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conta-me como foi o que já não é. sentido invertido sem ponta de fé. fala comigo, diz-me outra vez, uma por uma, foram mil vezes dez. palavras reescritas, de ponto sem nó, dispersas no acaso como partículas de pó. malandras, malditas, pousaram-se no pé, sujaram-me a alma sem saber o porquê. de um lado para o outro sacudia-as daqui. digo-te que não. disseste que sim. conta e reconta e mais outra vez, conta-me como foi o que já não é. destino caminho de palavras a ré, saem-te ariscas, teimosas até, elas que ditas, não contam o que é.
4 sapos de quem por aqui passou:
nao fossem elas malditas e malandras,saltitonas e corajosas,trapalhonas e segredadas,timidas e ate confusas,sao as que constroem e refazem,deixam e arbitram,entre as montanhas de palavras podemos ver castelos e caos,linces e cavalos,ate o nada e o invisivel sao possiveis ver...
ou de ler, caso seja o de escrever...! bem regressado bono, a este recanto em forma de minúsculas! belo post!
desejo-te um verao de intencoes e sorrisos ,de concretas razoes para sorrires,eu vou por uns tempos deitar palavras ao vento regresso no outono onde ai me divirto de novo...e sempre bom reler-te,eu passo sempre aqui...
oh..então que a brisa te leve onde queres, e até ao teu regresso, muito beijos! boas férias!
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