quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014

Definição da teoria da relatividade.

A teoria da relatividade é a linha intelectual condutora da acção que em prol do tudo não nos leva a nada, abrangentemente vazia de qualquer sentido único que não seja ela própria, e concreta, tal como qualquer simples objecto. Preenchida por vazios do absoluto e cheia pelas probabilidades do infinito.

by me num ataque de uma mania qualquer....

quinta-feira, 22 de Agosto de 2013

the more things change, the more they stay the same

segunda-feira, 8 de Outubro de 2012

quem sabe, faz...


sonhei que a Vida era um Sonho
e sonhando despertei

para entrar num outro Sonho
de que jamais acordei.

Prof. Agostinho da Silva

quinta-feira, 4 de Outubro de 2012


There is fire on the mountain,
and nobody seems to be on the run.
Oh there is fire on the mountain top,
and no one is'ah running.


quinta-feira, 30 de Agosto de 2012

vai Tu!


andava eu para aqui num "cool" zapping virtual quando eis que me deparo com este artigo no Jornal "Público":

"A lei portuguesa devia reconhecer aos homens o direito de recusar a paternidade de um filho nascido contra a sua vontade. A tese está contida na investigação A igualdade na decisão de procriar, defendida por Jorge Martins Ribeiro, no âmbito do mestrado em Direitos Humanos na Universidade do Minho."

estamos a falar de tirar a uma criança o direito de ter um pai, ou quê ? já não bastam os que se auto-intitulam de tal e acham que os filhos vivem, crescem, alimentam-se e respiram de lhes postar uns pindéricos "amo-te", a torto e a direito no facebook para parecerem que são os melhores pais/mães do mundo, agora vem este novo prisma com o seu "quê" de inverso que lhe dando seguimento e numa de lhe apanhar o dito "bright side", acrescentaria à tese a teoria de serem mazé os filhos a poderem escolher recusar este tipo de idiotas que lhes calham como pseudo-paternos. a diferença, é que uns são maiores e outros, indefesos menores que são sujeitos ora a pais que defendem estas coisas, e a outros que nem a si próprios...

2012, o ano em que o Mundo ainda não acabou mas quanto a juízo não se pode dizer o mesmo...

terça-feira, 21 de Agosto de 2012

as mais sinceras desculpas, mas como o mundo é suposto acabar, 
tenho estado ocupada a viver,
este futuro começo.



domingo, 3 de Abril de 2011

eu canto, mas tu, encantas melhor

Não canto porque sonho.
Canto porque és real.
Canto o teu olhar maduro,
teu sorriso puro,
a tua graça animal.

Canto porque sou homem.
Se não cantasse seria
mesmo bicho sadio
embriagado na alegria
da tua vinha sem vinho.

Canto porque o amor apetece.
Porque o feno amadurece
nos teus braços deslumbrados.
Porque o meu corpo estremece
ao vê-los nus e suados.

Fausto Bordalo

quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

love is a song


...
(tenho sono)
adoro você
amo você
quero você
sendo você
...
há vocês mesmo infinitos, não há?

sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

o mundo somo nós livres dele

basicamente, tudo se resume a esta que podia ser uma tão singela palavra: “Freedom”, mas é curioso ver como parece que nos deixámos ficar presos na complexidade do resultado dela. e no entanto, continuamos sempre na mesma canção como se o seu embalo nos guiasse até à derradeira solução para sabermos ser felizes. sem às vezes nos lembrarmos que se calhar ...  
se calhar até já o somos !

happy, este mais um, new year. dizem que é o ultimo antes do Mundo acabar, é capaz de ser melhor aproveitar-mo-lo bem!

segunda-feira, 5 de Julho de 2010

um dois três, quero sentir outra vez...

raramente somos livres. vivemos demasiado presos à nossa razão, essa alheia que não pára de nos desiludir. . .

segunda-feira, 21 de Junho de 2010

since feeling is first

since feeling is first
who pays any attention
to the syntax of things
will never wholly kiss you;

wholly to be a fool
while Spring is in the world

my blood approves,
and kisses are a far better fate
than wisdom
lady i swear by all flowers. Don't cry
--the best gesture of my brain is less than
your eyelids' flutter which says

we are for eachother: then
laugh, leaning back in my arms
for life's not a paragraph

And death i think is no parenthesis

ee cummings

quinta-feira, 10 de Junho de 2010

e depois nascem outra vez

tudo está em auto decomposição a partir do momento em que nasce, até as ideias. há coisa é que duram mais que outras...

quarta-feira, 12 de Maio de 2010

há sorrisos que nunca morrem, nem connosco, porque os vamos passando de outro em outro. . .

e por mais que se goste, ninguém sabe lá muito bem o que isso é. hoje perguntaram-me: “já não gostas de mim?”, e eu respondi: “há amores que duram para sempre”. mas se calhar não há. no mundo das conveniências não deve haver. e não é nele que vivemos (quase) todos?

terça-feira, 9 de Março de 2010

ao dia das pessoas quando ainda nos sentiamos assim

ainda não percebi lá muito bem em que página da vida é que deixámos de nos sentir vivos, mas desconfio que talvez por ai algures num tempo qualquer do verbo querer. o desejo de viver perdeu-se no ter e já não se lembra o que é bom ser. válidos agora, são insignificantes objectos que nos alimentam o ego, que é Cego. e se alimenta de nós.


pensa-se que já não somos. já não existimos. já não servimos, nem conseguimos. porquê?


