mundo cada vez mais “copy-paste”, esta é uma frase que subscrevo e ainda mais, aconselho a que a pratiquem o mais possíve!!!

E tenho dito.

Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

A Felicidade, essa que se perde na confusão.

Cada vez mais me cruzo com pessoas que andam à procura da felicidade e que numa íntima angustia ou frustração, sentem que não sabem bem como a encontrar.

Não há regra para pertencer ao grupo dos queixosos, de uma forma geral são mais os que se queixam do que os que acham que vivem felizes. E de uma forma geral, todos acham que esta condição está intrinsecamente ligada à falta daquilo que não têm e que acham que precisam de ter.

É no TER onde de alguma forma, se procura a felicidade nos dias de hoje.

A meu ver, a busca da felicidade tornou-se numa espécie de prática de consumo. O único senão e que ao que parece, toda a gente se esquece, é que a felicidade não está à venda nos supermercados, numa imobiliária, ou muito menos, numa garrafa de coca-cola.

A felicidade para ser comprada tem que ser substituída pelo prazer, afinal de contas até que pode ser bastante fácil confundi-las. Se conseguirmos comprar ou conquistar sucessivos momentos de puro prazer, então quase que se poderia dizer que o estado seria semelhante ao da felicidade. Mas seria isso mesmo, semelhante, jamais o prazer pode ser confundido com a felicidade. A felicidade, está no interior enquanto que o prazer, se encontra no exterior.

Pondero que toda esta confusão terá de alguma forma a haver com as influências da política de consumo desmedido em que estamos inseridos e sujeitos. Perderam-se os valores da família e das causas humanas, vale tudo até mesmo quase arrancar corações. Vale não pensar nos outros e também não pensarmos em nós. Os sentimentos a ponderar devem ser sobretudo os dos nossos desejos e salve-se quem puder!

O mundo em geral está numa grande confusão, quem é que o pode negar? Quando as pessoas deixam de olhar umas para as outras como semelhantes ou iguais, tudo se transforma num grande conceito individualista que de humano pouco tem.

A felicidade passa sempre pela condição humana, pelos sentimentos, pelo amor, pela aceitação e por sabermos dar valor essencialmente às pessoas que nos rodeiam e que gostam de nós. Seja lá qual for o caminho, esse terá sempre a haver connosco e com a nossa relação com aquilo que nos rodeia, principalmente as pessoas.

Afinal de contas o que é que nos aconteceu para chegarmos ao ponto de querermos vender ou comprar felicidade aos golos?

Infelizmente não tenho remédio para estas coisas todas mas talvez praticar o pensamento quanto aos outros como se de nós próprios se tratasse, ajudasse a começar alguma coisa. Acredito sinceramente que é da consciência que nasce a mudança, e acredito mais ainda que é possível mudar. Quando…talvez hoje se assim o desejarmos. Enquanto há vida…há esperança!

E quanto à felicidade, essa meus caros, anda sempre por ai, quem não a quiser confundir com outra coisa qualquer ainda se arrisca a encontra-la…!

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Foi o que "me saiu" hoje...

Senti o que ouvi,
Cheirei o que não toquei,
Tocou-me o que não estava ali,

Tudo aconteceu e na realidade,
Nada se passou…

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

às vezes também sou lembrada...:o)

.
adoreeeeeeei

Enjoy it!

Thanks to Johnnybgood !!!
Obrigada também à Blindim que me ofereceu este "momento"...:o)
ENJOY IT!

Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

Help..ou melhor...Ajuuuuuda!!!

Por acaso algum dos caros leitores me pode explicar como é que eu insiro um video do Youtube AQUI?

Milmilhões de agradecimentos a quem o conseguir fazer....:o)

Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

2008 de Liberdade

Às vezes, começamos pelo fim, é a leve sensação que tenho deste princípio de ano.

Parece-me que este dois mil e oito me encaminha a um estado de liberdade, 2007 foi sem dúvida, um dos anos mais difíceis da minha vida, não me dou nada bem na prisão da estagnação.

