segunda-feira, 16 de junho de 2008

Com preto jamais me ...comprometo!

E andamos quase todos assim. Junho tem vindo a revelar-se o mês das separações. A meio do mês e já vamos no quarto casal desfeito. Tenho vindo a constatar a cada vez menor disposição para o compromisso. As relações passaram a ser descomprometidas, isto quando chegam ao ponto de existir. Tudo serve desde que não seja obrigatório os votos profundos de seja o que for que obrigue à partilha do espaço total ou parcial.

Esta é pelos vistos uma nova formatação, a do ”easy comes, easy goes”, resta saber se veio para ficar como a comida que se tornou “fast”.

Se é certo ou errado não faço a mínima ideia pelo que os processos de desenvolvimento surgem em consequências de factores como a busca da felicidade, da paz e da harmonia, poderá isto querer dizer que o ser o humano os tem vindo a encontrar na forma do singular, o plural passa a ser ocasional, constante na relação de quem tem filhos, com os filhos, claro está!

Cá para mim, acho que existem várias formas de se ser feliz, observo uma tendência crescente mas não uso classifica-la de negativa ou positiva. Como dizia uma das únicas duas sobreviventes casadas do nosso grande grupo da altura de adolescentes ainda uma destas tarde à beira da piscina, “a verdade é que todas as pessoas que eu vejo que se separaram, estão bem...” .

Eu cá não acho nada, a não ser que todos temos direito a tentarmos ser felizes.
Certo?

14 comentários:

johnnybgood disse...

Também não avalio o facto.
Dantes havia tantos casamentos que ficavam só porque o divórcio não era permitido. Tantas relações que já nada tinham mas que se arrastavam.
Tenho sérias dúvidas se os seres humanos são monogâmicos. Preocupam-me os filhos que muitas vezes acabam por ficar perdidos no meio dessas relações efémeras, mas também sei que muitos crescem saudáveis em famílias monoparentais ou com novos "tios" e "tias". Sinais dos tempos? Muitas pessoas lutaram pela liberdade de relacionamentos na nossa sociedade, pelo amor livre, o mundo mudou, as pessoas mudaram, o futuro? a ver vamos

b disse...

Tens sérias dúvidas, eu já já começo a ter sérias certezas que muitos não...! Mas seria exagerada uma ideia global já que me incluo no 1º grupo, várias pessoas ao mesmo tempo parece-me sempre um bocado confuso, mesmo que sejam só duas...lololol!

O futuro...esse que ainda ai vem, em consequência dos previstos e dos imprevistos, há-de ser diferente, como sempre é essa a única constante.

Anónimo disse...

Liberdade vs compromisso, será?

Ontem, para mim a palavra compromisso, tinha uma carga pesada...por isso me encontro a redefini-la...Têm que viver juntas!!! (esta é a minha teimosia) é aqui que eu tenho que ser livre, (difícil) para dar "ar" e então "apanha-lo" em pleno voo para o acompanhar na viagem, nunca esquecendo que eu também estou a fazer a minha...

Boa Viagem ;-)

b disse...

Já eu toda a vida saboreei a palavra compromisso de forma agradável e positiva, talvez defeito de uma família numerosa onde cresci com a vantagem de desfrutar no dia-a-dia as inúmeras compensações do significado do partilhar, do confiar e da liberdade. Hoje em dia neste mundo dos corações da relatividade onde as identidades de expressão se alternam por vontades do momento, já não sou nada linear quanto à formula única.

Mas também prezo muito a liberdade, assim como acredito nos compromissos e no "para sempre". A viagem, essa, está a ser óptima!

Obrigada!

Brigitte disse...

Tentamos ser felizes da forma que cada um achar melhor, com ou sem companheiro, com ou sem filhos, o que importa é ser-mos felizes e não nos sentir-mos sós.
bjs

Nuno disse...

Olá! Eu tenho visto casais ( poucos ) a divorciarem-se e hoje estão casados ou juntos e são felizes, porque no segundo casamento tiveram filhos e estão sem dúvida mais felizes do que no primeiro casamento. Todos os casais que se separam ou divorciam merecem ser felizes. beijos e uma boa semana!

b disse...

É isso Brigitte, o que importa é sermos felizes, quanto ao facto de estarmos sós, isso já depende um bocado de cada um, acho eu, existe quem goste de se isolar, como também quem não consiga estar sozinho, não é?

Obrigada pelo comentário!
Beijinho
b

b disse...

Olá Nuno!
É verdade, eu também assisto ao mesmo fenómeno, no entanto não me refiro só a casais, observo que existem muitas pessoas ainda por casar ou ter filhos que também adoptam a postura descomprometida. Talvez uma novo formato sociológico este, quem sabe?

Mudam-se os valores e os conceitos, às vezes sem se entender muito bem o porquê, muda e muda e volta a mudar e nós às voltas com eles...:o)

Beijinho
Bom fim-de-semana para ti também!

Fidélio disse...

Tchhh... Eis o que me recorda uma velha - e longa - conversa de há dois anos atrás.
Lol.
Bjs,
Fidélio

b disse...

Fidélio!!!!!
Morro de saudades TUAS e das nossas conversas. Quando, mas QUANDO é que nos encontramos?

Beijo GRANDE
b

jaogando disse...

especialmente para quem tem filhos, ser feliz é um dever

b disse...

Discordo. É um prazer.
:o)

jaogando disse...

não faz mal.
qualquer dia faço te um desenho

b disse...

Acho que é mais..."contas-me um estória", pode ser em banda desenhada...:o).

eu percebi querido JJ...aproveitei para brincar.