choram-se as casas, os carros e as roupas despidas. choram-se as carreiras perdidas. chora-se o tempo que não se passa bem, o filho que não vem, a vida que não se tem. não se tem? então tem-se o quê? a mesma vida só que não se vê? porquê?


mas porque raio não se vê, se está cá, todos dias logo pela manhã? as mesmas mãos, os mesmos pés, o mesmo eu, o coração. o meu olhar para se cruzar com o teu, a mesma força. o mesmo prato e a mesma mesa. somos. estamos. vamos. sonhamos. pensamos. agimos. tentamos. e conseguimos, ou não. para sentir não nos falta nada para alem do existir. sentimos.


sentimos-mos. para lá dos objectos. despidos. somos todos iguais. feitos da mesma força, a que vem da vontade. e a minha vontade é igual à dos que edificaram cidades, à dos que foram à lua, à dos que pararam guerras, à dos que saciaram fomes e mataram muitas sedes. a minha vontade é igual à dos que curam doenças e fazem milagres. éramos nós em tempos diferentes, tão iguais a este. excepto, somente, nesta falta de visão que continuamos a ser os mesmos (super) homens e mulheres que sempre conseguimos tudo o que quisemos acreditar. a minha vontade é igual à dos que estão doentes. a minha vontade, é igual à dos que já partiram e dos que ainda não nasceram. a minha vontade, é, simplesmente igual à tua.


o mundo já mudou mil vezes e outras mil ainda há-de mudar. comigo ou sem tigo. com quem o quiser agarrar . . .


e um filho volta sempre. se for Amor, o que o pai tem para lhe dar.


bom dia da Mulher. ou de outra coisa qualquer, que se tenha feito por isso.

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

save the rain forest one search at the time

Ecosia -

finamente um motor de busca que reverte 80% dos lucros a favor da protecção da floresta tropical. com pormenores engraçados como o do rodapé que nos vai indicando quantos metros quadrados já ajudámos a salvar. vale a pena ir espreitar. www.ecosia.org

terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

quando for grande quero ser beautifull, já que a parte do "people" não interessa para nada...














"Mais de cinco mil membros da rede social
Beautiful People foram expulsos do site porque engordaram nos últimos meses. Os restantes membros do site acusam os utilizadores de terem abusado no Natal e na passagem de ano, quando colocaram fotografias actuais onde mostravam ter engordado. Um dos gerentes do site, Greg Hodge, explica que os membros foram colocados novamente sob avaliação dos utilizadores, que acabaram por votar a favor da expulsão. Citado pela BBC o fundador do BeautifulPeople.com, Robert Hintze, defende que “como empresa, lamentamos a perda de qualquer membro, mas o facto é que os nossos membros procuram os mais altos standards de beleza”. A maior parte dos excluídos é dos Estados Unidos (1.520), Reino Unido (832) e Canadá (533), com Polónia (510) e Alemanha (425) completando o top 5. Recorde-se que o Beautiful People é uma rede social onde os membros têm que responder a certos requisitos de beleza, que devem manter para não serem expulsos." jornal i 05-12-09

mas o que eu gosto mesmo é do rodapé no site: "too ugly to sign in?"

acho que vou ali entalar a cabeça numa porta qualquer e a seguir já cá volto...

domingo, 20 de Dezembro de 2009

a vida pode ser bela quando cor-de-rosa














-->


esta imagem foi retirada de um “post” de um amigo, no facebook. ao que parece, alguém anda a espalhar estes post-its pelas mais variadas paredes e outras superfícies que tais, da rede de transportes públicos de Lisboa. passam quase despercebidos, quase, porque felizmente nem toda a gente está desatenta às pequenas belas coisas que se nos dermos a trabalho de reparar, existem todos os dias à nossa volta.
mal a li, fez-me rir. e pensar. pensar que aparentemente ainda há que pense em fazer bem. incondicionalmente, pelos outros, não só por si. e fez-me pensar também no tempo que vejo tantas vezes perdido noutras formas de dar, e semear. mais comum seria provavelmente, um post-it com o escrito: “ a Vanessa não lava os dentes”, ou “o Zé é egoísta”, ou o recorrente “o Mundo é mau e a vida não presta”. mas não, este post-it não é de quem perde o tempo chorar a vida, não é de quem quer dar o que não gosta na mesma moeda. não é de quem acha que dois errados fazem um certo. não é de quem se acha melhor que os outros, ou mais sábio. não, não é. não é de quem acha nada. é pura e simplesmente de quem acorda a pensar em como fazer parar o mundo para um, mesmo que tão pequeno como este bocado de papel, momento de amor. sim, amor. porque só quem tem um coração cheio de coisas boas, é que se lembra em dar do seu tempo não para julgar ou culpar, mas sim para nos fazer lembrar, que na vida, podemos escolher a forma como nos queremos partilhar. e em dar, só por dar, como a forma deste simples post-it, sem nada para cobrar.
os meus sinceros parabéns a quem teve esta ideia que ainda mais parabéns merece por tê-la posto em prática neste mundo de chorosos que muito reclamam ou outro tanto que ainda mais pensam mas que pouco ou nada fazem. e agradeço ao meu querido “salta-pocinhas” , o "postador" no facebook, que está sempre tão atento para vida e para as coisas que nos aproximam mais um dos outros e da nossa condição humana.
um post-it destes por dia, nem sabiam o bem que vos fazia...

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

escreveste-me assim. e eu, também gosto de ti.

"love you lots you are always a savior to me no mater what you do...maybe it's just the way I look at you, maybe it's just you..."