A liberdade paga-se cara e é preciso ter a coragem de lutar por ela, de a querer conquistar. Nem sempre nos é possível desfrutar da lucidez de sabermos quem somos e assim termos alguma, mesmo que pouca, noção daquilo que queremos. Para sermos livres precisamos de ir para além das camadas do “parecer”, das mascaras que usamos para nos disfarçar daquilo que às vezes nem sabemos que somos, das pressões da educação e da necessidade de sermos aceites nem sabemos às vezes pelo quê. É muito trabalhosa a luta connosco próprios e sai-nos cara porque o apego é o pior hábito que existe, despegar-nos (ou mesmo "despRegarmo-nos") seja lá do que for requer muita força de vontade. Mas não há nada melhor que a sensação de ser livre. O corpo sente, cheira, vê e envolvem-se os nossos sentidos com o do cosmos. O que é que pode ser melhor do que esta espécie de embriaguez constante, desta sensação de estarmos dissolvidos naquilo que nos rodeia?

A liberdade nunca é estática e podemos deixar-nos levar...acreditam no destino?

Não sei bem se existe um único predefinido, acredito melhor que o vamos fazendo numa luta ocasional e por vezes constante com o apego às coisas aparentemente confortáveis mas que não nos levam a lado algum. Talvez o objectivo não seja o fim mas sim o caminho que escolhemos para “lá” chegar, esse caminho a que chamamos VIDA, será?

Seja lá o que for, espero conseguir ter sempre a coragem necessária para me contrariar, quando por vezes a ilusão me engana e desse tal caminho me quer desviar. "En garde" Barbarela, liberta-te daquilo que não te interessa.

E viva este 2008 que me parece começar bem!

Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

"Amor é..."

Consequência ou talvez não, da representação significativa que costumam ter os últimos dias do ano e os primeiros do seguinte, em que por hábito faço uma balanço introspectivo daquilo que fui, por onde andei, com quem me cruzei, o que aprendi, o que senti e também do que tomo como “o” ou “os” temas mais importantes para o ano que se segue, acabei a começar a pensar no Amor.

Hoje em dia pouco se fala do Amor. Falam-se das relações, ralações e da convivência. É o Amor um sentimento ou vai mais para além disso?

Passei por blogues desconhecidos, conversas com amigos, li livros, revistas e naveguei pela internet à procura de uma resposta.

Aqui vão algumas das reflexões com que me deparei:

"O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direcção" -
Antoine de Saint-Exupéry

"Amor: sentimento de afecto profundo, paixão(…)!" - Dicionário da Língua Portuguesa: Porto Editora

"Amor: Como ser Esperto o Suficiente para Entender, Paciente o Suficiente para Procurar e Burro o Suficiente para Encontrar!" -
Douglas Adams: livro Fictício

"O amor? Começa com grandes palavras, continua com palavrinhas, termina com palavrões." -
Édouard Pailleron: Revista Caras, Edição 664

"Gostamos de alguém porque; amamos alguém apesar de". -
Henry de Montherlant

"Amor é fogo que arde sem se ver". -
Luís Vaz de Camões


"Ao toque do amor, qualquer um vira um poeta". -
Platão

"O amor é um sentimento tão delicioso porque o interesse de quem ama confunde-se com o do amado". -
Stendhal

“Amor é
uma atração afetiva ou física que, devido a certa afinidade, um ser manifesta por outro.” - wikiquote


O Amor ao fim ao cabo, não passa de um sentimento, influenciado para o bem ou para o mal, através de acções, gestos ou mesmo a falta deles, que acabam por determinar a sua capacidade do “Para Sempre”. Simplesmente complexo, sem uma formula absoluta mas muito permeável ao que consiste cada ser que ama e cada um que é amado.

Acabei as minhas pesquisas a relembrar uns cromos muito presentes na minha infância, não sei se alguém ainda se lembra desta pequena BD de auditoria de Kim Casali, que em muito me influenciou as minhas referências quanto ao que hoje defino como aquilo que “o Amor é”.

Deixo aqui alguns dos meus favoritos:


´


Só me resta desejar, a todos os visitantes, um 2008 com muito, muito AMOR!

Sábado, 22 de Dezembro de 2007

Mail ao Sr. Primeiro-Ministro

Hoje fui ao prtal do governo para esclarecer algumas dúvidas quanto ao assunto da Flexisegurança e inspirada pelas mesmas acabei por escrever este mail ao nosso Sr. primeiro-Ministro. Um assunto que acho merecer a nossa máxima atenção:

"Exmo. Sr. Primeiro-Ministro,

Começo por agradeçer-lhe a atenção dispensada à minha pessoa.

Tenho dentro das minhas possibilidades horárias, acompanhado os debates sobre a Flexisegurança. Sou trabalhadora por conta de outrem e é um assunto que me preocupa bastante embora que concorde com a necessidade de simplificar o código laboral.

