domingo, 30 de março de 2008

Identidade

Permanece na profundeza dos meus pensamentos uma dúvida que não me deixa por vezes descansar. Corrói-me a serenidade num suspiro de fátua ansiedade que por ali se fica. Cansa-me. Luto na tentativa resposta e quando embaída, penso que a derrotei, ela não se dá por vencida. Renasce e sempre outra vez. Acorda quando julgo que está a dormir. Oiço-a num murmúrio ao ouvido como um trejeito de ternura de quem regressa para o pé do pretendido. Atormenta-me a pergunta que nunca chega a ter resposta, sem saber se algum dia a terei.

Quem sou eu, afinal quem eu sou?

Impermanente, é o que somos todos nós. Pontos de interrogação por vezes alternados por estados de exclamaçao.
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...dedicado ao João...

2 comentários:

bono_poetry disse...

ola...

...sao os domingos de alma...
...em que os espacos nos apertam
os espiritos assolam e a vontade e inerte...sao as impressoes deixadas...nao de polegar...nem de olhar...aquelas que tatuadas no corpo nao moem como as do peito!!!inverossimel coragem...so aparece nos momentos faceis...pois e dificil fazer o facil...facil facil e fazer o dificil...
...foi bom reler-te de novo...gostei!!!boa dedicatoria!

b disse...

Esta posta foi uma resposta à pessoa a quem o dediquei que me pôs a pensar nestas coisas que gosto de escrever por aqui e que nos fazem a todos pensar. Ainda bem que gostaste! Agora que resolvi finalmente a questão da net, cá voltarei com amis ferquência, claro!