Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

revolução de vodka na mão

tudo começou num post do meu amigo Paulo Rato, a propósito do meu, ai mais abaixo, que roubei ao blogue dele, "the mouse bites". bom, quer dizer, não foi bem assim, o começo está no assunto em si que nos deu o que falar: a (mal)dita da CRISE nesta formula "consêquencial" mutio simples: Crise = menos dinheirinho = ai ai ai as minhas contas para pagar = se eu vou apertar o cinto porque é que a despesa do estado aumenta = olhem lá, mas acham que somos todos parvos ó quê?

resumindo e concluindo: Greve Geral! por costume não sou a favor de greves já que em ultima analise que as paga somos nós e serve mais para as audiências que para o nosso proveito, mas sendo mãe reconheço que isto é mais ou menos como a postura de quem não educa pela violência os seus filhos, facto que não impede de levarem um ganda palmadão no rabiosque de quando em vez. por esta ou aquela razão nascida na natureza humana, acaba por ser inevitável a prática do: "alto ai e paira o baile!" É sim sr., mas neste caso, para quê? há quem se pergunte pela vida após a morte, eu cá fico-me pelo "e depois da Greve, vem o que?". alguém sabe explicar-me? 

muito além das ideologias políticas, pois cada um vota na sua, o âmago não está ai mas em que as dirige, legisla e executa: PESSOAS. ir para o Governo obedece a uma formula ainda mais simples que a da Crise: Governo = Tachos. tipo 2+2 dão 22 quando deviam era dar 4. não há cá políticas perfeitas, ou pelo menos, não acredito em verdades absolutas mas também não sou "naif" ao ponto de dizer que não as há imperfeitas porque teorias como a do mundo acabar para começar do zero e sermos todos irmãos, é para começar, anti-natura, logo, esqueçam lá isso pois se tudo é um reflexo daquilo que somos, então esse não nos retrata. somos demasiadamente imperfeitos mentais e principalmente, emocionais. maaaaas (sim, mas...), também não somos só corruptos ou gananciosos ou portadores do vírus corrosivo da má índole. existem pessoas que levam a sério aquilo que fazem, a começar pelo senhor meu pai que independentemente do seu feitio às vezes intragável, como o meu, é um dos grandes exemplos que tive a sorte de viver toda a minha vida sobre o que é ter e SER valores. e ele tem amigos, boa?

por isso, a todos os que defendem que quando há crise temos que apertar o cinto, que não se deve passar a vida a apontar o dedo naquela velha postura "que o patrão paga de menos e o empregado devia trabalhar mais", que parar não resolve, que devemos todos juntos navegar no mesmo barco e essas coisas lindas todas, eu respondo: 100% de acordo! não há pachorra para lamurias nem para a mania (enervante) da auto-comiseração. é preciso mazé trabalhar para o país não parar! mas a proposito do contexto "we are ALL ONE" a levar com as consequências, queria saber só uma coisinha: dá para pararem de comprar carros de milhões para serem pouco usados, aviões para uma defesa que mais valia assumir que não existe, submarinos que nem sequer yellow são, ter jantares que custam a módica quantia de 150.000€, nomear antigos assessores e secretários de estado para cargos sem CV ou experiência correspondentes à função (com direito aos tais jantares ai em cima mencionados e já para não falar de outras inúmeras consultas que se podem fazer no site "Transparencia AP"), enquanto que ao  mesmo tempo nos cortam as míseras e poucas  ajudas como o abono de família e continuam a aumentar-nos as dificuldades como os impostos? acham que dá...? é que depois ainda faltam os ditos troquinhos sem importância que se vão indo com os aumentos e equivaliam por ex, ao passe social para que num dito verdadeiro quadro de miséria, ainda acabemos com um patronato chateado a pensar que anda tudo em greve e os sindicatos todos contentes porque aumentaram as taxas de adesão, quando o resultado não é mais que a consequência por falta de opção. não nos esqueçamos que inversamente às contas de somar, temos as de subtrair: 2-2= 0, sendo que esta não está inflacionada e a zeros não se chega MESMO a lado algum.

e desta lenga-lenga toda e de muitos posts numa wall discussion no facebook, a minha amiga Ana Cáceres depois de constatar que pelo facto do Largo do Carmo estar cheio de esplanadas o que não permite os tanques e já que, ao que pareçe, se está tudo nas tintas (sendo que os mesmo que reclamam não passam muito disso e em grande parte não hesitariam num cargo que lhes fosse proposto por um "Tacho"), sugeriu uma revolução feita ao som de D.I.E.M., organizada por mim e de vodka na mão! 

a nossa reivindicação é queremos, e exigirmos, ser governados por pessoas que sejam integras porque cremos que tudo o resto vem por consequência. pessoas melhores sem duvida que = mundo melhor.

alinham? (na revolução, claro está!) é que as pessoas somos NÓS!

2 sapos de quem por aqui passou:

johnnybgood disse...

eu alinho. deixei de beber vodka há uns anos mas até abro uma excepção para tal evento

b disse...

ehehe! johnny e o trabalhão que este Vodka já nos tá a dar....P