Uma das grandes preocupações demonstradas por vossa Exa., tem sido a do aumento da natalidade, uma preocupação que partilho enquanto cidadã e mulher. Dai esta minha necessidade, se me permite, de o sensibilizar, porque embora concorde com a necessidade da simplificação, em alguns aspectos as propostas apresentadas parecem-me por em risco o desenvolvimento e equilíbrio das famílias.

Pelo que tenho podido constatar, tem-me parecido que a grande preocupação da maior parte das entidades empregadoras é de fazer com que a produtividade e rentabilidade das suas empresas aumente indo contra o desenvolvimento e estabilidade da unidade familiar.

É impossível criar-se filhos se não existem as condições para os acompanhar. Deixar crianças em creches durante 12 horas seguidas não me parece de todo ser uma boa alternativa e muito menos uma solução convidativa ou impulsionadora para se querer ter filhos ou mais filhos.

As crianças e adolescentes precisam de acompanhamento e as famílias para se manterem unidas precisam de tempo juntas para se consolidarem e unirem. Cada vez existe menos tempo, cada vez há mais cansaço e falta de esperança no futuro, num futuro que vise a componente humana, aquela que nos faz mais felizes e consequentemente mais predispostos e produtivos.

Na Flexisegurança observam-se muito as alterações legais entidade empregadora/empregado e porque não também o inverso, empregado/entidae empregadora?

Os maus gestores, como podemos combate-los, especialmente se forem do sector privado?

Observo muitas vezes os trabalhadores a sofrer consequências de más decisões e a serem feitas exigências sem que sejam facultadas as condições para as cumprir. Acho que se poderia também simplificar a justa causa por parte dos trabalhadores.

Trabalho na area de R.H. e tenho constatado que nas pequenas e médias empresas é rara uma boa gestão de recursos humanos, tratam-se maioritariamente os empregados num despachado autoritarismo, visando a desconfiança abusiva por parte dos empregadores e concludentemente surgem as equipas pouco produtivas, desinteressadas e desrespeitadoras.

Tenho a certeza absoluta de que uma competente gestão de R.H. aumenta os laços de confiança entra as duas entidades, empregada e empregadora, o bem-estar no trabalho e consequentemente aumenta a vontade de trabalhar e obviamente os resultados produzidos. Porque é que não é obrigatória uma formação qualificada por parte dos gestores das empresas médias ou pequenas na area de R.H?

Não me parece errado também pensar que se o trabalho for uma fonte de problemas, os empregados passarão a maior parte do tempo a pensar em como resolver esses problemas em vez de pensarem em como fazer bem e melhor o seu trabalho. Se o trabalho for uma fonte de soluções, nenhum empregado vai querer perder o seu emprego!

Muitas vezes, Sr. Primeiro-ministro, aplicam-se normas por pessoas que nunca vão sofrer as suas consequências, o que por certo influenciará a incapacidade do cumprimento destas.

Sr. Primeiro-ministro, fiz questão em transmitir-lhe estas minhas ideias e pensamentos que humildemente lhos apresento na esperança que sejam motivo de reflexão e quem sabe, nos possam ajudar a todos a procurar melhores resultados?

Mais uma vez agradeço a atenção que me dispensou,
Com os melhores cumprimentos,
Bárbara Noronha Soares"

Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

É quase Natal

Sentada à frente da televisão, sou bombardeada por comerciais natalícios, mas que inferno! Por vontade destes abutres qualquer dia o Natal não passa de um simples “Compral”. Felizmente esta é uma doença cuja febre não me atinge, a das compras. Nunca fui adepta da obrigatoriedade dos presentes de seja lá o que for. Tento passar agora isso à minha filha.

Adoro o Natal porque é precisamente nessa época que temos oportunidade de nos juntarmos todos. É aliás a única tradição que mantemos, a da família. Os presentes são só para as crianças mas de ordem simbólica pois gostamos de simular a chegada do Pai Natal, mas o que se transmite sobretudo é a alegria de podermos estar todos juntos, da hora de refeição, das gargalhadas que se soltam pelas piadas atiradas para o ar e que são uma constante. Pregam-se partidas, contam-se as mesmas estórias, partilham-se as tarefas, cultiva-se a vivência e não se fazem cerimónias de qualquer espécie.

Espero que a minha filha possa vive-lo também sempre assim, sem achar que as prendas são mais importante que as pessoas.


Esta maldita televisão é um facto que não me ajuda mesmo nada!

Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

dá gozo...lá isso dá




“Descoladas”, ou, “Las Descoladas”, foi o nome ainda por decidir em definitivo que achámos que nos poderia traduzir melhor enquanto trio despretensioso, descomprometido e despreocupado na missão de tocar musica.

Foi a Blindim que se saiu com o nome enquanto fazíamos o jantar em casa dela e ouvíamos as musicas que queríamos levar para a nossa 1ª missão. “Descolada, sabem, como dizem os brasileiros e que não consigo traduzir? “, perguntou-nos ela, a mim e à Vinhas acerca de qualquer coisa que estávamos a falar e dai a achar que era exactamente o nosso espírito de dj’s maçaricas, foi uma milésima de segundo!

Lá fomos nós, muito “descoladas” (qualquero coisa como “soltas”) para a nossa 1ª noite e adorámos. Se vai haver mais, não sabemos pois vai depender do que nos apetecer, quando nos apetecer e se nos apetecer, mas que foi engraçado, lá isso foi.

Ok, admito, dá gozo!

Terça-feira, 27 de Novembro de 2007

30 Novembro@Tuatara

Deixemo-nos de coisas que sejam só serias. Dia 30 de Novembro, já esta 6ª feira. Vou por musica com a rosamariposa e a nossa Blindim, no 2º room.

(clicar em "contactos")
Apareçam, se vos apetecer.

Multiplicidade

Por vezes imagino-me a viver na minha multiplicidade. Imagino-me a viver em fragmentos salteados de muitas realidades paralelas e também perpendiculares. Divagações emocionais e talvez um "quê" de racionais do meu mundo dos porquês. Vivo momentos convergentes e divergentes numa mistura de sentidos que todos juntos não poderiam fazer sentido algum.

Por vezes vivo assim, de olhar fixo num mundo do imaginário, da minha imaginação, do que me vai na alma e também no coração.

Talvez haja quem sonhe um sonho único, quem viva uma única razão mas eu não sou assim, identifico-me com muito mais que algumas coisas. Sou isto e sou aquilo, e ainda o que não sei que sou. Sou agora e o depois e aquilo que já passou.

Por vezes dou por mim a voar num mundo que pode ser o dos sonhos, livre do preconceito, do medo e das retaliações. Voo para lá das imposições, das necessidades e obrigações. Pouso onde me apetece, num aterrar descomprometido. Experimento o que acontece, sem necessidade de sentido. Sou totalmente livre. Livre de tudo e de todos. Livre de mim.

E assim sou eu, um misto de tudo isto. Qualquer coisa como uma sonhada acordada. E com muita imaginação.

Voltarei…dentro de em breve.

Domingo, 25 de Novembro de 2007

Inverno

O que mais gosto do inverno são os pares de meias quentes. É a manta que está sempre no sofá e que uso para me tapar dos pés até ao nariz. É o "cafóne" com o meu namorado enquanto vemos televisão, são os chazinhos e as tardes de conversa na companhia de um copo de vinho tinto. É poder estar sentada no chão à frente de uma lareira. É a lenha e o cheiro a madeira. O que mais gosto do inverno é ficar aconchegada com a minha filha, estendidas no sofá em conversas sobre a magia e o amor enquanto comemos torradas acabadas de fazer.

O que mais gosto do inverno é que dure pouco, mas enqunto dura, poder passa-lo assim no quente das pessoas, com a intensidade dos cheiros e envolvida por algumas das suas unícas cores.

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Complexo que não tem Nexo

Sou mulher e por natureza, complicada. Sofro de ataques de incontrolável mutabilidade. Choro e rio quase ao mesmo tempo. E penso. Penso muito, penso em tudo, tudo não mas em muita coisa. Penso para existir, para agir. Penso em como não me tornar numa eterna ideia, ou idiota, tanto faz. Penso no que quero e não quero e naquilo que não sei se quero. Penso no que acredito e vou deixando de acreditar, no mundo e nas pessoas. Na fé e no momento. Penso que às vezes não me apetece pensar. Penso essencialmente em função de qualquer propósito mas também me deixo divagar no pensamento. E esqueço-me de que sou eu, para além de uma ideia com poder de se tornar numa acção, num agir de transformação, num intento realizável.

No meu dia-a-dia penso, penso muito, penso mais do que o que faço, mas também faço. Como mulher tenho a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo e bem. Sou complicada mas tenho direcção, mesmo que a mude para voltar a mudar e ainda outra vez. Gosto do rumo, do ir, do pensar em como lá chegar. Gosto do nexo na vida mesmo quando é muito complexo.