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

quanto tempo este tempo tem?

o tempo é como o vento. sopra as palavras, esparge os alentos, troca-nos as voltas e anestesia-nos os sentimentos. traz-nos a saudade, faz-nos esquecer, lava-nos as lágrimas e deixa-nos adormecer. o tempo. que passa e não passa, até ao nunca mais. que deixa as noites parecerem-se iguais. que é como o vento, este efémero tempo, de doce veludo macio por dentro. abandona-nos à dor e deixa-nos morrer. num melancólico suave que nos faz gemer. no querer. e passa. passa devagar. numa lenta angustia forçada. despedaçada. que não se aguenta, pesada. que se esvai soprada, pelo tempo. que é como o vento. e sopra-nos, a nós.


dedicated ao meu querido mr belchiorinho farola...


sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

às vezes não sei...

...se sou eu que vivo num planeta
mental/emocional que não existe...

















ou se são os outros quase todos...?

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

já só faltam 4 dias. eu VOU, e TU?















É da consciência que nasce a mudança, mas não basta pensar para conseguirmos mudar. É preciso VOTAR. Este é um apelo para relembrar a importância da ida às urnas no dia 27, e também para protestar contra o acto de não votar!



sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

just to remember...

...11h of September

















ou já quase que passava despercebido?
e já agora, achando que vem a calhar, aproveito para pôr a questão acima...

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

domingo, 30 de Agosto de 2009

"Attitude...

...is a little thing that makes a big difference."
Winston Churchill

sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

doce amargo

"não sei se é doçura ou somente um rendição involuntária à consciência que o tempo passa e do pouco que temos para o gozar com o coração, repleta-lo de tristeza não nos faz mais contentes. esta doçura talvez não passe de uma forja cobarde que me ajuda à ilusão que podemos decidir ser felizes."

foi o que respondi hoje quando alguém me disse que eu era a pessoa mais doce que alguma vez tinha conhecido.

tenho dias, e nem todos são meus...

terça-feira, 21 de Julho de 2009

quarta-feira, 1 de Julho de 2009

quem não sabe quem é, não sabe o que diz

escuto palavras ditas da boca para fora. oiço-as atiradas ao ar, leves pesadas, rápidas paradas. palavras que nada me querem dizer e torno a ouvir sem conseguir entender. palavras expressas de uma alma tão parca que pouco ou nada se vê. porquê? palavras usadas num jogo demente que partiu dum desígnio que já nasceu doente. palavras de verdades fingidas, presas em soltos ecos de onde não encontram saídas. perdidas, como a natureza de quem as diz. brotadas de um rasgo sem qualquer raiz. já poucos há aqueles que se sabem quem são. que não usam as palavras do pé para a mão. que não se levam a sério, nem para onde vão. que se querem ver livres desta alucinação.

que vivem no silencio de quem não usa a palavra para se fazer passar por quem não sabe que é.

sexta-feira, 19 de Junho de 2009

sou-te, és-me

toc...toc...
- quem é?
- sou eu!
- eu quem...?
- eu tu!
- mas eu não sei quem sou...
- então não sou ninguém.
- se não és ninguém como te oiço bater?
- porque se calhar és alguém...
- serei...? mas se for, já aqui estou...
- podes ser o aqui e o ali e ainda onde vais estar. és para onde fores, e ai não há lugar...
- então sou-me a mim e sou-te a ti, seja aqui ou vá para ali?
- somos nós e somos mais. somos tudo, somos todos e não somos nada iguais.
- mas disseram-me que devia ser só um!
- e és. um conjunto de ti próprio...
- então posso ser quem me aparece, ser aqui e ser-te a ti e a quem mais me apetece?
- não podes, és. se te achas que não, padeces de uma pobre ilusão pura que nem sempre se cura.
- só imagino que não estou?
- sim. imaginas. tu na verdade és.
- ah! então sou o isto, o aquilo e ainda o que não sei que sou. sou o agora, o depois e aquilo que já passou?
- sim!
- e mudo de sitio porquê..?
- para poderes descobrir que te podes libertar.
- livrar de quê?
- daquilo que esperam que estejas, aprisionado a um só lugar na desilusão feita de te enganar.
- então faz-me um favor, não fiques à porta, deixa-me entrar. quero ser feliz, quero-te ser meu, deixa-me ser tu, ajuda-me a ser eu!

segunda-feira, 15 de Junho de 2009

foi o que é

conta-me como foi o que já não é. sentido invertido sem ponta de fé. fala comigo, diz-me outra vez, uma por uma, foram mil vezes dez. palavras reescritas, de ponto sem nó, dispersas no acaso como partículas de pó. malandras, malditas, pousaram-se no pé, sujaram-me a alma sem saber o porquê. de um lado para o outro sacudia-as daqui. digo-te que não. disseste que sim. conta e reconta e mais outra vez, conta-me como foi o que já não é. destino caminho de palavras a ré, saem-te ariscas, teimosas até, elas que ditas, não contam o que é.

sábado, 13 de Junho de 2009

Sparkle Mim até ao Fim


o "Diário da Nossa Paixão" é o que eu quero ser um dia.
quando o meu Amor for grande.

quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Festival Silêncio. Em torno da Palavra Dita.


Leitura, Musica, Vídeo. Uma partilha de artes oferecida por artistas conceituados Portugueses, Franceses e Alemães para a qual foram escolhidos espaços a condizer cm esta iniciativa que se promete, no mínimo, culturalmente interessante. Para fazer download da programação ou saber mais informações, clicar aqui!

quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Infinito para sempre

Por vezes as coisas escapam-se-nos. Dos pés, das mãos, da vida.

