segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

A Felicidade, essa que se perde na confusão.

Cada vez mais me cruzo com pessoas que andam à procura da felicidade e que numa íntima angustia ou frustração, sentem que não sabem bem como a encontrar.

Não há regra para pertencer ao grupo dos queixosos, de uma forma geral são mais os que se queixam do que os que acham que vivem felizes. E de uma forma geral, todos acham que esta condição está intrinsecamente ligada à falta daquilo que não têm e que acham que precisam de ter.

É no TER onde de alguma forma, se procura a felicidade nos dias de hoje.

A meu ver, a busca da felicidade tornou-se numa espécie de prática de consumo. O único senão e que ao que parece, toda a gente se esquece, é que a felicidade não está à venda nos supermercados, numa imobiliária, ou muito menos, numa garrafa de coca-cola.

A felicidade para ser comprada tem que ser substituída pelo prazer, afinal de contas até que pode ser bastante fácil confundi-las. Se conseguirmos comprar ou conquistar sucessivos momentos de puro prazer, então quase que se poderia dizer que o estado seria semelhante ao da felicidade. Mas seria isso mesmo, semelhante, jamais o prazer pode ser confundido com a felicidade. A felicidade, está no interior enquanto que o prazer, se encontra no exterior.

Pondero que toda esta confusão terá de alguma forma a haver com as influências da política de consumo desmedido em que estamos inseridos e sujeitos. Perderam-se os valores da família e das causas humanas, vale tudo até mesmo quase arrancar corações. Vale não pensar nos outros e também não pensarmos em nós. Os sentimentos a ponderar devem ser sobretudo os dos nossos desejos e salve-se quem puder!

O mundo em geral está numa grande confusão, quem é que o pode negar? Quando as pessoas deixam de olhar umas para as outras como semelhantes ou iguais, tudo se transforma num grande conceito individualista que de humano pouco tem.

A felicidade passa sempre pela condição humana, pelos sentimentos, pelo amor, pela aceitação e por sabermos dar valor essencialmente às pessoas que nos rodeiam e que gostam de nós. Seja lá qual for o caminho, esse terá sempre a haver connosco e com a nossa relação com aquilo que nos rodeia, principalmente as pessoas.

Afinal de contas o que é que nos aconteceu para chegarmos ao ponto de querermos vender ou comprar felicidade aos golos?

Infelizmente não tenho remédio para estas coisas todas mas talvez praticar o pensamento quanto aos outros como se de nós próprios se tratasse, ajudasse a começar alguma coisa. Acredito sinceramente que é da consciência que nasce a mudança, e acredito mais ainda que é possível mudar. Quando…talvez hoje se assim o desejarmos. Enquanto há vida…há esperança!

E quanto à felicidade, essa meus caros, anda sempre por ai, quem não a quiser confundir com outra coisa qualquer ainda se arrisca a encontra-la…!

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