Faz-me confusão o não saber e a falta de vontade. Faz-me confusão não saber usar a cabeça com as mãos e as mãos com a cabeça. Não suporto o pensamento de achar que não passo de uma ideia, de uma hipótese, de um imaginário.

Gosto do sentido que me faz ir, onde quer que seja que vá parar. Gosto da vida.

Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

"O diário de Anica Bouquet"

Cansada, Anica finalmente conseguiu livrar-se dos sapatos de salto alto. Tinha sido uma noite e “tantas”, aliás, tinha sido um casamento e TANTO. Depois de uma breve passagem pelo quarto de hotel de um casal amigo na companhia da irmã, cunhado e da sua companheira de quarto para as ultimas risotas e disparates da noite, foi finalmente deitar-se. Rosa que também estava cansada, acompanhou-a, já passava da uma da manhã (da hora nova) e o casamento tinha começado à uma da tarde, estavam as duas de rastos.

Sorte a da Rosa porque tinha tido direito a um cobertor quente na cama dela, Anica encolheu-se e deixou-se ficar quieta à espera de aquecer, mesmo antes de um fechar de olhos final ainda mandou um ultimo sms:

“Vou-me deitar agora. Estamos todos num hotel que é de alterne. O Padre, que é nosso amigo, ficou num quarto que se entra pela garagem e tem Jacuzzi. Foi inspirador, do especial que pode ser uma vida a dois. Pena que não tenhas estado cá para ver. Dorme bem. Beijo.”

Contada a estória podia ser bastante mal interpretada. Deu-lhe vontade de rir e assim adormeceu no meio de um suspiro resignado de satisfação. Não é nem todos os dias e muito menos meses ou anos que se tem oportunidade de desfrutar de um casamento assim. Amanhã teria de agradecer ao noivo, foi o ultimo pensamento que teve mesmo antes de adormecer.

Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

Hoje, 4a Feira no LUX


Começo por vos pedir desculpa porque não é a estas horas que se fazem este género de avisos mas só agora recebi eu o mesmo e acho que vale TANTO a pena passar-vos esta informação que mesmo tarde e a más horas, aqui vai ela de seguida.

Talvez alguns de vós já estejam familiarizados com as noites JAZZ às 4as no LUX, hoje é mais uma delas e para mim destaca-se com este lançamento do álbum de Júlio Resende “Da Alma” que quem não conhece e gosta de Jazz, devia aproveitar esta oportunidade que além do mais tem entrada LIVRE, para passar a conhecer os músicos que hoje no LUX vão tocar.


http://www.julioresende.com/

Começa e acaba cedo, a horas muito decentes para aqueles que trabalham de manhã no dia seguinte.

Só vos posso dizer mais uma coisa...VÃO!

A...conselho

Esta sim, tenho a certeza de que se trata de uma verdadeira iniciativa artisitca. Vários artistas (conceituados), várias estórias (pode ser também uma só), várias personagens e tudo em simultâneo. Convidam-nos eles e elas a participar na criação destas estórias de encantar, ou não, depende do resultado final de um misto de ideias e sugestões, as deles e as nossas, todas a expõr num uníco espaço criado para o efeito. Essa é a intenção, criar uma peça com a ajuda de muita imaginação. Vão lá espreitar que com certeza vão GOSTAR de participar. Começem por ler a introdução e deixem-se ir até ao fim do texto...

http://blogempalco.blogs.sapo.pt/


Aproveitem a oportunidade e dêem asas ao vosso poder criativo...:o)

Domingo, 21 de Outubro de 2007

Iniciativa artistica, ou talvez não?

Estava aqui agarrada ao computador e eis que recebo um mail com este link ( http://www.gpsfbaul.com/ ) de uma iniciativa da FBAUL. Não consegui perceber se é um serviço sério ou se uma piada irónica quanto ao tipo de interesses que se tornaram prioritários no mundo em que vivemos hoje, se clicarem no botão do "manifesto" por certo compreenderão de onde me vem a dúvida. Resta-me a esperança que seja uma manifestação de consciência feita pelos alunos das belas artes. Quem ficar tão intrigado quanto eu pode fazer o mesmo que eu vou fazer, dirigir-me à exposição sobre o tema na Fabrica Features no edíficio da Baixa. Esta agora confesso que me deixou curiosa. Não quero querer que já chegámos a "isto"...!

Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Momentos


O sol batia-me na cara sem que me incomodasse, aliás, tenho a impressão que foi aquela sensação de quentinho do sol que me levou ao estado onde me encontrava. Sentei-me a olhar para lá do horizonte a pensar em tudo e por vezes a não pensar em nada, somente a vaguear, por entre o barulho das ondas, o brilho do mar, algumas pequenas embarcações e de quando em vez, alguns pensamentos.

Talvez pelo facto de ter vivido toda a minha vida à beira-mar não me canso da praia, adoro estes dias de Outono em que as praias já não estão tomadas por mais pessoas do que eu consigo suportar por cada metro quadrado. Espero sempre pelo fim do Verão para poder começar com os meus passeios de fim-de-semana no pardão e hoje foi um desses dias.
Estava um belo dia, ao contrário do que podia parecer de manhã quando me levantei. Lá fomos de bicicletas e afins, eu a Carolina e a Carlota, dar o nosso passeio que muito bem nos fez e ainda mais nos soube.

Sentei-me na areia enquanto elas apanhavam conchinhas à beira-mar. Deixei-me estar por ali, a tentar pôr algumas ideias no lugar, sem pressa para nada, nem sequer para elas, as ideias. É uma das muitas razões porque adoro a praia, esta capacidade quase única de me por ao “ralenti”. Talvez a imensidão do mar me faça perceber de como sou pequena ou o vai e vem das ondas me tenha sempre presente que o que vem, vai e o que vai, vem. Tudo passa, mesmo que volte.

Venha o que vier mas que possa sempre ter a areia, as ondas, o sol e o mar.


06-10-2007

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

30 e mais...alguns.

Quando se chega a esta idade dos trinta e mais que um, dois, três… e por ai em diante, apercebemo-nos do tempo.

Do tempo que já passou, do tempo que talvez ainda vá passar e até mesmo do tempo que o tempo tem…

Pode ser uma percepção muito útil, isto é se não entrarmos naquele tipo de “crises” com consequências de comportamentos desviados e por vezes muito desadequados à nossa maturidade, num ápice de histeria e esquecendo que ainda podemos ficar por cá muito tempo ou daquilo que realmente queremos, possuídos de uma ávida vontade do experimentar seja lá o que for desde que se aja…sem pensar.

Conseguimos numa outra vertente, aproveitar esta nova consciência para ponderar, escolher, aprender a saborear, aproveitar sem desperdiçar cada segundo, cada momento, cada hipótese de recordação com ou sem arrependimento. O que importa é sentir que se sente a vida.

Acho que posso dizer que estou a viver assim estes trinta e mais alguns, numa espécie de viver o dia-a-dia por vezes com muitos contratempos mas com uma noção diferente do passar das coisas e da consciência do passageiro que tudo é.

Estamos sempre sujeitos a mudanças. Estamos sujeitos a mil e uma coisa que nunca imaginámos. Estamos sujeitos ao desgosto e também à felicidade.

Seja lá o que for ou como for, sinto-me bem. Comigo e com os outros e pelo facto de querer viver. Simplesmente…isto.

19/09/07

Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Parabéns!!!




Parabéns a você nesta data querida, muitas felicidades muitos anos de vida, muitos anos de vida. Hoje é dia de festa, cantam as nossas almas, para a menina B... uma salva de palmas.





Clap! Clap!Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap!Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap!




Muitos parabéns da mana.


Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

Queres um abraço? É grátis!

Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

E era uma vez...


"Era uma vez uma menina que passeava por uma floresta de pontos de interrogação. Cada um que olhava de longe parecia ser o mais bonito e adequado para aquela história de encantar em que sonhava viver, mas assim que se aproximava, descobria sempre algo que a desanimava ou que a deixava a pensar se não teria sido melhor ter ficado com o anterior que apesar de tudo era melhor nisto ou naquilo...

Ao fim de certo tempo a menina começou a ficar com medo de nunca conseguir encontrar aquilo que realmente desejava e pensou que a sua história poderia ficar sem o fim que tanto procurava.

Resolveu então parar de procurar e olhar para dentro de si para tentar perceber o que é que lhe faltava. Ficou espantada ao ver a desarrumação em que tudo se encontrava, todas as lembranças, os sentimentos como a felicidade ou a tristeza, as realizações e as frustrações, o amor, a paixão, o medo, o carinho, a segurança e mesmo a falta dela, tudo estava misturado, baralhado, magoado, triturado. Sentiu uma enorme vontade de chorar, queria saber como é que ia conseguir arrumar tudo outra vez dentro das suas caixinhas onde há muito tempo atrás tinha tudo estado tão bem arrumado, mas não sabia, aliás, não fazia nem ideia de como é que tudo tinha chegado aquele pandemónio tão grande e por isso até os lugares que antes estavam tão bem organizados, agora estavam também todos trocados.