Vão-se sem necessariamente que as deixemos ir. Vão por ir, sem que voltem. Movimento este que nos costuma deixar em pensamento recordante, à procura de não esquecer. Formas, traços, risos e sorrisos. Lágrimas e abraços. Olhares. Pratos quentes e bebidas frias. Férias, a infância. Musicas de Natal. O crescer e a família. O toque, o cheiro e a melodia de cada voz. Nós próprios enquanto um todo. Quando se pensa, recorda-se tudo, ou quase tudo porque há sempre o muito que já foi esquecido.

O importante fica, na mesma forma. Inalterável é a emoção do que se sente mesmo que o objecto já não seja presente.


E há coisas que duram para sempre não há?

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Ponto de Vista daqui do Lado


«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»

Jordi Joan, La Vanguardia

cEgo lEgo

Sempre em desconstrução, alimenta a ilusão, faz mal à consciência e embai a existência. Peça a peça, arquitecta uma aparência sem qualquer consideração.

(inacabado)

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

presente sempre pretérito

E o mundo gira, e o tempo passa, e eu fico aqui onde nunca estou sem esperar por nada, e deixo-me ir. Leva-me o vento quente para onde, não sei. E deixo-me ir. Sinto-me tudo por onde passo e nunca fico. E não sinto nada. Sinto-me diferente. Sinto que não sei. Sinto-me eu. Sinto-me bem.

segunda-feira, 20 de Abril de 2009

EREMITÉRIO

mais nada se move em cima do papel
nenhum olho de tinta iridescente pressagia
o destino deste corpo

os dedos cintilam no húmus da terra
e eu
indiferente à sonolência da língua
ouço o eco do amor há muito soterrado

encosto a cabeça na luz e tudo esqueço
no interior dessa ânfora alucinada

desço com a lentidão ruiva das feras
ao nervo onde a boca procura o sul
e os lugares dantes povoados
ah meu amigo
demoraste tanto a voltar dessa viagem

o mar subiu ao degrau das manhãs idosas
inundou o corpo quebrado pela serena desilusão

assim me habituei a morrer sem ti
com uma esferográfica cravada no coração

Al Berto

quarta-feira, 1 de Abril de 2009

"don't fight for slavery, fight for liberty"



Onde estás tu, ó essência, para poder votar em quem faz de ti, as suas acções?

sábado, 28 de Março de 2009

Eu cá, ia.


Não fosse encontrar-me em pleno Alentejo, estaria neste preciso instante a ligar para o numero 21 817 08 28 para confirmar a minha presença na estreia do "African Screens" - Novos Cinemas de África, a decorrer de 27 de Março a 17 de Maio, no cinema S. Jorge em Lisboa. Infelizmente perco este fim-de-semana de ofertas cinematográficas interessantes mas felizmente posso redimir-me para o próximo!

E não é que...

...tive uma visita do Arménio Marques França em pessoa, o fundador do movimento "minha-pátria-amada" . Assunto comentado uns quantos posts abaixo, no passado dia 3 de Fevereiro. Arménio, tenho que admitir, tens muito "fair play". Obrigada pela tua visita!

sábado, 14 de Março de 2009

não sou uma rosa assim tão importante

há pessoas sem vida própria que vivem obcecadas pela dos outros.

que INCOMODATIVO!!!

"why do some people think the sun will only shine in others life and forget that they also can have a sun AND a life of their own...?"

sexta-feira, 13 de Março de 2009

eu, tu, nós, Alice


"Nesta direcção", disse o Gato, girando a pata direita, "mora um Chapeleiro. E nesta direcção", apontando com a pata esquerda, "mora uma Lebre de Março. Visite quem você quiser quiser, são ambos loucos."

"Mais eu não ando com loucos", observou Alice.

"Oh, você não tem como evitar", disse o Gato, "somos todos loucos por aqui. Eu sou louco. Você é louca".

"Como é que você sabe que eu sou louca?", disse Alice.

"Você deve ser", disse o Gato, "Senão não teria vindo para cá."

Alice no Pais das Maravilhas

segunda-feira, 9 de Março de 2009

dia da mulher

Ao fim ao cabo, é um dia como outro qualquer.
Por aqui e por ali, todos os dias existem coisas bem mais
importan
tes a serem lembradas para que nunca sejam
esquecidas. A fome, é só uma delas.


terça-feira, 3 de Março de 2009

às vezes penso...

...que deve ser impossível gostar de alguém mais do que te aceito a ti.
o Amor não é assim qualquer coisa mais ou menos?

quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Ainda acerca das minhas preocupações...

Será caso para chamar o "super Sá Fernandes", o novo herói insurgido no combate aos mascarados?

Brevemente "Che" Nois


Numa altura em que já não se acredita na tranquilidade da ordem vigente, há quem acredite que comece a haver lugar para os grandes ideais. Ai vem ele talvez, ou não, em tom de inspiração. Chegada aos cinemas prevista para 19 de Março.

E por falar em preocupações...



...desde o escândalo generalizado por causa da famosa capa sem roupa interior, que o tema "Freeport" deixou de estar na "blogobaila". Mais um eterno pendente a juntar aos demais que teimam em não se esclarecer? Não é estar a abusar da nossa estupidez? Ficamos-nos, é isso?

segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Expliquem-me...

Se temos quase tudo, o que é que nos pode fazer assim tanta falta para não nos conseguirmos sentir felizes?

