sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Sentidos



Há já alguns bons pares de anos que me rendi ao facto de quem nem sempre tudo tem obrigatoriamente que fazer sentido. Ás vezes, é no poder do deleite, do sabor, do gosto, do cheiro ou da cor onde encontramos o sentido a algumas coisas com que nos cruzamos ou se cruzam connosco. A capacidade expressiva de uma imagem ou mesmo a representativa das palavras, talvez até de palavras como estas que podem ser lidas num sussurro para que depois as leve o vento. Com ou sem sentido os momentos vivem-se efémeros de plena sumptuosidade. Momentos que vêm, momentos que vão e, alguns deles, vivem para sempre como a infinita melodia de uma bela canção que nunca mais se esquece.
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Dá-se o que se recebe,
Recebe-se o que se dá…será?
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Seja como for, prefiro pensar que existem sentimentos, mesmo que sem sentido, duram para sempre. Não sei o porquê mas acredito no infinito.

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