Saiu daquela floresta que a estava a sufocar, andou, andou, andou e foi dar a um grande pontão. Descalçou-se e sentiu a pedra fria debaixo dos seus pés, respirou fundo e olhou em volta. Àquela hora não havia mais ninguém a passar. O mar, esse estava calmo, tão calmo que o contraste dos seus sentimentos lhe deixou um arrepio de insegurança.

De olhos fechados, deixou-se levar por aquele momento que num prolongamento a deixou descansar. Naquele silêncio de perguntas conseguiu finalmente ouvir o que o mundo tinha para lhe dizer, ouviu as ondas que chegavam à areia e partiam de novo, deixando apenas a musica de quando se tocavam, ouviu as gaivota que voavam em gritos de felicidade por aquela liberdade sem destino. O Cheiro da maresia misturava-se com o da humidade, ouviu o bater do próprio coração.

Abriu os olhos e o nascer do sol deu-lhe a sensação de um novo começo, ela sorriu e entendeu a mensagem. Levantou-se e foi caminhando pela areia sem nunca mais largar aquele sentimento de PAZ"

11/09/96

Há quase 11 anos minha irmã querida que me ofereceste esta linda "estória" de presente de aniversário, que ainda hoje guardo e de vez em quando leio. Acabo-a sempre da mesma maneira...com um suspiro, em paz, descansada e com um sorriso feliz a pensar que é tão bom ter-te assim sempre tão perto.

Um beijinho muito grande da mana mais velha que também gosta muito de ti!

Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

3 segundos...


3 segundos é quanto basta para muita, muita coisa. 1 segundo também poderia ser mas sabem-me melhor as coisas que não acontecem à velocidade "da luz". 3 segundos permitem-nos saborear, registar mais informação, formar uma melhor recordação ou mais precisa, pelo menos.

Hoje ao fim da tarde apeteceu-me falar com alguém especial, que me lembra o mar e sol a pôr-se.
Que me lembra muitos 3 segundos que já passamos juntos. Agarrei no carro que o meu pai me emprestou, um jeep, e lá fui eu em pleno entardecer, devagar, pela estrada do Guincho a ver o sol a pôr-se. Parei na "Crismina" e fiquei dentro do carro, com espaço para tudo, mesmo virada de frente para o mar e de caras com um sol entre o cor-de-rosa e o cor-de-laranja. Enquanto ele ia descendo em direcção ao mar , aproveitei essses 3 segundos para poder telefonar.

Há coincidências, ou lá como lhes queiram chamar, já ele me tinha tentado ligar hoje. É sempre assim, talvez a coincidência do diminutivo, somos 2 B's afinal. Há também pessoas que nos são muito especiais e nunca estão longe, mesmo que o aparentem geograficamente. Nestes casos o físico não conta, não existem distâncias na comunicação quando somos realmente próximos de alguém. E foi assim, uma conversa com pouco mais de 3 segundos, num ultimo bocadinho de sol que se pôs num belo final de tarde. Mais uma recordação que me fica para toda a vida e de que me vou lembrar com um sorriso muitas, muitas vezes. Sabe-se lá afinal, em quantos segundos este momento se vai reverter ...

O que sei é que é bom, muito bom.
:o)

Sexta-feira, 27 de Julho de 2007

Reflexos...ou...Instinto?

Podem ser reflexos derivados de reflexões ou serão instintivas as atitudes que tomamos?

Não sou uma pessoa de raciocínio simples, pôr-me em causa é uma constante numa ilusória busca da perfeita justiça. Penso, penso e continuo a pensar mas no fundo acho que acabo por agir quase sempre num reflexo em função daquilo que quero, ou para evitar o que não quero.

Pensar é essencial à evolução, está certo, mas no meu humilde entender já começo por achar que aqui o simples ser humano que também é um animal, não está assim tão bem preparado para tanta informação. Cada vez vejo mais pessoas que já não sabem o que pensar, isto claro, se não se defenderem atrás de uma postura conservadora e tradicional que é uma excelente defesa “de imitação” (qualquer coisa como os macaquinhos de imitação…será?) onde só entra e sai informação “tipo”, já formatada na sua maior parte desde a anterior geração, assim não se pensa muito e imita-se melhor e com mais certezas.