"We think too much and feel too little.
Charlie Chaplin "

Hã...?

quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Arménio Marques França- Take 1



Não sei se repararam, mas o Arménio tem um tique nervoso nas sobrancelhas...

Arménio Marques França- Take 2



contei 3.589.098.463 vezes, "eu quero", mas se calhar foram 3.589.098.464
tou na dúvida...

quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Palavras Escritas

Belas, elas
As palavras
Escritas ou faladas
Complexas ou singelas
Ondeiam enfeitiçadas
Leio e oiço nelas
Sentenças encantadas
...

Belos, eles

Ensejos guardados
Vividos perdidos
Em traços incertos
Somente sentidos
Contos encantados
Para sempre escritos

by me...

sábado, 17 de Janeiro de 2009

If I was a Stair

I would be this one.



















Up or Down
Never Around

terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

domingo, 11 de Janeiro de 2009

Egoségo

"Mais vale ter tudo que não ter nada"
Pronto e agora, já sou uma verdadeira capitalista?
Não...Não sou...
"Quem tudo quer, tudo perde!"
Ah, agora sou!

quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

The bright side

" A única vantagem de termos pessoas estúpidas à nossa volta, é a de nos podermos sentir um pouco menos."

by me hoje depois de uma valente discussão com um ser de outro planeta mental

segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

To think about it

“.. almost everything – all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure - these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.”

-Steve Jobs

quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

I wish we all keep on Dreaming

Estive quase sem saber o que desejar neste contexto tão conturbado em que hoje vivemos de era digital e humanidade capital. Estes últimos dias reflecti sobre o que faria sentido não deixar de (vos) querer e fiquei-me por 3 desejos. Desejo Saúde, porque sem ela nada se goza, ultrapassa ou aprecia. Desejo Amor, com um A muito grande, e muito nas nossas vidas. E desejo que continuemos TODOS a Sonhar, porque é de sonhos que somos feitos.

FELIZ 2009 (e 10 e 11 e 12 e por ai em diante...)


terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Coisas de Avós Passadas



Meu anjinho que estais no céu,

Minha Luz, minha companhia,
Guiai a minha alma,
De noite e de dia

domingo, 28 de Dezembro de 2008

Quem acredita, pratica.

.
"Deixe o mundo mudar você e você poderá mudar o mundo"
Che Guevara
.

terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Vazio

O vazio é um tudo cheio de nada. É uma ilusão enganada que começa acabada. É um espaço livre que se pode encher com tudo aquilo que nos apetecer. Dêem-me um vazio para eu poder viver.

domingo, 14 de Dezembro de 2008

segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Distancia Calada

O silencio também serve de resposta. Muda. O silêncio é a distancia da ignorância contaminada pela especulação, presa à expectativa de poder ser quebrada por um qualquer pronuncio sonoro de aproximação. É um vazio com eco de perguntas sem resposta que se diluem no fundo do tempo até deixarem de se ouvir. O silêncio é frio como uma manhã gelada de uma boca calada. E no silêncio me fico. Não me apetece dizer mais nada.

quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Ao meu querido Mr. T.

Passei agora no teu blogue, onde não nos deixas fazer comentários. Todo ele és tu e aquilo que te conheço. Vi o post de dia 22 e perguntei-me o porquê. Lembrei-me das nossas longas conversas até às tantas da manhã e dos chazinhos ao final da tarde com vista sobre Lisboa. Agora apetecia-me falar contigo. Porcaria de coisas que não precisamos para nada e nos tiram tanto tempo. Nesta verdade feita de mentiras relativas, a única certeza está no que nos é permitido sentir. E eu senti, saudades tuas, muitas.

Beijo, deste mau feitio tão parecido com o teu.

b

quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

"Se"

.
Se tanto me dói que as coisas passem

É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem.

Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Richard Dorfmeister no Casino do Estoril


LOL!!!

Para os que me conhecem, podem gozar à vontade, de resto é mesmo verdade, Sábado, dia 29 de Novembro, o salão Preto e Prata do casino do Estoril vai transforma-se numa glamourosa pista de dança.

(blOOmproject em parceria com Stess Less)

domingo, 9 de Novembro de 2008

e o teu sapo não é o meu

Não não é. Cada um interpreta a, ou as, coisa(s) à sua maneira Afina de contas, alguém me consegue explicar para que é que serve a porcaria do dicionário? No sentido prático. Teorias, dispensam-se.

sábado, 25 de Outubro de 2008

9 am

waiting for Maria...


