sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Hoje, quinta-feira, no café.

Sentada à mesa do café, dei por mim a observar a leveza descomprometida na postura daquele homem que acabava de conhecer. Desde o sorriso, à forma como me olhava, a mim e às outras pessoas. Não foi preciso muito para perceber que era um excelente comunicador, conhecia todas as pessoas que ali estavam ou por ali passavam, cumprimentou-as todas exactamente do mesmo jeito, com um sorriso aberto, e com palavras para além de um cumprimento, “adoro conhecer pessoas”, disse, “adoro poder saber de que forma pensam…”, achei engraçadas as palavras pois podiam perfeitamente ter sido minhas e não dele, quantas vezes já não repeti eu o mesmo, pensei.

Conhecia já a amiga com quem me tinha ido encontrar, contou-me ela que se tinham conhecido por ali. Ficámos na conversa os três, eu ouvi mais do que falei, estava fascinada, confesso, e também curiosa.

Um homem bonito, com um charme próprio de quem não está para se preocupar com coisas que não interessam para nada. Pela conversa, conclui que devia ser a pessoa que conhecia mais gente que eu alguma vez conheci na vida, acho que não estou enganada, incrível, os pais, os filhos, os netos, sabia os nomes todos e os porquês. Mas não foi isso o que me deixou magnetizada, o que me deixou tão absorvida por aquele homem foi o desprendimento ao preconceito, a imensidão da sua liberdade, a graciosidade do trato e a sua vivacidade. E sim, inteligente.

Ficámos ali os três, talvez uma hora, a conversar de forma leve sobre os outros e de certa forma directa e por vezes indirecta, sobre aquilo que somos na realidade. Falámos do bom que seria um mundo sem preconceitos, onde as pessoas não tivessem medo de falar umas com as outras. Um mundo sem “ninguéns” ou alguéns”, onde alguns se acham melhores que outros.

Enfim, postos os preconceitos e as vergonhas de lado, podemos conseguir conhecer pessoas que valem a pena por o muito que nos ensinam de uma forma tão inesperada e em tão pouco tempo.

Mais curioso ainda foi horas mais tarde chegarmos à conclusão que somos uma espécie de primos afastados, e esta hein?

2 comentários:

Sorrisos em Alta disse...

E é tão raro conhecermos pessoas interessantes...

b disse...

Raro não, rarisssssssssimo...:o)