Quanto aos restantes que se deixam vaguear para além das imposições e regras estipuladas, acabam por ser uma espécie de novos descobridores…mentais. Num mundo de infinitas hipóteses vão-se descobrindo novos conceitos, formas de estar, de pensar e de acreditar, pelo caminho fica o seguro que talvez tenha morrido de velho, "qui ça"?

E neste contexto tão diferente talvez possamos ver para além, para além do cinzento que se apelida do nada ou do talvez porque com tanta aparente incerteza talvez nos seja dada uma nova oportunidade de voltarmos usar o que também acredito que seja o nosso melhor meio: o instinto.

Reflexo ou instinto, qual deles será que me leva?

E Mana…não te entusiasmes demais pois explicações extensas em palavras que poucos desconhecem o real significado…podem baralhar!!! Desculpa lá minha querida mas não resisti…:o)

Terça-feira, 12 de Junho de 2007

A certeza da Incerteza

Às vezes é assim, as únicas certezas são as das incertezas.

Tenho que admitir que detesto nesta geração, onde me incluo, esta moda do “abstracto”. Não me considero fundamentalista, esforço-me para ser moderada e não radical, mas confesso que nem sempre é fácil e que às vezes não consigo deixar de o ser.

Talvez seja demasiado apegada aos valores e ao concreto. Provavelmente estou “descontextualizada” desta actual forma de viver onde não se é nem se deixa de ser, o que permite não assumir coisa alguma, caso nos faça jeito.

Não se faz aquilo que se diz que se quer fazer. Não se diz o que se pensa e pensa-se o que não se diz. Há muita teoria e muito pouca prática. A informação deixa-nos presos às nossas ideias, no mundo do que devia ser ou gostaria que fosse. No mundo das ideias e ideais, num mundo que não existe porque não se constrói, no mundo onde só se pensa em como construi-lo.

As lutas deixaram de ser em honra de seja lá o que for e as coisas fazem-se à medida da preguiça e da vontade que houver. A consequência passou a ser azar e o infinito não interessa para nada, já que se existir, o mesmo se deveu à sorte, aquela que dizem ser pouca ou má.

O que parece interessar é o momento, mesmo que depois não seja sequer lembrado.

Poucos são os que parecem saber o que querem. Pratica-se o “tudo quero” em prol do “com alguma coisa me hei-de identificar”, mas infelizmente, nesta panóplia de roletas-russas de desejos desmedidos, incertos ou confusos, não existem muitos vencedores.

E assim andam muitos de nós, por ai e por ali, a tudo querer mas a pouco ou nada ter. Pergunto-me se uma mudança de estratégia para qualquer coisa mais simples e menos pretensiosa não teria mais sucesso?

Mas deve ser difícil tentar, neste mundo tão cinzento, onde é quase impossível conseguir perceber onde é que começam as cores.

Sábado, 9 de Junho de 2007

Quando se tem muito para dizer...

...acaba-se por não dizer nada...!

E foi o que me acabou de acontecer, com tanta coisa para dizer acabei por não conseguir dizer nada.

Voltarei, já de ideias organizadas.

Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

sapos

O teu “sapo” pode muito bem não ser o meu é uma daquelas coisas que já todos sabemos e muito bem mas que como muitas das coisas que “já todos sabemos e muito bem”, também todos nos esquecemos e por vezes “muito bem”.

É possível que aconteça mais frequentemente em momentos de exaltação ou excitação, como preferirem chama-los, tanto faz. A verdade é que acontece.

Pelo menos a mim acontece-me. Ainda ontem à noite me aconteceu. Exaltei-me por causa de um sapo e acabei por atirar com outro. C’est la vie, é verdade mas que é chato é e preferia que não tivesse acontecido. Mas aconteceu e à conta desta “onda” de sapos pus-me cá a pensar nos milhares de sapos que por ai andam sempre a “voar”, de um lado para o outro, de umas pessoas para as outras, de uns interesses para os outros e até mesmo de uns países para os outros. Afinal isto são sapos demais para poderem ser ignorados! Pelo menos foi o que eu cá pensei, ha bocado quando me começou a insónia e assim surgiu esta “bloguideia”, foleira ou não, isso já depende da opinião de cada um. Surgiu e é para todos. Dedicado aos sapos da vida e a todos que os quiserem aqui comentar e também ao meu namorado, vitima do meu sapo de ontem logo a seguir a me ter vitimado com o seu.


E vivam os sapos que nos trazem sempre assunto para falar!