...for a walk in our bikes

segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Av. Do Brasil, N 53

Sexta-feira que passou tive que ir a Lisboa para uma reunião. Se o destino é um dos que foge às minhas rotas habituais, acontece-me sempre a mesma coisa, perco-me. E claro, para não fugir à regra, perdi-me. Tinha saído atrasada da reunião anterior e quanto finalmente cheguei, já tinha passado uma hora da prevista para a chegada. Deixei o carro estacionado à “papo-seco” em cima do passeio enquanto o meu anfitrião me dava pelo telemóvel, as indicações quanto à direcção a tomar dentro do recinto. Enquanto falávamos, contemplei toda aquela área e apercebi-me que nunca tinha realizado em como era tão grande. Havia dois portões de entrada e entrei pelo primeiro que dava à escola de enfermagem. Tínhamos combinado que me apanhava num pavilhão mais acima e fui andando apressadamente enquanto ia olhando á minha volta. Vi imensa gente, maioritariamente estudantes. Os pavilhões nem os consegui contar, eram muitos, todos eles de traça igual, própria da época do Estado Novo. Eram todos da mesma cor, cor-de-rosa velho, altos e imponentes. Lá dentro podia circular-se de carro pelas vias alcatroadas e os largos passeios eram todos ladeados por árvores, o que me permitiu o passeio à sombra. A sensação que tive foi de estar num espaço agradável, verde, amplo e sossegado. O ar que ali se respirava não cheirava a cidade. Chegada finalmente ao ponto de encontro, entrei para dentro do alfa-romeu que apareceu quase ao mesmo tempo e seguimos para outra zona de pavilhões onde estacionámos mesmo à frente de um, idêntico a todos os outros. Enquanto íamos entrando, explicou-me que haviam três pavilhões destinados à área da cultura mas àquela hora, só aquele é que estava aberto. Subimos uns pequenos degraus e passada a porta da entrada, cumprimentámos um senhor que estava sentado num amplo átrio atrás de um balcão. Eram evidentes os anos passados por aquelas paredes já sem tinta e o chão agora em cimento que íamos pisando. O meu interlocutor ia-me pondo a par dos trabalhos ali expostos assim como das mais variadas funcionalidades do espaço. Tudo ali sugeria serenidade em forma de Arte. Os inúmeros compartimentos outrora usados para tratar, serviam agora de poiso às diversas formas de expressão artística sobre um único tema. Apesar da evidente recuperação do local, este foi deixado sob a estrutura pura de um tosco harmonioso. Nada era novo, para além da tinta em algumas das paredes que não tinha por objectivo anular o tempo passado. Vista a exposição, dirigimos-nos à outra ala ainda por recuperar. Parámos numa sala onde quase não havia chão e as paredes tinham várias manchas de humidade. Tinha a forma da proa de um barco e na ponta existia a única janela que tinha uma bonita vista de verde, aproada para a copa das árvores. Era linda aquela sala. Acabámos lá a nossa conversa, agradável, tanto quanto o espaço que me deixou com uma única vontade, a de lá voltar.

Com um agradecimento muito especial ao anfitrião, Sandro Resende, Pintor e Director Cultural do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa que gentilmente me proporcionou tão interessante visita.

Para quem não saiba como lá chegar, aqui deixo as indicações, Av. Do Brasil, N 53, Hospital Júlio de Matos. A programação é anual pelo que podem visitar-se as mais variadas exposições de artistas mais, ou menos conceituados.

o blogue: http://pavilhao28.blogspot.com/

quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

O diário de Anica Bouquet

Anica perguntou-se sobre quem seria aquela estranha. Pareciam-lhe irreais aqueles episódios lembrados numa história perdida de quem nunca se encontrou. Inclinou-se numa tentativa de reconhecimento daquele rosto, cujo olhar familiar a fixava intensamente. Olhos que lhe falavam sem que tivesse pedido. Aquela sensação estava a começar a incomoda-la. Procurou as semelhanças do que há muito teria reconhecido. Não, pensou, não podia ser, aquela não era ela. Era só uma representação retratada no espelho da imaginação. Ela jamais se deixaria levar por enganos escondidos em promessas feitas de sentenças vãs. Desviou o olhar e saiu da frente do espelho em que tinha estado a observar aquela imagem onde não se reconhecia. Onde não se queria reconhecer. Foi até à janela e deixou-se guiar pela candura da paisagem em direcção à perspectiva. Viu toda a espécie de caminhos, entradas e saídas, cruzamentos e encruzilhadas. Caminhos sem saída em que é preciso voltar atrás. Viu o movimento do ir e do voltar. Viu as infinitas hipóteses do mudar de direcção, do começar. Ao virar-se, observou o reflexo no vidro da janela. Sim, pensou, agora já se parecia ela .

domingo, 5 de Outubro de 2008

os delírios da senhorita Palin

Obama cúmplice de terroristas?

Será que confundiu...
....Obama...
...com....

...Osama...?
Sei...dá para enganar...deve ser da cor do fundo.
E são estas, as coisas interessantes que a candidata republicana à vice-presidência dos Estados Unidos da América tem para dizer ao povo americano e a nós outros que lemos os jornais e ouvimos as noticias.

Acho que vou de seguida escrever-lhe uma carta a perguntar o que é que ela entende por terroristas. Tenho a certeza que terei direito a uma resposta esclarecedora!

(Como é que eu nunca tinha pensado nisto antes?
)

Resta-me agradecer à senhorita Palin, sem políticos como ela, a arte de governar jamais seria a anedota que é. Sendo que a táctica é ineficaz, pelo menos temos a vantagem de nos fazer rir, mesmo que o façamos para não chorar. Entretanto pelo meio havia uma campanha qualquer, ouvi dizer...?

sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

Up in the Sky

I’m just like Lucy,
Up in the sky
Feeling the lightness
Of an enchanted fly

Guided by brightness
Mirrored on those brave seas
Winds full of happiness
Gust sweet fantasies

Up in the sky
In pure harmony
I felt how perfect
A moment can be

by me...

quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

American..Tie

Evolution of the American Dream

(IOL Diário Portugal)

And The Worldwide Consuming Life Style

quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Inevitávelmente Evitável

Hoje recebi a sugestão para reflectir acerca do tema, a causalidade da perda. Ora bem, vamos cá analisar esta questão a começar pela definição do termo:

“Na física, a causalidade é a detecção da origem do fenómeno físico, mor das vezes pela aplicação da terceira das leis de Newton segundo a qual a toda acção, corresponde uma reacção de igual intensidade e em sentido contrário.” (wikipédia)

Espiritualizando um bocado o contexto, incluo aqui a definição de Karma:

"Este termo, na física, é equivalente a lei: "Para toda acção existe uma reacção de força equivalente em sentido contrário". Neste caso, para toda acção tomada pelo Homem ele pode esperar uma reacção. Se praticou o mal então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou o bem então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado.” (wikipédia)

Resumindo e concluindo, o que Vai inevitavelmente Vem?

Há quem acredite que sim. Eu não tenho essa certeza. Acredito que existem coisas que quando se vão, não voltam. Por isso, quando não quero que algo se vá, faço tudo por não o deixar ir enquanto ainda o tenho. Umas vezes dá resultado, outras nem por isso. Mas com um certeza me fico, tentei.

Quanto à forma como as coisas vão, vêm, ficam, voltam ou são, aproveito para me auto-citar numa frase que costumo repetir vezes sem conta à minha filha, " se queremos que nos tratem bem, devemos tratar os outros assim também". E com esta me fui...

terça-feira, 23 de Setembro de 2008

b We

Não sou uma pessoa. Sou uma simples coisa que vive no mundo dos objectos. Uso e deixo-me usar. É um sonho. Não, um pesadelo. Às vezes acordo gente. Sinto-me e aos outros. Rio e sorrio, dou e recebo. Cresço e envelheço. O que conta é o Amor. Companhia e amizade. Nós e os outros. Todos. Humano. Humanizar. Acreditar. Ser sem querer parecer. Natureza. Família e Amigos. Pureza. Harmonia. Evolução. Sonho mau. Vazio cheio de nada. Querer. Ter. Superficial. Mais. Ego. Satisfação. Aparência. Confusão. Prazer. Ponto de interrogação.

Vivo num mundo só onde é mau envelhecer. As marcas são feias do tempo passar. Tudo é permitido desde que não seja sabido. Onde tudo se quer e pouco se dá. Onde muitos procuram ser o que não são. Ilusão, desilusão. Contradição. Pessoas que não sabem no que acreditar neste mundo dos porquês. Gente. Somos gente. Cara, nariz, boca, olhos mas também coração. Usem-no. Imperfeitos como somos talvez um dia ainda desapareça. Novos corpos evoluídos, sem emoções nos sentidos.

“Think global, act local”, existe sempre alguém que está mesmo ao nosso lado. Cadeia alimentar de sentimentos. Karma, Darma. Verdade ou consequência. Palavras soltas, ideias loucas. Pessoas poucas, ou talvez não. Afinal de contas, posso nem ter razão. O Mundo é grande e eu, muito pequena.

Aceitam-se respostas...

E quando deixamos de ser aquilo em que acreditamos, passamos a ser o QUÊ?

sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

bday

.
Acabei de ler o presente mais bonito do MUNDO
e dizia
"Amo-te"

love U too
forever and ever and ever
b
.

segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Lua minha...

Vi palavras na Lua, que de mim ela tirou. Revi no reflexo em que sou sua, o brilho que me enfeitiçou. Eco, directo, ego. Instinto fascinador. Escrita de luar errante que chama para onde vou. Li que podia ser Tua, mas Lua minha, eu de ninguém Sou.

sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Beco sem saída

Verde beco sem saída com vista para o mar. Caminhos de terra sem vontade para o voltar. Leve brisa de fim de tarde que se sente ao parar. Cheiros sentidos, toques fundidos , olhares celebrados em rasgos de sol. O mundo que se esquece enquanto entardece . Perfeita linguagem sentida. Momento comungado, infinitamente inacabado. Verde. Ar. Mar. Céu.

sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

can't stop listening to it!

...dedicada a quem me deu a conhecer...



with a B kiss from babi bi jing
xxx

quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Frases de quem já não as diz

"Sabes o que é que o meu avô me dizia?", perguntou-me ele às duas da manhã, de copo na mão e encostado ao balcão com o seu ar tranquilo. Fiz um aceno negativo com a cabeça e esperei que continuasse." Neto, sabes o que levas desta vida?". Balançou os olhos sorridentes nos meus com ar de quem espera. "A nós próprios?", arrisquei eu.

" A vida que levámos", era o que o avô lhe costumava responder.


E eu, eu não digo mais nada. Não há mais nada para dizer.

quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Hollidays @ S.Bento


Estou aqui e só regresso para a semana!

Será...?

Será que ... existe um vazio cheio de nada, livre de tudo e isento de mim?
.

quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

resposta continuada

"Através do meu coração passou um barco,
Que não pára de seguir sem ti o seu caminho"
(SMB)


Através do meu coração passaste tu,
E sem ti espera-me um futuro que não adivinho

Através de ti, sinto-me a mim,
Longa demora sem vista de fim

Palavras que brilham no espaço distante,
Ouvidas num sonho de voz sussurrante

Barco que vem, sem saber onde vai,
Envolvente travessia que na agua se esvai.
(me)

quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

conversa de botão

“pensamento, estou indeciso”, disse-lhe o botão, “quanto mais me dizes, menos claro fico”.

“mas botão”, respondeu-lhe o pensamento, “eu quando falo contigo, não estou à espera que fiques a pensar, afinal de contas és só um botão e eu, sou o tudo. sou o tudo e sou o nada, sou o vazio cheio de muito e com espaço para mais. sou o que sou até deixar do o ser porque estou sempre a mudar, permeável às experiências do engano na procura da verdade. vou e venho e torno a voltar até desaparecer na hipótese de nunca me conseguir esquecer”.

“mas pensamento, ai é que acho que estás enganado. eu não sou só um botão, sou aquele que te vê, que te ouve e que faz com que esta prosa possa existir. encostas-te a mim e sou eu que te empurro numa outra direcção, sou a origem do movimento a que chamas de reflexão. sem mim pensamento, serias uma ideia diluída nela própria sem o poder da transformação.

e é por isso que me confundes pensamento, depois de tantas coisas em que já te tornaste, pela multiplicidade que já experimentaste, espanta-me apurar que ainda não tenhas entendido que a tua existência não passa de uma ilusão criada pelo involuntário da imagem de quem te lê.

ao que parece, pensamento, dependemos de mais alguém para podermos deixar de ser ninguém”.

segunda-feira, 21 de Julho de 2008

sentido invertido

Há dias difíceis que podiam ter sido tão fáceis.

sábado, 19 de Julho de 2008

Ataque palavreado

Confesso viver num planeta diferente de muitos daqueles que me rodeiam, assim como vivo no mesmo mundo de outros tantos com quem partilho sobretudo, entendimento. Sempre que me confronto com ideologias fundamentadas vindas de seres habitantes dos outros planetas com quem tenho enormes dificuldades em conseguir dialogar, sinto-me totalmente incapacitada e completamente ineficaz perante as tentativas falhadas e frustradas de comunicação. Episódios estes que emergem sobre as mais diversas formas, sejam elas conversas faladas, ou mesmo os monólogos escritos, como os e-mails ou as vulgares e corriqueiras mensagens telefónicas.

Hoje por exemplo, logo no começo do dia, recebi um sms com uma forma de linguagem que não entendi e vinda de um ser de outro planeta, só podia ser. Li, reli e voltei a ler as palavras no ecrã do telemóvel, sem conseguir chegar ao apuramento do sentido daquilo que poderia ter dado origem àquela lógica sem nexo algum. Pus em acção o meu leigo conhecimento sobre a linguagem dos outros planetas e liguei de volta, sim, liguei, na tentativa de compreensão, é suposto os monólogos escritos de vez a vez, serem mais demorados e causarem o risco de tendinites! Mas mais uma vez percebi que ainda tenho muito que aprender sobre formas de linguagem que me são estranhas. Nivel -1, ainda não sou como os seres avançados que ao meio-dia ainda as andam a apanhar do ar, resta saberem eles o que andam a tentar apanhar, gambuzinos com certeza, vindos lá daquele mundo, do dito imaginário.

E é assim, cada um como cada qual e eu, sou básica, muito básica, a maçã é só uma simples maça que quanto muito serve para se comer e o caroço para tentar plantar uma macieira que dê novos frutos, já que os outros deixaram de existir. Alguém andou refastelado à sombra da macieira a comer as maçãs todas, ora bem se depois, não sobrou nenhuma.

What´s a girl to do?

Ia, eu, ia eu,
Contente trabalhar
Quando recebo um sms
Que me fez parar

Impávida e serena
Pensei eu cá p’ros meus botões
“Mas o que é esta cena ?”
Fui atacada por ... falsas conclusões!


E assim quase que começou o meu dia. Quase. Afinal de contas era quase meio-dia.

domingo, 13 de Julho de 2008

passado presente, gravado no céu

Lembro-me de um dia,
Ter acreditado no infinito.
No presente para sempre.
Num amor que é bonito.

Lembro-me de um dia
Ter olhado mais alem
Sem a razão ou fantasia,
De uma alma sem ninguém.

Lembro-me de um dia
Em que o nada não existia
Onde nas pequenas coisas
O tudo prevalecia

Lembro-me de um dia
Em que a noite era o dia
E ontem era o hoje
Pois o tempo não existia

Lembro-me todos os dias
Que as palavras escritas
Lidas em voz alta
Gravam-se no espaço
E tornam-se infinitas.

segunda-feira, 23 de Junho de 2008

(ainda sem)

Palavras ao vento
Estórias de enfeitiçar
Sorrisos do tempo
Em que ir era voltar

Leves dizeres
Doces agitações
Infinitos prazeres
Felizes divagações

Contos relidos
Olhares a dois
Instantes perdidos
No tempo que foi

segunda-feira, 16 de Junho de 2008

Com preto jamais me ...comprometo!

E andamos quase todos assim. Junho tem vindo a revelar-se o mês das separações. A meio do mês e já vamos no quarto casal desfeito. Tenho vindo a constatar a cada vez menor disposição para o compromisso. As relações passaram a ser descomprometidas, isto quando chegam ao ponto de existir. Tudo serve desde que não seja obrigatório os votos profundos de seja o que for que obrigue à partilha do espaço total ou parcial.

Esta é pelos vistos uma nova formatação, a do ”easy comes, easy goes”, resta saber se veio para ficar como a comida que se tornou “fast”.

Se é certo ou errado não faço a mínima ideia pelo que os processos de desenvolvimento surgem em consequências de factores como a busca da felicidade, da paz e da harmonia, poderá isto querer dizer que o ser o humano os tem vindo a encontrar na forma do singular, o plural passa a ser ocasional, constante na relação de quem tem filhos, com os filhos, claro está!

Cá para mim, acho que existem várias formas de se ser feliz, observo uma tendência crescente mas não uso classifica-la de negativa ou positiva. Como dizia uma das únicas duas sobreviventes casadas do nosso grande grupo da altura de adolescentes ainda uma destas tarde à beira da piscina, “a verdade é que todas as pessoas que eu vejo que se separaram, estão bem...” .

Eu cá não acho nada, a não ser que todos temos direito a tentarmos ser felizes.
Certo?